A Colômbia carimbou sua vaga na final da Copa América Feminina 2025 ao vencer a Argentina por 5 a 4 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal, na noite de segunda-feira, 28 de julho, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, Equador. Em uma partida marcada por equilíbrio tático e tensão, a goleira Katherine Tapia, do Palmeiras, foi o grande destaque ao defender a cobrança de Gramaglia, enquanto Stábile acertou a trave, selando a eliminação argentina. A seleção colombiana, que busca seu primeiro título continental, agora aguarda o vencedor do confronto entre Brasil e Uruguai, marcado para terça-feira, 29 de julho, às 21h, no mesmo estádio. A vitória também garantiu à Colômbia uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, um marco para a equipe que chegou à sua terceira final consecutiva no torneio.
O jogo foi disputado com poucas chances claras de gol, refletindo a intensidade defensiva de ambas as equipes. A Argentina, que teve 100% de aproveitamento na fase de grupos, não conseguiu repetir o mesmo ímpeto ofensivo, enquanto a Colômbia, liderada por nomes como Linda Caicedo e Catalina Usme, pressionou no segundo tempo, mas esbarrou na solidez da goleira Solana Pereyra. A decisão nos pênaltis trouxe emoção extra, com a torcida equatoriana vibrando a cada cobrança.
- Principais momentos do jogo:
- Primeiro tempo com domínio argentino, mas sem gols.
- Colômbia cresceu na segunda etapa, criando chances com Caicedo e Usme.
- Polêmica envolvendo possível pênalti não marcado para a Colômbia.
- Tapia brilhou nos pênaltis, garantindo a vitória colombiana.
Jogo equilibrado e polêmicas na arbitragem
A semifinal entre Colômbia e Argentina foi marcada por um confronto tático, com as duas equipes priorizando a solidez defensiva. No primeiro tempo, a Argentina teve mais posse de bola e criou a melhor chance aos 8 minutos, quando Yamila Rodríguez, do Grêmio, obrigou Tapia a fazer uma defesa crucial. A Colômbia, por sua vez, pediu um pênalti em lance envolvendo Linda Caicedo, mas a árbitra Ivana Projkovska, da Macedônia do Norte, mandou seguir, e o VAR não interferiu. O equilíbrio permaneceu no segundo tempo, com a Colômbia finalizando mais, mas sem precisão.
Outro momento de controvérsia ocorreu nos acréscimos, quando Manuela Paví foi derrubada na área por Braun. O VAR revisou o lance, mas a penalidade não foi marcada devido a um toque de mão de Paví na origem da jogada. A decisão gerou reclamações das colombianas, que, mesmo assim, mantiveram a compostura para a disputa de pênaltis. A goleira Tapia, que já havia se destacado no tempo normal, tornou-se a heroína ao defender a cobrança de Gramaglia, enquanto Stábile acertou a trave, garantindo a vitória por 5 a 4.
- Fatos marcantes da partida:
- Argentina teve 52% de posse de bola, mas apenas 3 finalizações no alvo.
- Colômbia tentou 8 chutes, com destaque para a falta perigosa de Usme.
- Tapia foi eleita a melhor jogadora do confronto.
Colômbia busca título inédito na competição
A classificação para a final reforça o momento histórico do futebol feminino colombiano. A seleção chegou à decisão pela terceira vez consecutiva, após vices em 2010, 2014 e 2022, sempre derrotada pelo Brasil. Sob o comando do técnico Ángelo Marsiglia, a equipe aposta na mescla de experiência, com jogadoras como Catalina Usme, e juventude, com a estrela Linda Caicedo, para tentar quebrar a hegemonia brasileira, que conquistou oito dos nove títulos disputados na Copa América Feminina.
A campanha colombiana em 2025 foi sólida, com duas vitórias e dois empates na fase de grupos, incluindo um 0 a 0 contra o Brasil, mesmo com as brasileiras jogando com uma atleta a menos por parte do jogo. A vaga na final também assegura a quarta participação olímpica da Colômbia, que esteve presente em Londres 2012, Rio 2016 e Paris 2024.
- Números da campanha colombiana:
- 8 pontos conquistados no Grupo B (2 vitórias, 2 empates).
- 6 gols marcados e apenas 1 sofrido na fase de grupos.
- Linda Caicedo lidera em dribles bem-sucedidos (9) no torneio.
- Tapia soma 3 defesas decisivas na competição.
Argentina lutará pelo terceiro lugar
Apesar da derrota, a Argentina teve uma campanha notável, sendo a única seleção com 100% de aproveitamento na fase de grupos, vencendo os quatro jogos do Grupo A. Lideradas pelo técnico Germán Portanova, as argentinas sentiram a ausência das meio-campistas Betina Soriano e Carolina Troncoso, suspensas por cartões amarelos. A equipe agora se prepara para a disputa do terceiro lugar, na sexta-feira, 1º de agosto, contra o perdedor do confronto entre Brasil e Uruguai.
A Argentina, campeã em 2006, única edição em que o Brasil não levantou a taça, mostrou organização tática, mas não conseguiu superar a eficiência colombiana nos pênaltis. Jogadoras como Florencia Bonsegundo, com 18 participações em jogadas ofensivas no torneio, e Yamila Rodríguez foram peças-chave, mas esbarraram na defesa adversária e na falta de precisão nas finalizações.
- Destaques da campanha argentina:
- 12 pontos na fase de grupos, com 8 gols marcados e 2 sofridos.
- Bonsegundo é a terceira jogadora com mais participações ofensivas no torneio.
- Argentina venceu o Uruguai por 2 a 0 na fase de grupos.
Brasil e Uruguai definem o outro finalista
A outra semifinal, entre Brasil e Uruguai, promete ser um confronto de estilos opostos. O Brasil, maior campeão do torneio com oito títulos, terminou a fase de grupos invicto, com 10 pontos e 12 gols marcados. A equipe de Arthur Elias enfrenta um Uruguai que surpreendeu ao se classificar na segunda posição do Grupo A, com destaque para a atacante Belén Aquino, do Internacional. O duelo está marcado para terça-feira, 29 de julho, às 21h, no Estádio Casa Blanca, em Quito.
O Brasil tem retrospecto favorável contra o Uruguai, com uma vitória e um empate em confrontos recentes, mas a equipe uruguaia chega embalada após uma vitória por 3 a 0 sobre o Chile, com dois gols de Wendy Carballo. A final da Copa América Feminina está agendada para sábado, 2 de agosto, às 18h, enquanto a disputa pelo terceiro lugar será na sexta-feira, às 21h, ambos no Estádio Casa Blanca.
- Pontos a observar na semifinal Brasil x Uruguai:
- Brasil marcou 12 gols na fase de grupos, com destaque para Yasmim (2 gols).
- Uruguai aposta na velocidade de Belén Aquino no ataque.
- Brasileiras venceram o Paraguai por 4 a 1 na última rodada.
- Uruguai nunca chegou à final da Copa América Feminina.
Repercussão e importância do torneio
A Copa América Feminina 2025, disputada em Quito, tem sido um marco para o futebol feminino sul-americano, com estádios lotados e grande cobertura midiática. O torneio distribui duas vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, garantidas às finalistas, além de classificações para o Pan-Americano de Lima 2027 para as equipes que terminarem entre o terceiro e o quinto lugares. A competição também destaca o crescimento do futebol feminino na região, com jogadoras atuando em clubes de elite no Brasil, como Tapia no Palmeiras e Yamila Rodríguez no Grêmio.
A vitória da Colômbia reforça a ascensão do país como potência no futebol feminino, enquanto a Argentina busca consolidar sua posição entre as principais forças do continente. O confronto entre Brasil e Uruguai será decisivo para definir se a Colômbia enfrentará a hegemonia brasileira ou a surpresa uruguaia na grande final.
- Impactos do torneio na região:
- Aumento de 30% na audiência em relação à edição de 2022.
- Ingressos para a final custam apenas 5 dólares, incentivando a presença de público.
- Competição serve como vitrine para jovens talentos sul-americanos.
- Equador sedia o torneio pela primeira vez, com estádios modernos.
Caminho para a final e expectativas
A final da Copa América Feminina 2025 promete ser um marco, com a Colômbia buscando seu primeiro título contra adversárias de peso. A seleção colombiana, com jogadoras em ascensão como Mayra Ramírez e Linda Caicedo, ambas atuando em ligas europeias, chega com moral elevada após eliminar a Argentina. O confronto contra Brasil ou Uruguai será um teste de fogo, especialmente se enfrentar as brasileiras, que dominam o torneio há décadas.
O Uruguai, por sua vez, pode surpreender com sua organização tática e o talento de Belén Aquino. A equipe uruguaia enfrentou dificuldades internas antes do torneio, com protestos das jogadoras por melhores condições, mas superou os desafios e chega à semifinal com ambição. O Brasil, favorito, busca manter sua supremacia, liderado por jogadoras como Yasmim e Amanda Gutierres.
- Expectativas para a final:
- Colômbia busca quebrar jejum contra o Brasil, caso as brasileiras avancem.
- Uruguai sonha com sua primeira final continental.
- Final será transmitida ao vivo pela TV Brasil e SporTV.
- Estádio Casa Blanca espera lotação máxima para a decisão.
