Bia Haddad Maia, número 21 do mundo, foi derrotada pela holandesa Suzan Lamens, 64ª do ranking, por 2 sets a 1 (6/2, 1/6, 6/3), na segunda rodada do WTA 1000 de Montreal, no Canadá, nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, na Quadra Rogers. A partida, que durou cerca de duas horas, marcou o retorno da brasileira às quadras após quase um mês sem competir, desde a eliminação em Wimbledon. Lamens, em ascensão no circuito, aproveitou a falta de ritmo de Bia e confirmou sua segunda vitória sobre a brasileira, repetindo o feito de 2021, em Oeiras. O jogo, transmitido por ESPN e Disney+, teve momentos de equilíbrio, mas a consistência da holandesa prevaleceu no set decisivo.
A tenista brasileira, cabeça de chave número 18, entrou na partida com a vantagem de um bye na primeira rodada, enquanto Lamens veio de uma vitória sobre a russa Polina Kudermetova. Apesar de um início difícil, com a perda do primeiro set, Bia reagiu com autoridade no segundo, mas não conseguiu manter o ímpeto no terceiro. A derrota interrompe a tentativa da brasileira de repetir a campanha de 2022, quando chegou à final em Toronto.
O confronto foi marcado por trocas intensas e estratégias distintas. Bia buscou impor seu jogo agressivo, enquanto Lamens apostou na regularidade defensiva. A partida, que fechou a sessão noturna da Quadra Rogers, atraiu atenções pela expectativa em torno do retorno da brasileira à temporada de quadra dura.
Beatriz Haddad Maia derrotada por Suzan Lamens por 2 sets a 1
6/2 1/6 6/3
Bia inconsistente novamente. Fez um bom segundo set, no entanto, na hora H, não jogou bem novamente.
Segue para Cincinnati pic.twitter.com/DpzBC0K80o
— Mundo Do Tênis 🎾 (@mundodotenispod) July 30, 2025
Desempenho das tenistas na partida
A partida entre Bia Haddad Maia e Suzan Lamens revelou números que explicam o resultado. Lamens foi mais eficiente em momentos cruciais, especialmente nos break points, enquanto Bia enfrentou dificuldades com duplas faltas. O jogo foi disputado em condições de quadra dura, superfície que favorece o estilo da brasileira, mas a holandesa soube explorar os erros da adversária.
- Aces e duplas faltas: Bia fez 3 aces, contra 1 de Lamens, mas cometeu 6 duplas faltas, uma a mais que a rival.
- Eficiência no saque: Lamens venceu 78% dos pontos no primeiro serviço, contra 69% de Bia, e 57% no segundo serviço, contra 48% da brasileira.
- Break points: A holandesa converteu 3 de 12 oportunidades, enquanto Bia aproveitou 2 de 5.
- Pontos totais: Lamens marcou 85 pontos, contra 76 de Bia, com destaque para os 37 pontos ganhos no saque adversário, contra 25 da brasileira.
A estatística reflete a maior consistência de Lamens, que soube manter a pressão mesmo após a reação de Bia no segundo set. A brasileira, conhecida por seu forehand potente, teve dificuldades para encontrar ritmo nos momentos decisivos.
Caminho até a segunda rodada
Suzan Lamens chegou à segunda rodada após uma vitória sólida contra Polina Kudermetova, por 2 sets a 1 (6/3, 4/6, 6/2), em um jogo que demonstrou sua resiliência. A holandesa, de 26 anos, vive sua melhor fase, tendo alcançado o 61º lugar do ranking em julho de 2025. Sua experiência em WTA 1000 ainda é limitada, mas o vice-campeonato em Osaka, em 2023, e a semifinal em Rouen, em 2025, mostram seu potencial.
Bia Haddad Maia, por sua vez, estreou diretamente na segunda rodada por ser cabeça de chave. A brasileira, que não competia desde a derrota para Dalma Galfi em Wimbledon, em 2 de julho, usou o período de quase um mês para ajustes técnicos e físicos. Apesar do favoritismo, com odds de 1,56 contra 2,44 para Lamens, a pausa parece ter afetado seu ritmo de jogo. A brasileira, que já foi top 10 em 2023, buscava em Montreal uma retomada na temporada de quadra dura, essencial para sua preparação para o US Open.
Histórico entre as tenistas
O confronto em Montreal foi o segundo entre Bia Haddad Maia e Suzan Lamens. O primeiro encontro ocorreu em 2021, no ITF W60 de Oeiras, em Portugal, disputado no saibro. Na ocasião, Lamens venceu por 2 sets a 1 (2/6, 6/4, 6/3), em uma virada que já indicava sua capacidade de surpreender. A quadra dura de Montreal trouxe um cenário diferente, mas a holandesa repetiu o feito, consolidando sua vantagem no confronto direto.
- Oeiras 2021: Lamens venceu Bia em três sets, em um torneio de nível ITF.
- Montreal 2025: A holandesa confirmou o favoritismo contra a brasileira, novamente em três sets.
- Estilo de jogo: Enquanto Bia aposta na potência, Lamens usa a consistência defensiva para neutralizar adversárias.
A vitória de Lamens reforça sua evolução no circuito e coloca pressão em Bia, que precisa de resultados expressivos para voltar ao top 20.
Importância do torneio para Bia
O WTA 1000 de Montreal é um marco na carreira de Bia Haddad Maia. Em 2022, a brasileira alcançou a final em Toronto, derrotando nomes como Iga Swiatek, então número 1 do mundo, e Belinda Bencic, antes de perder para Simona Halep. Foi sua única final em torneios desse nível, um feito que a consolidou como referência no tênis brasileiro. Em 2023, no entanto, uma lesão na segunda rodada contra Leylah Fernandez interrompeu sua campanha em Montreal.
Para 2025, Bia tinha como objetivo usar o torneio como preparação para o US Open, onde nunca passou da quarta rodada. A derrota precoce frustra a chance de somar pontos importantes no ranking e exige ajustes para os próximos compromissos. A brasileira tem um histórico sólido em quadra dura, com 224 vitórias em 345 jogos, mas a falta de ritmo após a pausa pós-Wimbledon foi um obstáculo evidente.
Ascensão de Suzan Lamens no circuito
Suzan Lamens, aos 26 anos, vive o melhor momento de sua carreira. Apesar de nunca ter disputado a chave principal do US Open, a holandesa vem se firmando no circuito profissional. Sua vitória sobre Bia em Montreal marca apenas sua segunda presença em uma segunda rodada de WTA 1000, após Roma, em 2025. A holandesa, que já foi vice-campeã em Osaka e semifinalista em Rouen, demonstra evolução em superfícies rápidas, com 9 vitórias em 16 jogos em quadra dura em 2025.
- Melhor ranking: 61º lugar, alcançado em julho de 2025.
- Principais resultados: Vice-campeonato em Osaka (2023) e semifinal em Rouen (2025).
- Jogo contra Kudermetova: Quebrou o saque da adversária sete vezes, mostrando agressividade na devolução.
- Estratégia contra Bia: Neutralizou o forehand da brasileira com bolas altas e defesas sólidas.
A vitória sobre Bia coloca Lamens em destaque e pode impulsionar sua confiança para enfrentar adversárias de maior ranking nas próximas rodadas.
Próximos desafios no torneio
Com a vitória, Suzan Lamens avança à terceira rodada do WTA 1000 de Montreal, onde enfrentará a vencedora do confronto entre a russa Ekaterina Alexandrova e a chinesa Zhu Lin. O torneio, que reúne oito das onze melhores jogadoras do mundo, como Iga Swiatek e Coco Gauff, segue com um caminho desafiador para a holandesa. Para Lamens, cada vitória é uma chance de consolidar seu espaço no top 70 e, quem sabe, mirar o top 50.
Para Bia Haddad Maia, a derrota significa um retorno antecipado aos treinos. A brasileira agora foca na preparação para o US Open, que começa em agosto. Com um calendário apertado, ela deve disputar torneios como o WTA 1000 de Cincinnati para recuperar o ritmo. A temporada de 2025 tem sido desafiadora para Bia, que enfrentou lesões e uma sequência de seis derrotas consecutivas no início do ano, mas sua experiência em grandes torneios é um diferencial para a reta final do ano.
Reações e impacto no ranking
A derrota de Bia Haddad Maia gerou comentários entre os fãs brasileiros, que esperavam uma campanha mais longa em Montreal. A torcida, que acompanhou o jogo pela ESPN e Disney+, expressou apoio nas redes sociais, mas também preocupação com a oscilação da tenista. Bia, que já foi número 10 do mundo, precisa de pelo menos duas vitórias em torneios futuros para voltar ao top 20.
- Pontos no ranking: A eliminação na segunda rodada rende poucos pontos, mantendo Bia próxima da 21ª posição.
- Pressão para o US Open: Bia precisa de resultados consistentes para subir no ranking antes do último Grand Slam do ano.
- Confiança de Lamens: A vitória pode impulsionar a holandesa para torneios maiores, como Cincinnati.
Para Lamens, o resultado reforça sua ascensão e aumenta sua visibilidade no circuito. A holandesa, que nunca passou da segunda rodada em um WTA 1000, agora tem a chance de enfrentar adversárias de peso e somar pontos importantes.
Cenário do tênis feminino em Montreal
O WTA 1000 de Montreal é um dos principais torneios da temporada de quadra dura, servindo como preparação para o US Open. Com a ausência de jogadoras como Aryna Sabalenka e Qinwen Zheng, o caminho está aberto para surpresas, como a vitória de Lamens. Nomes como Coco Gauff, que estreou contra Danielle Collins, e Elena Rybakina, que enfrentou Hailey Baptiste, seguem como favoritas.
A competição também destaca a nova geração do tênis feminino, com jovens como Victoria Mboko, de 18 anos, enfrentando Sofia Kenin. Para Bia Haddad Maia, o torneio era uma oportunidade de se consolidar entre as favoritas, mas a derrota reforça a necessidade de ajustes táticos e físicos para o restante da temporada.
Preparação de Bia para o US Open
A temporada de quadra dura é crucial para Bia Haddad Maia, que tem na superfície seu melhor desempenho. Com 224 vitórias em 345 jogos, a brasileira é uma das tenistas mais consistentes em quadra dura no circuito. No entanto, a derrota para Lamens expõe a importância de recuperar o ritmo competitivo. O próximo torneio, o WTA 1000 de Cincinnati, será uma chance de corrigir falhas antes do US Open.
- Foco nos treinos: Bia deve trabalhar o saque e a consistência no backhand, pontos explorados por Lamens.
- Calendário apertado: Cincinnati e torneios menores antes do US Open são essenciais para recuperar confiança.
- Histórico no US Open: Bia nunca passou da quarta rodada, mas tem potencial para ir além em 2025.
A derrota em Montreal, embora frustrante, serve como alerta para a brasileira, que tem talento e experiência para brigar por títulos importantes. A torcida brasileira segue confiante em sua recuperação.
