sábado, 7 março, 2026
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Guilherme Caribé brilha e avança às semifinais dos 50m borboleta no Mundial em Singapura

Guilherme Costa, Cachorrão, natação, 800m, Paris 2024

A natação brasileira iniciou sua jornada no Mundial de Esportes Aquáticos 2025, em Singapura, com destaque para Guilherme Caribé, que garantiu vaga nas semifinais dos 50m borboleta na madrugada de 27 de julho, marcando 23s21, o 12º melhor tempo geral. A competição, que reúne mais de 2.500 atletas de 200 países, começou há duas semanas e já teve resultados expressivos do Brasil em águas abertas, polo aquático e nado artístico. Caribé, de 22 anos, é a principal aposta do país para conquistar medalhas, especialmente nos 50m e 100m livre, mas surpreendeu na prova de borboleta, que não é sua especialidade. Enquanto isso, outros nadadores brasileiros, como Guilherme Costa e Stephanie Balduccini, não conseguiram avançar em suas provas iniciais. A delegação segue na disputa com provas decisivas marcadas para esta madrugada e os próximos dias, com transmissão ao vivo pelo sportv.

O Mundial de Singapura, que ocorre até 3 de agosto, é um marco para a natação brasileira, que busca recuperar a tradição de pódios em piscina longa, liderada por nomes históricos como Cesar Cielo e Ana Marcela Cunha. Caribé, que já brilhou no Mundial de piscina curta em 2024, carrega a esperança de medalhas em um torneio dominado por potências como Estados Unidos e Austrália.

  • Principais provas do Brasil na natação: 50m e 100m livre, 50m borboleta, 400m livre.
  • Destaques brasileiros: Guilherme Caribé, Mafê Costa, Gabi Roncatto.
  • Transmissão: sportv cobre as finais e semifinais ao vivo a partir das 8h (horário de Brasília).

Caribé desponta como esperança de medalha

Guilherme Caribé, baiano de 22 anos, chegou a Singapura com grandes expectativas após uma temporada de destaque no Troféu Maria Lenk, onde nadou os 100m livre em 47s10, uma das dez melhores marcas da história da prova. Nos 50m borboleta, ele surpreendeu ao avançar com 23s21, ficando entre os 16 melhores. Em entrevista ao sportv, o nadador destacou que precisa ajustar a chegada para melhorar seu tempo na semifinal, marcada para a noite de 27 de julho no horário local. A prova é extremamente disputada, com tempos muito próximos, o que aumenta a emoção para a próxima fase.

A trajetória de Caribé no Mundial é um reflexo de sua evolução recente. Após conquistar duas medalhas no Mundial de piscina curta em 2024, ele se consolidou como o principal nome da nova geração da natação brasileira. Sua versatilidade nas provas de velocidade o coloca como um competidor perigoso, especialmente nos 50m e 100m livre, onde tem chances reais de pódio.

  • Tempos de Caribé no Troféu Maria Lenk: 47s10 (100m livre), 21s47 (50m livre).
  • Posição no ranking mundial: 3º nos 100m livre, 10º nos 50m borboleta.
  • Provas restantes: 50m e 100m livre, com eliminatórias nos próximos dias.

Desempenho inicial decepciona outros brasileiros

Enquanto Caribé brilhou, outros nadadores brasileiros enfrentaram dificuldades. Guilherme Costa, conhecido como Cachorrão, competiu nos 400m livre, mas terminou com 3min48s94, fora da final. Em entrevista, ele lamentou a performance, afirmando que não conseguiu executar o que treinou. Stephan Steverink, com 3min47s93, também ficou fora da disputa por medalhas. A prova, considerada menos forte que em anos anteriores, deixou um gosto amargo para a dupla, que esperava melhores resultados.

Stephanie Balduccini, de 20 anos, também não avançou nos 100m borboleta, marcando 59s72 e terminando na 28ª posição geral. A nadadora, que está em seu quarto Mundial, reconheceu que a prova não é sua especialidade e agora foca nas disputas dos 100m e 200m livre. Ainda na madrugada de 27 de julho, Mafê Costa e Gabi Roncatto entram na piscina para os 400m livre, com chances de melhorar o desempenho da delegação.

Histórico de medalhas reforça tradição brasileira

O Brasil tem uma história rica no Mundial de Esportes Aquáticos, com 51 medalhas conquistadas, sendo 17 ouros, 15 pratas e 19 bronzes, colocando o país na 15ª posição no quadro geral. A natação em piscina longa já rendeu 30 medalhas, com destaque para Cesar Cielo, que conquistou seis ouros, incluindo os 50m e 100m livre em 2009 e 2011. Outros nomes como Etiene Medeiros, com ouro nos 50m costas em 2017, e Guilherme Costa, com bronze nos 400m livre em 2022, reforçam a tradição do país.

  • Medalhas marcantes:
    • Ricardo Prado: ouro nos 400m medley em 1982.
    • Cesar Cielo: seis ouros, incluindo 50m livre e 50m borboleta.
    • Ana Marcela Cunha: 17 medalhas em águas abertas, maior medalhista brasileira.
    • Guilherme Costa: bronze nos 400m livre em 2022.
    • Bruno Fratus: duas pratas e um bronze nos 50m livre.

A delegação brasileira busca agora repetir os feitos de edições anteriores, especialmente com Caribé, que segue os passos de ídolos como Cielo e Bruno Fratus. A ausência de pódios na natação nos dois últimos Mundiais (2023 e 2024) aumenta a pressão para 2025.

Outras modalidades aquáticas do Brasil em Singapura

Além da natação, o Brasil teve participações relevantes em outras modalidades do Mundial. Ana Marcela Cunha, maior medalhista brasileira na história da competição, conquistou o sexto lugar nos 10km e o oitavo nos 5km em águas abertas. Apesar de não subir ao pódio, a campeã olímpica de Tóquio 2020 segue como referência, com 17 medalhas em Mundiais. Ela ainda disputa o revezamento misto 4x1500m e a prova de sprint de 3km.

No polo aquático masculino, a seleção brasileira venceu dois jogos na primeira fase, incluindo uma virada emocionante contra o Canadá por 19 a 18 nos pênaltis, mas terminou na 12ª posição. Já no nado artístico, a equipe alcançou a final na rotina livre, um feito significativo para a modalidade, que ganha cada vez mais espaço no país.

  • Resultados brasileiros em outras modalidades:
    • Águas abertas: Ana Marcela Cunha (6º nos 10km, 8º nos 5km).
    • Polo aquático: 12ª colocação, com vitórias contra Canadá e Singapura.
    • Nado artístico: final na rotina livre, dueto técnico em 24º lugar.

Próximos passos e expectativas para a natação

Com a natação em andamento até 3 de agosto, o Brasil ainda tem chances de melhorar seu desempenho. Mafê Costa, finalista olímpica nos 400m livre, é uma das apostas para as próximas provas. Com 4min06s30 no Troféu Maria Lenk, ela busca uma final em Singapura, embora a concorrência com estrelas como Katie Ledecky e Summer McIntosh seja acirrada. Gabi Roncatto, nos 400m livre, também pode surpreender.

Caribé, por sua vez, entra como favorito nos 50m e 100m livre, provas em que está entre os melhores do mundo. Sua performance nos 50m borboleta, mesmo não sendo sua principal especialidade, mostra sua versatilidade e potencial para surpreender. As semifinais e finais de domingo, com transmissão às 8h pelo sportv, serão decisivas para definir o impacto do Brasil no torneio.

  • Provas a acompanhar no domingo:
    • Semifinais dos 50m borboleta masculino (Caribé).
    • Finais dos 400m livre masculino e feminino.
    • Semifinais dos 100m livre feminino.
    • Finais dos revezamentos 4x100m livre masculino e feminino.

Preparação para Los Angeles 2028

O Mundial de Singapura serve como um termômetro para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde a natação brasileira espera recuperar seu protagonismo. A inclusão dos 50m borboleta no programa olímpico aumenta as chances de Caribé, que já demonstra consistência na prova. Além disso, a delegação brasileira busca inspiração em nomes como Ana Marcela Cunha, que planeja competir em 2028, e jovens talentos como Mafê Costa e Stephanie Balduccini.

A competição em Los Angeles terá um toque especial, com cerimônias de abertura e encerramento comandadas pelo cineasta Peter Rice, ex-diretor da Disney e Fox. A natação será disputada no SoFi Stadium, adaptado com uma piscina olímpica, prometendo um espetáculo único. Para o Brasil, o desafio é formar uma equipe competitiva que combine experiência e juventude, com Caribé liderando a nova geração.

  • Novidades para Los Angeles 2028:
    • Natação no SoFi Stadium com piscina olímpica temporária.
    • Inclusão dos 50m borboleta no programa olímpico.
    • Cerimônias dirigidas por Peter Rice, com eventos em dois estádios.
    • Sustentabilidade: nenhuma construção permanente será feita.

A delegação brasileira segue focada em Singapura, com Caribé como principal nome para trazer medalhas e manter a tradição do país em Mundiais. As próximas provas determinarão se o Brasil conseguirá romper o jejum de pódios na natação em piscina longa, enquanto os olhos já se voltam para o futuro em Los Angeles.

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