Memphis Depay, atacante holandês contratado como estrela pelo Corinthians, manifestou recentemente seu desejo de cumprir integralmente o contrato com o clube paulista, que se estende até julho de 2026, em meio a desafios financeiros e cobranças por melhor desempenho coletivo. A decisão surge após uma reunião amigável com lideranças da torcida organizada Gaviões da Fiel, onde o jogador expressou que a permanência no futebol brasileiro é estratégica para fortalecer sua posição na seleção holandesa rumo à Copa do Mundo de 2026, comandada por Ronald Koeman. Apesar de acumular 13 gols e 14 assistências em 45 partidas, com 38 como titular, Depay demonstrou incômodo com atrasos em pagamentos de premiações, totalizando R$ 4,7 milhões referentes ao Campeonato Paulista, o que levou a uma notificação extrajudicial e ausência em um treinamento no CT Joaquim Grava. A diretoria, sob comando interino de Osmar Stabile, efetuou o pagamento da primeira parcela na última quarta-feira, com o restante previsto em duas etapas, visando amenizar tensões internas. O clube detém 50% dos direitos econômicos do atleta, e a multa rescisória para transferências ao exterior está fixada em 10 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 64 milhões na cotação atual. Paralelamente, o Corinthians busca receitas adicionais, como um adiantamento de R$ 30 milhões da Liga Forte União, aprovado pelo Conselho de Orientação, e outra injeção de R$ 50 milhões da Nike programada para agosto. Essas medidas visam equilibrar as finanças, especialmente considerando o custo mensal de R$ 6 milhões com o salário de Depay, criticado internamente pela nova gestão como herança de contratos onerosos. O episódio no clássico contra o São Paulo, quando Depay deixou o estádio no intervalo após substituição, foi tratado como assunto interno pelo técnico Dorival Júnior, que enfatizou a resolução rápida sem repercussões maiores. Com isso, a permanência de Depay ganha contornos de estabilidade, mas condicionada ao cumprimento de obrigações contratuais e ao desempenho nos próximos confrontos decisivos.
O atacante holandês, conhecido por sua técnica apurada e experiência em clubes europeus como Lyon e Barcelona, vê no Corinthians uma plataforma para manter visibilidade e sequência de jogos, essenciais para sua convocação à seleção. Ele rejeitou sondagens de equipes estrangeiras recentemente, priorizando a estabilidade no Brasil.
Ver essa foto no Instagram
Em agosto, Depay ainda deve receber R$ 9,4 milhões em bonificações por metas alcançadas, o que reforça a necessidade de o clube honrar compromissos para evitar novas insatisfações.
Reunião com torcedores e compromisso assumido
A conversa com os Gaviões da Fiel ocorreu de forma cordial e foi sugerida pela própria torcida, destacando o interesse mútuo em resolver pendências. Depay reiterou sua intenção de ficar, mas cobrou melhorias na estrutura do time para brigar por títulos, criticando tacitamente a falta de competitividade atual. Essa interação fortaleceu laços com a torcida, que o apoia apesar das críticas pontuais por atuações discretas em alguns jogos.
O jogador mencionou que o ambiente no Brasil o deixa confortável, inclusive vivendo temporariamente em um hotel enquanto o clube providencia uma residência conforme acordado. A diretoria, por sua vez, elogiou a entrega física de Depay após o retorno às atividades, vendo nele um pilar para o vestiário.
No entanto, há ressalvas internas sobre os moldes do contrato, com desejo de debater alterações para reduzir impactos de gatilhos por desempenho, embora a saída seja considerada improvável no momento.
- Depay manifestou disposição para alterar cláusulas contratuais se necessário, facilitando a permanência.
- A reunião enfatizou o foco na Copa de 2026, com o Corinthians como base para visibilidade internacional.
- Torcedores pediram mais dedicação em campo, e Depay prometeu maior engajamento em ações de marketing do clube.
- O acordo inclui cobrança de dívidas pendentes, com prazos claros para quitação.
Desempenho em campo e ajustes táticos
Depay chegou ao Corinthians com expectativa de ser a referência ofensiva, e seus números iniciais refletem contribuição significativa, embora o time como um todo enfrente oscilações. O técnico Dorival Júnior planeja reforçar o elenco com atletas velozes e físicos para maximizar a qualidade técnica do holandês, sem exigir dele grande esforço em marcação. Nos dérbis contra o Palmeiras, marcados para 30 de julho e 7 de agosto pela Copa do Brasil, o desempenho de Depay será crucial para decisões sobre sua continuidade.
A diretoria nega veementemente planos de rescisão, mas admite que o contrato é financeiramente desafiador, atribuindo-o a gestões anteriores. O jogador, por outro lado, pediu reforços para elevar o nível do time, acreditando que isso ativaria mais bonificações e títulos.
Essa estratégia alinha com o projeto de longo prazo, onde Depay pode até prorrogar o vínculo se o clube apresentar um plano competitivo.
Soluções financeiras em andamento
O Corinthians enfrenta uma dívida total de cerca de R$ 12 milhões com o elenco e comissão técnica, incluindo premiações atrasadas que afetam diretamente Depay. A aprovação de adiantamentos da Liga Forte União representa um alívio imediato, permitindo o pagamento parcelado e evitando novas notificações. Além disso, negociações para vender o meia Breno Bidon ao PSV, da Holanda, podem injetar recursos adicionais.
A patrocinadora Nike também pressiona pela permanência de Depay, vendo nele um atrativo para marketing, o que pode acelerar a liberação de verbas. Internamente, a gestão interina prioriza equilibrar contas para manter estrelas como Depay e Yuri Alberto.
Essas ações demonstram esforço para estabilizar o ambiente, com foco em cumprir obrigações e planejar o segundo semestre.
- Adiantamento de R$ 30 milhões da Liga já aprovado pelo Cori.
- Injeção de R$ 50 milhões da Nike prevista para agosto.
- Venda potencial de Breno Bidon para gerar receita extra.
- Pagamento da primeira parcela de premiações efetuado em 23 de julho.
- Dívida total inclui atletas e comissão, com quitação em duas etapas restantes.
Perspectivas para os próximos jogos
Os confrontos contra o Palmeiras pela Copa do Brasil servirão como termômetro para o futuro de Depay no clube. Caso o atacante seja decisivo, a diretoria pode abortar ideias de redução salarial; em eliminação, a pressão da torcida pode crescer devido aos custos elevados. Dorival Júnior teme perder peças chave e busca reforços para potencializar o ataque.
Depay, por sua vez, retorna ao Brasil nesta semana e deve se reapresentar no sábado, focado em recuperar forma física elogiado pela comissão. A intenção é debater alterações contratuais apenas após esses jogos, priorizando o desempenho imediato.
O clube analisa o impacto de Depay não só em gols, mas em assistências e liderança, reforçando sua importância estratégica.
Integração com o elenco e torcida
Depay tem se integrado bem ao vestiário, atuando como mentor para jovens jogadores e participando de eventos internos. Sua relação com a torcida organizada evoluiu positivamente após a reunião, com promessas de maior interação em ações sociais. O jogador elogiou o apoio dos fãs, contrastando com críticas iniciais por adaptação ao futebol brasileiro.
A diretoria vê nele um chamariz para contratações futuras, especialmente com a visibilidade gerada por sua presença. No entanto, cobra maior consistência em clássicos, onde Depay já marcou gols decisivos.
Essa dinâmica fortalece o compromisso mútuo, com foco em resolver pendências financeiras para um ambiente harmônico.
- Integração inclui mentoria a jovens como Breno Bidon.
- Relação com torcida melhorou com reuniões e promessas de engajamento.
- Depay elogia apoio dos fãs e prioriza adaptação cultural.
- Diretoria usa sua imagem para atrair patrocinadores e reforços.
- Foco em consistência para ativar metas contratuais adicionais.
