sexta-feira, 6 março, 2026
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Deborah Secco defende poligamia e médica alerta para riscos de doenças

Deborah Secco -

Deborah Secco, aos 45 anos, declarou no programa Saia Justa (GNT), em 16 de julho de 2025, que não acredita na monogamia após ser traída em todos os seus relacionamentos, defendendo a poligamia como alternativa, desde que baseada em diálogo e acordos claros. A declaração, feita em São Paulo, gerou debate após a ginecologista Ana Paula Noronha, em entrevista ao Mais Novela, alertar para os riscos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em relações não monogâmicas, como HIV, HPV e sífilis, caso não haja proteção adequada. Secco, que estrela o reality Terceira Metade no Globoplay, destacou a importância de conversas constantes para redefinir combinados. Noronha enfatizou que a maturidade emocional e o uso de preservativos são essenciais para evitar danos à saúde física e emocional. A discussão reflete a crescente abertura sobre relacionamentos abertos no Brasil, mas também levanta preocupações médicas.

A poligamia, abordada por Secco, exige cuidados rigorosos, segundo especialistas, para prevenir ISTs e manter a confiança entre os parceiros. A atriz, em relacionamento com Dudu Borges, revelou que vive uma relação monogâmica por escolha, mas questiona o modelo tradicional.

  • Declaração de Secco: Feita em 16 de julho de 2025, no Saia Justa (GNT).
  • Riscos apontados: HIV, HPV, sífilis, clamídia, herpes, gonorreia, hepatites.
  • Conselho médico: Uso de preservativos e exames periódicos com especialistas.
  • Reality show: Terceira Metade, sobre relacionamentos não monogâmicos.

Maturidade e diálogo na poligamia

Deborah Secco, conhecida por papéis em novelas como Laços de Família e América, surpreendeu ao abordar a poligamia no Saia Justa, programa exibido pelo GNT. Ela afirmou que foi traída em todos os seus relacionamentos monogâmicos, o que a levou a questionar a validade do modelo tradicional. “Eu hoje vivo uma relação monogâmica por escolha, mas meus combinados são refeitos diariamente. Não acredito na monogamia”, declarou, destacando a necessidade de honestidade e diálogo constante para que relações abertas funcionem.

A atriz, que apresenta o reality Terceira Metade no Globoplay, explorou diferentes formatos de não monogamia, como trisais e quadrisais, no programa. Ela enfatizou que cada relação tem regras próprias, que podem ser renegociadas com o tempo. Sua experiência pessoal, incluindo o divórcio de Hugo Moura em 2024, moldou sua visão, levando-a a valorizar a flexibilidade e a transparência nos relacionamentos.

Secco também destacou a importância da amizade e da confiança mútua, sugerindo que casais não monogâmicos tendem a ter conversas mais abertas do que os monogâmicos. Sua postura gerou apoio de parte do público, que elogiou sua franqueza, mas também críticas de setores conservadores, que veem a poligamia como um tabu.

Alertas médicos sobre riscos

A ginecologista Ana Paula Noronha, em entrevista ao Mais Novela, analisou os riscos associados à poligamia, destacando que relações com múltiplos parceiros aumentam a exposição a infecções sexualmente transmissíveis. Ela alertou que, sem o uso de preservativos masculinos ou femininos, o risco de contrair doenças como HIV, HPV, sífilis, clamídia, herpes, gonorreia e hepatites B e C é significativamente maior. “O contato com a mucosa da boca durante o sexo oral, por exemplo, pode transmitir HIV, mesmo sem engolir”, explicou, reforçando a necessidade de proteção. agazeta.com.br

Noronha também apontou que, em sua prática médica, já atendeu mulheres em relações monogâmicas que contraíram ISTs devido à infidelidade dos parceiros, o que reforça a importância da maturidade emocional. Ela recomendou exames periódicos com ginecologistas ou urologistas para monitorar a saúde sexual, além de conversas claras para estabelecer regras em relações abertas. A médica destacou que a falta de cuidado pode levar a “catástrofes” com sequelas permanentes, como infertilidade ou doenças crônicas.

A discussão sobre ISTs ganhou relevância após declarações de Secco sobre práticas sexuais no programa Surubaum, de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, onde ela abordou o sexo oral sem tabus. A ginecologista Hallyza Rodrigues, em entrevista à A Gazeta, reforçou que o risco de infecções não está apenas no ato de engolir sêmen, mas no contato com mucosas, o que exige proteção em todas as relações.

  • Riscos de ISTs: HIV, HPV, sífilis, clamídia, herpes, gonorreia, hepatites B e C.
  • Prevenção: Uso de preservativos e exames regulares com especialistas.
  • Maturidade emocional: Essencial para estabelecer regras e evitar traições.
  • Exames recomendados: Ginecológicos e urológicos anuais ou semestrais.
  • Contexto médico: Infecções podem ocorrer mesmo em relações monogâmicas.
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Debate público e redes sociais

A declaração de Deborah Secco no Saia Justa gerou ampla repercussão nas redes sociais, com a hashtag #TerceiraMetade alcançando o topo dos assuntos mais comentados em 17 de julho de 2025. Fãs elogiaram a coragem da atriz em abordar a poligamia, destacando sua honestidade ao compartilhar experiências pessoais. Um perfil de entretenimento postou: “Deborah Secco quebrou o tabu ao falar de traição e poligamia, mostrando que diálogo é tudo”. Outros, porém, criticaram a visão, chamando-a de “promíscua” ou contrária aos valores tradicionais.

A participação de Secco no reality Terceira Metade, que estreou no Globoplay em julho de 2025, ampliou o debate. O programa explora relacionamentos não monogâmicos, entrevistando casais, trisais e quadrisais, e foi elogiado por mostrar a diversidade de arranjos amorosos. No entanto, postagens em redes sociais também apontaram resistência, com comentários sugerindo que a poligamia “não é para todos” e exige preparo emocional.

A discussão médica também ganhou força online, com perfis de saúde reforçando a importância de preservativos e exames regulares. Um post de um portal de notícias destacou: “Poligamia exige responsabilidade. Sem proteção, o risco de ISTs é real”. A repercussão reflete a polarização entre a abertura a novos modelos relacionais e a preocupação com a saúde pública.

Saúde sexual e prevenção

A ginecologista Renata Lamego, do Hospital Israelita Albert Einstein, destacou que o equilíbrio da flora vaginal é essencial para a saúde feminina e pode ser afetado por relações sexuais sem proteção. Alterações hormonais, uso de antibióticos ou práticas inadequadas, como biquínis molhados por longos períodos, aumentam o risco de infecções como candidíase, que afeta 75% das mulheres no verão, segundo a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo.

Luiz Brito, professor da Unicamp, reforçou que mudanças no corrimento vaginal, como coloração esverdeada ou odor desagradável, são sinais de alerta que exigem consulta médica. Ele recomendou evitar absorventes diários e roupas justas, que abafam a região genital, favorecendo a proliferação de micro-organismos. A higiene com sabonetes neutros e a troca frequente de calcinhas são medidas simples que previnem desequilíbrios na flora vaginal.

Para casais em relações não monogâmicas, Noronha sugeriu um protocolo rigoroso: uso de preservativos em todas as relações, exames semestrais e diálogo aberto sobre a saúde sexual dos parceiros. A médica alertou que a falta de transparência pode levar a infecções graves, como o HPV, que está associado ao câncer de colo do útero, evitável com o exame Papanicolau anual.

  • Cuidados vaginais: Evitar absorventes diários e roupas justas.
  • Higiene íntima: Usar sabonetes neutros e secar calcinhas ao sol.
  • Exames preventivos: Papanicolau e testes de HPV para mulheres acima de 21 anos.
  • Proteção: Preservativos masculinos e femininos em todas as relações.

Contexto cultural da poligamia

A poligamia, embora ainda um tabu no Brasil, tem ganhado espaço em debates públicos, impulsionada por figuras como Deborah Secco. Estudos apontam que cerca de 5% dos brasileiros já experimentaram relações não monogâmicas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com maior aceitação entre jovens urbanos. A prática, porém, exige acordos claros para evitar quebras de confiança, que Noronha descreveu como um risco maior que as próprias ISTs.

O reality Terceira Metade reflete essa mudança cultural, mostrando casais que negociam regras para manter relações abertas. Secco, como apresentadora, trouxe visibilidade ao tema, mas enfrentou críticas de setores religiosos e conservadores, que veem a monogamia como um pilar social. A discussão também toca em questões de gênero, já que mulheres em relações poligâmicas enfrentam maior julgamento social do que homens.

A médica Ana Paula Noronha destacou que a poligamia, quando bem gerida, pode fortalecer relacionamentos, mas exige maturidade para lidar com ciúmes e inseguranças. Ela reforçou que a saúde emocional é tão importante quanto a física, recomendando terapia de casal para casais que desejam abrir suas relações.

Curiosidades sobre o tema

A discussão sobre poligamia e saúde sexual levantada por Deborah Secco trouxe à tona fatos relevantes:

  • Prevalência de ISTs: O Brasil registrou 1,5 milhão de casos de ISTs em 2023, segundo o Ministério da Saúde.
  • Papanicolau: Reduziu em 70% os casos de câncer de colo do útero desde os anos 1970.
  • Não monogamia: 5% dos brasileiros já experimentaram, com maior adesão em grandes cidades.
  • Reality show: Terceira Metade é o primeiro programa brasileiro focado em poligamia.
FALANDO NISSO
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