sexta-feira, 6 março, 2026
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Fagner, do Cruzeiro, sofre fratura na fíbula após entrada de Pottker em jogo da Copa do Brasil

Fagner

Um lance aos 47 minutos do segundo tempo mudou o rumo do jogo entre Cruzeiro e CRB, disputado na última quarta-feira, 30 de julho, no Mineirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O lateral-direito Fagner, do Cruzeiro, sofreu uma fratura na fíbula da perna direita após um carrinho do atacante William Pottker, do CRB, em uma dividida que gerou polêmica e troca de acusações entre os jogadores. A partida terminou empatada sem gols, mas o incidente, que resultou apenas em um cartão amarelo para Pottker, levantou debates sobre a arbitragem e o fair play no futebol. Fagner, peça-chave no esquema do técnico Leonardo Jardim, será desfalque por semanas, enquanto Pottker nega intenções violentas e acusa o adversário de distorcer suas palavras. O caso ganhou destaque nas redes sociais, com torcedores divididos, e esquenta a expectativa para o jogo de volta, marcado para 7 de agosto, em Maceió.

O lance que culminou na lesão ocorreu em um momento crucial, com o CRB buscando um contra-ataque. Pottker, ao tentar alcançar a bola, aplicou um carrinho que atingiu Fagner em cheio, deixando o lateral cruzeirense no chão. A árbitra Edina Alves Batista aplicou apenas o cartão amarelo, decisão que gerou revolta entre os jogadores do Cruzeiro, que cobraram a expulsão do atacante alagoano. Após o jogo, Fagner, usando uma bota ortopédica, acusou Pottker de debochar da situação, afirmando que o adversário disse que “gostaria que tivesse quebrado” sua perna.

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Pottker, por sua vez, usou as redes sociais para rebater as acusações, negando ter desejado a lesão e afirmando que sua fala foi tirada de contexto. Ele alegou que apenas disse a Fagner que ele “gosta desse tipo de jogo”, referindo-se a lances físicos, e criticou o lateral por um histórico de jogadas duras, citando um episódio de 2016, quando Fagner, então no Corinthians, lesionou gravemente o meia Ederson, do Flamengo.

  • O lance ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque do CRB.
  • Fagner sofreu uma fratura na fíbula, confirmada por exames médicos.
  • Pottker recebeu apenas cartão amarelo, apesar das reclamações do Cruzeiro.
  • O VAR não foi acionado para revisar a jogada, gerando críticas à arbitragem.
  • Fagner será desfalque no jogo contra o Botafogo, pelo Brasileirão, no domingo.

Detalhes da lesão e impacto no Cruzeiro

A fratura na fíbula de Fagner, confirmada pelo Cruzeiro em comunicado oficial, não exigirá cirurgia, mas demandará um tratamento conservador no Departamento de Saúde e Performance do clube. Embora o clube não tenha divulgado o tempo exato de recuperação, estimativas apontam para um afastamento de pelo menos quatro a seis semanas, dependendo da evolução do jogador. A ausência do lateral, titular absoluto e conhecido por sua consistência defensiva, representa um desafio para o técnico Leonardo Jardim, que já lida com outros desfalques no elenco.

William, reserva imediato de Fagner, é a principal opção para a lateral-direita. O jogador, que ficou fora das últimas partidas por desgaste muscular, realizou treinos físicos nesta sexta-feira e pode ser liberado para o confronto contra o Botafogo, no domingo, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Caso William não esteja apto, o treinador terá que improvisar na posição, o que pode afetar o equilíbrio tático da equipe.

O Cruzeiro, que vive um momento irregular no Brasileirão, com um empate contra o Corinthians e uma derrota para o Ceará nas últimas rodadas, vê na Copa do Brasil uma chance de avançar e buscar o sétimo título da competição. A lesão de Fagner, no entanto, pode complicar os planos, especialmente no jogo de volta contra o CRB, onde a equipe precisará vencer para avançar sem depender dos pênaltis.

A polêmica entre Fagner e Pottker

A troca de acusações entre Fagner e Pottker após o jogo dominou as discussões no pós-jogo. Fagner, ao deixar o Mineirão com dificuldades para andar, relatou à imprensa que Pottker teria debochado da gravidade do lance, o que considerou uma falta de respeito. “Lance forte faz parte, mas debochar do colega é inaceitável”, disse o lateral, que também minimizou a rivalidade pessoal, destacando que nunca teve problemas com Pottker anteriormente.

Pottker, em resposta, publicou um texto em suas redes sociais, acompanhado de uma imagem de Fagner aplicando uma entrada dura em Ederson, do Flamengo, em 2016. O atacante do CRB acusou o lateral de “vitimismo” e afirmou que sua fala foi distorcida. “Nunca fui um jogador violento, diferente do meu colega de profissão. Todos no futebol conhecem o histórico dele”, escreveu Pottker, reacendendo memórias de lances polêmicos envolvendo Fagner.

  • Fagner acusou Pottker de dizer que gostaria de ter quebrado sua perna.
  • Pottker negou a acusação e disse que apenas mencionou o “tipo de jogo” físico.
  • O atacante do CRB lembrou um lance de 2016, quando Fagner lesionou Ederson.
  • Torcedores do Cruzeiro cobraram punição mais severa ao jogador do CRB.
  • A polêmica ganhou apoio de torcedores rivais do Cruzeiro, que criticaram Fagner.

Arbitragem sob pressão

A decisão de Edina Alves Batista de aplicar apenas o cartão amarelo a Pottker gerou intensas críticas por parte do Cruzeiro. Jogadores como Lucas Silva e Cássio, goleiro da equipe, questionaram a ausência de revisão pelo VAR, liderado por Márcio Henrique de Gois. “Se fosse o Fagner, provavelmente teria sido expulso”, afirmou Cássio, sugerindo que a arbitragem foi leniente com o jogador do CRB. A súmula da partida registrou o cartão amarelo, mas não mencionou nenhuma tentativa de revisão do lance.

A atuação da arbitragem reacendeu debates sobre o uso do VAR no futebol brasileiro. Nos últimos anos, a CBF tem intensificado esforços para coibir jogadas violentas, mas incidentes como esse mostram que ainda há divergências na interpretação de lances. Torcedores e comentaristas se dividiram: enquanto alguns defendem que entradas duras são parte do esporte, outros cobram punições mais rigorosas para evitar lesões graves.

  • Edina Alves Batista aplicou cartão amarelo a Pottker aos 47 minutos.
  • O VAR não foi acionado, apesar das reclamações do Cruzeiro.
  • Lucas Silva cobrou expulsão direta do atacante do CRB.
  • A arbitragem foi elogiada por firmeza, mas criticada pela decisão no lance.
  • A CBF tem intensificado o uso do VAR para jogadas potencialmente perigosas.

Histórico de Pottker e Fagner

William Pottker, que já passou pelo Cruzeiro entre 2020 e 2021, onde disputou 25 partidas e marcou seis gols, chegou ao CRB em junho de 2025, após uma passagem pelo Atlético-GO. Conhecido por sua força física e velocidade, o atacante se tornou peça importante no esquema do técnico Eduardo Barroca, com três gols e duas assistências na Série B. Sua rápida adaptação ao clube alagoano foi destacada, mas o incidente com Fagner colocou o jogador sob os holofotes.

Fagner, por outro lado, é um dos pilares do Cruzeiro desde que chegou por empréstimo do Corinthians, em janeiro de 2025. O lateral, de 36 anos, é reconhecido por sua solidez defensiva, mas também carrega um histórico de lances polêmicos. O caso de 2016, citado por Pottker, envolveu uma entrada dura em Ederson, do Flamengo, que resultou em lesões graves no joelho do meia, incluindo fratura osteocondral e problemas no menisco, encerrando prematuramente sua temporada.

  • Pottker jogou no Cruzeiro entre 2020 e 2021, com 25 jogos e seis gols.
  • Fagner chegou ao Cruzeiro em 2025, emprestado pelo Corinthians.
  • O lance de 2016 entre Fagner e Ederson gerou lesões graves no jogador do Flamengo.
  • Pottker é artilheiro do CRB na Série B, com três gols em 2025.
  • Fagner é titular absoluto na lateral-direita do Cruzeiro.

Expectativa para o jogo de volta

O empate sem gols no Mineirão deixa a decisão aberta para o jogo de volta, marcado para 7 de agosto, às 21h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O Cruzeiro precisará vencer para avançar às quartas de final da Copa do Brasil, enquanto um novo empate levará a disputa para os pênaltis. O CRB, que disputa a Série B, aposta no apoio da torcida para surpreender o adversário e avançar na competição, onde vê a chance de fazer história.

A polêmica entre Fagner e Pottker adicionou tempero ao confronto. O Cruzeiro, sem seu lateral titular, terá que ajustar a estratégia, enquanto o CRB lida com a pressão sobre Pottker, que pode enfrentar punições disciplinares adicionais, embora nenhuma tenha sido confirmada até o momento. A torcida cruzeirense esgotou os ingressos do setor visitante em apenas oito minutos, enquanto o CRB já vendeu 7 mil ingressos para o jogo em Maceió, prometendo um clima intenso.

  • O jogo de volta será em 7 de agosto, às 21h, no Estádio Rei Pelé.
  • Um empate leva a decisão para os pênaltis; a vitória classifica diretamente.
  • O Cruzeiro esgotou ingressos do setor visitante em oito minutos.
  • O CRB já vendeu 7 mil ingressos para o confronto em Maceió.
  • Pottker é dúvida devido a possíveis punições disciplinares.

Repercussão nas redes sociais

A troca de farpas entre Fagner e Pottker incendiou as redes sociais, com torcedores de ambos os lados se manifestando. Cruzeirenses cobraram uma postura mais firme da arbitragem e apoiaram Fagner, enquanto torcedores de clubes rivais, como Flamengo e Corinthians, reforçaram as críticas de Pottker ao histórico do lateral. A imagem do lance de 2016, compartilhada por Pottker, foi amplamente comentada, reacendendo debates sobre fair play e a responsabilidade dos jogadores em lances perigosos.

A discussão também levantou questões sobre a segurança no futebol brasileiro. Nos últimos anos, lesões graves causadas por entradas duras têm gerado pressão por mudanças nas regras e no uso do VAR. O caso de Fagner, embora não exija cirurgia, reforça a necessidade de medidas para proteger os atletas, especialmente em jogos de alta intensidade como os da Copa do Brasil.

  • Cruzeirenses criticaram a arbitragem e apoiaram Fagner nas redes.
  • Torcedores rivais, como do Flamengo, defenderam Pottker.
  • O lance de 2016 entre Fagner e Ederson foi amplamente comentado.
  • A discussão sobre fair play ganhou força entre torcedores.
  • A CBF enfrenta pressão por maior rigor em jogadas violentas.
FALANDO NISSO
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