A Seleção Brasileira Feminina entra em campo nesta quarta-feira, 16 de julho de 2025, às 18h (horário de Brasília), para enfrentar a Bolívia no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, conhecido como Chillogallo, em Quito, Equador. O confronto, válido pela segunda rodada do Grupo B da Copa América Feminina 2025, é crucial para as brasileiras consolidarem a liderança na chave e avançarem rumo às semifinais. Após uma vitória por 2 a 0 contra a Venezuela na estreia, o time de Arthur Elias busca melhorar o desempenho ofensivo, enquanto a Bolívia, lanterna do grupo após derrota por 4 a 0 para o Paraguai, tenta surpreender na altitude de 2.850 metros. A partida será transmitida ao vivo pela TV Brasil, SporTV e TV Brasil Play, com cobertura em tempo real no ge.globo. O jogo promete testar a adaptação das equipes ao clima de Quito e destacar jogadoras como Marta e Amanda Gutierres pelo Brasil e Ana Paula Rojas pela Bolívia. A competição é uma etapa decisiva para garantir vagas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O Brasil, maior campeão do torneio com oito títulos, chega como favorito, mas enfrenta o desafio da altitude, que impacta o ritmo do jogo e a trajetória da bola. A Bolívia, por outro lado, busca sua primeira vitória na competição, apostando em uma postura defensiva para conter o ataque brasileiro.
- Destaques do confronto:
- Brasil venceu todos os cinco confrontos históricos contra a Bolívia na Copa América.
- A altitude de Quito exige ajustes táticos, com foco em bolas paradas.
- Marta, apesar de substituída na estreia, é a principal referência técnica do Brasil.
Desempenho na estreia e expectativas para o jogo
A Seleção Brasileira abriu a campanha na Copa América Feminina 2025 com uma vitória sólida, mas não brilhante, por 2 a 0 contra a Venezuela. Amanda Gutierres, do Santos, marcou o primeiro gol aos 31 minutos do primeiro tempo, após assistência de Gio Queiroz, enquanto Duda Sampaio, do Corinthians, fechou o placar aos 42 minutos do segundo tempo. Apesar do resultado, o técnico Arthur Elias destacou a necessidade de ajustes no meio-campo, que apresentou dificuldades na criação de jogadas. A equipe, que divide a liderança do Grupo B com o Paraguai, ambos com três pontos, busca agora melhorar a finalização e o entrosamento para garantir a primeira colocação.
A Bolívia, por sua vez, teve uma estreia complicada, sofrendo uma goleada de 4 a 0 para o Paraguai. A equipe comandada por Rosana Gómez mostrou fragilidades defensivas, com uma média de 2,5 gols sofridos por jogo em 2025, e pouca força ofensiva, marcando apenas dois gols nos últimos cinco jogos. Ana Paula Rojas, meio-campista experiente, é a principal esperança boliviana para criar jogadas em um cenário adverso.
- Números recentes:
- Brasil: quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos, com 12 gols marcados.
- Bolívia: cinco derrotas consecutivas, com apenas dois gols marcados.
- Último confronto entre as equipes: Brasil 6 x 0 Bolívia, em 2022.
Adaptação à altitude de Quito
Jogar em Quito, a 2.850 metros acima do nível do mar, é um desafio adicional para todas as equipes da Copa América Feminina. O ar rarefeito altera a velocidade da bola e exige maior esforço físico dos atletas, impactando diretamente o ritmo das partidas. A comissão técnica brasileira, ciente desse fator, ajustou os treinos com foco em situações de bola parada e estratégias para manter a posse de bola com passes curtos. O técnico Arthur Elias destacou a importância de controlar o jogo desde o início para minimizar o desgaste físico.
A Bolívia, embora mais acostumada a jogar em altitudes elevadas, como em La Paz, não conseguiu aproveitar esse fator na estreia. A equipe teve dificuldades em todos os setores do campo, especialmente na defesa, que cedeu espaços ao Paraguai. Para o confronto contra o Brasil, a técnica Rosana Gómez deve apostar em uma formação mais compacta, buscando conter o ataque brasileiro e explorar contra-ataques.
Ver essa foto no Instagram
Transmissão e acesso ao público
Os torcedores têm diversas opções para acompanhar a partida. A TV Brasil transmite o jogo em sinal aberto, com pré-jogo a partir das 17h50, contando com narração de Luciana Zogaib e comentários de Brenda Balbi e Rachel Motta. O SporTV, na TV fechada, oferece cobertura detalhada para assinantes, enquanto o aplicativo TV Brasil Play proporciona streaming gratuito em tempo real, disponível para smartphones, tablets e pelo site tvbrasilplay.com.br. O portal ge.globo acompanha o confronto com lances em tempo real, incluindo vídeos dos principais momentos.
Para quem está fora do Brasil, serviços de VPN, como o NordVPN, podem ser necessários para acessar as transmissões. Os ingressos para o jogo no Estádio Chillogallo, com capacidade para 18.000 espectadores, custam cerca de 3 dólares (aproximadamente R$ 16,38) para a fase de grupos, tornando o evento acessível ao público local. A previsão do tempo para Quito no dia do jogo indica temperaturas entre 10°C e 20°C, com céu parcialmente nublado, sem previsão de chuva.
- Opções para assistir:
- TV Brasil: canal aberto, com pré-jogo às 17h50.
- SporTV: canal fechado, com cobertura detalhada.
- TV Brasil Play: streaming gratuito em tempo real.
- ge.globo: acompanhamento em tempo real com vídeos.
Histórico e relevância da Copa América Feminina
A Copa América Feminina 2025 reúne dez seleções sul-americanas divididas em dois grupos de cinco. O Brasil, no Grupo B, compete ao lado de Bolívia, Colômbia, Paraguai e Venezuela, enquanto o Grupo A conta com Equador, Argentina, Chile, Uruguai e Peru. As duas melhores equipes de cada grupo avançam às semifinais, com as finalistas garantindo vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A competição, realizada entre 11 de julho e 2 de agosto, também é uma vitrine para o desenvolvimento do futebol feminino na região.
O Brasil é o maior vencedor do torneio, com oito títulos em nove edições (1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014, 2018 e 2022), sendo superado apenas pela Argentina em 2006. A hegemonia brasileira reflete a força de suas jogadoras, com nomes como Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo, e jovens talentos como Gio Queiroz e Amanda Gutierres. A Bolívia, por outro lado, busca consolidar o futebol feminino no país, que ainda enfrenta desafios estruturais e falta de investimento.
Jogadoras em destaque e arbitragem
Pelo lado brasileiro, Marta segue como a grande referência, mesmo com 39 anos. Sua experiência e capacidade de decidir jogos em momentos-chave são fundamentais para o time. Amanda Gutierres, que marcou na estreia, é uma aposta contra a defesa boliviana, enquanto Duda Sampaio se destaca pela qualidade no meio-campo. Pela Bolívia, Ana Paula Rojas é a principal articuladora, com a missão de superar a marcação brasileira e criar oportunidades para Emilie Doerksen e Abi Quiroz.
A arbitragem do jogo ficará a cargo de um trio argentino, liderado por Roberta Echeverría, com Gisela Trucco e Daiana Milone como assistentes. A escolha de um trio experiente visa garantir um jogo equilibrado, especialmente considerando a diferença técnica entre as equipes e o impacto da altitude no ritmo da partida.
- Jogadoras para observar:
- Marta (Brasil): líder técnica e referência em campo.
- Amanda Gutierres (Brasil): ameaça ofensiva com gol na estreia.
- Ana Paula Rojas (Bolívia): principal articuladora da equipe.
- Duda Sampaio (Brasil): destaque na transição e criação.
Estratégias e próximos passos
O Brasil entra em campo com a missão de impor seu ritmo desde o início, explorando a velocidade de jogadoras como Gabi Portilho e Gio Queiroz pelos lados do campo. Arthur Elias deve manter a base titular, com possíveis ajustes para melhorar a criação no meio-campo, onde Angelina e Yasmim terão papel crucial. A Bolívia, por sua vez, deve adotar uma postura mais defensiva, com Mendiola e Lucerito Bravo reforçando a zaga para conter o ataque brasileiro.
Após o confronto com a Bolívia, o Brasil enfrentará Paraguai e Colômbia nas próximas rodadas, jogos que definirão a liderança do Grupo B. A Seleção Brasileira busca não apenas o nono título da Copa América, mas também consolidar sua preparação para os Jogos Olímpicos de 2028, onde pretende manter o status de potência mundial. A Bolívia, apesar das dificuldades, vê na competição uma oportunidade de desenvolvimento, com foco em ganhar experiência contra adversários de alto nível.
