sábado, 7 março, 2026
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Flamengo gasta milhões, mas Filipe Luiz economiza nos reforços e sofre derrota no Maracanã lotado para o Atlético-MG na Copa do Brasil

Filipe Luiz Mix Vale

Na noite de 31 de julho de 2025, no Maracanã, Rio de Janeiro, o Flamengo sofreu uma derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, com gol de Cuello. Apesar do investimento em reforços como Samuel Lino, Saúl Ñíguez e Emerson Royal, o técnico Filipe Luís optou por usá-los por poucos minutos, iniciando-os no banco. A partida, assistida por 64.681 torcedores, foi marcada por um gol anulado de Samuel Lino por impedimento e uma defesa sólida do Atlético, liderada por Everson. O resultado deixa o Flamengo em desvantagem para o jogo de volta, enquanto o Atlético busca manter a vantagem conquistada fora de casa. A estratégia de poupar os reforços caros gerou debates entre a torcida rubro-negra.

gol na estreia emerso lino
gol na estreia emerson lino – Foto: Globo

O jogo começou equilibrado, com o Flamengo controlando a posse de bola, mas sem criar chances claras. O Atlético, por sua vez, apostou em contra-ataques rápidos, explorando a velocidade de Hulk e Cuello. A torcida esperava ver os novos reforços em ação, mas Filipe Luís preferiu manter a base titular, trazendo os estreantes apenas no segundo tempo.

  • Momentos iniciais do jogo:
    • Flamengo dominou a posse no primeiro tempo, mas faltou precisão nas finalizações.
    • Atlético-MG se fechou bem e criou perigo em contra-ataques.
    • Hulk desperdiçou grande chance aos 1’ do primeiro tempo.

Linha do tempo dos principais lances

A partida foi marcada por momentos de alta intensidade, com lances decisivos que definiram o placar. Abaixo, os principais instantes do confronto:

  • 1’/1T: Hulk fura chute livre na área após passe de Scarpa, desperdiçando chance clara.
  • 30’/1T: Evertton Araújo acerta o travessão em chute colocado, na melhor oportunidade do Flamengo.
  • 20’/2T: Cuello aproveita erro de Léo Pereira, rouba a bola e marca o gol da vitória do Atlético-MG.
  • 35’/2T: Emerson Royal, estreante, finaliza no travessão após cruzamento de Samuel Lino.
  • 38’/2T: Samuel Lino dribla Lyanco e chuta no canto, mas Everson faz grande defesa.
  • 49’/2T: Samuel Lino marca, mas o gol é anulado por impedimento, confirmado pelo VAR.

O Flamengo pressionou no segundo tempo, especialmente após as entradas de Samuel Lino, Saúl e Emerson Royal, mas esbarrou na defesa atleticana. O Atlético, sob comando de Cuca, soube segurar a vantagem até o apito final.

Estratégia de Filipe Luís em foco

Filipe Luís surpreendeu ao deixar Samuel Lino, Saúl Ñíguez e Emerson Royal no banco, apesar dos altos investimentos do clube. Samuel Lino, contratado por 25 milhões de euros, entrou aos 12 minutos do segundo tempo e jogou por cerca de 38 minutos. Saúl, ex-seleção espanhola, entrou aos 33 minutos do segundo tempo, com apenas 17 minutos em campo. Emerson Royal, vindo do Milan, também estreou aos 26 minutos do segundo tempo, participando por 24 minutos.

A escolha de poupar os reforços gerou críticas, já que o Flamengo teve dificuldades para furar a defesa do Atlético. O técnico rubro-negro justificou a decisão com a necessidade de entrosar os novos jogadores gradualmente, mas a derrota colocou pressão sobre sua estratégia. O time titular, com nomes como Pedro e Luiz Araújo, criou chances, mas faltou eficiência.

  • Reforços e tempo em campo:
    • Samuel Lino: 38 minutos, gol anulado e chance defendida por Everson.
    • Saúl Ñíguez: 17 minutos, com passes precisos, mas pouco impacto.
    • Emerson Royal: 24 minutos, acertou o travessão.
    • Jorge Carrascal: ausente devido a pendências na documentação.

Investimentos e expectativas frustradas

O Flamengo investiu pesado para a temporada 2025, com destaque para Samuel Lino, a contratação mais cara da história do clube. A torcida lotou o Maracanã esperando ver os reforços brilharem, mas a derrota para o Atlético-MG trouxe frustração. O novo uniforme, lançado para relembrar as origens do clube, foi um dos poucos destaques positivos fora de campo.

O Atlético-MG, por outro lado, chegou ao Rio sob pressão após três derrotas consecutivas, incluindo uma para o Flamengo no Brasileirão. A vitória, liderada pelo gol de Cuello e pela atuação segura de Everson, reacende a confiança do time para o jogo de volta. O reforço Alexsander, estreante pelo Galo, também teve boa atuação, trazendo solidez ao meio-campo.

  • Comparação dos investimentos:
    • Flamengo: Gastos elevados em Samuel Lino (25 milhões de euros) e Saúl.
    • Atlético-MG: Contratações pontuais, como Alexsander, com menor custo.
    • Resultado em campo: Atlético mais eficiente, apesar do menor investimento.

Arbitragem e polêmicas

Raphael Claus, árbitro da partida, esteve no centro das atenções devido a lances polêmicos. O gol anulado de Samuel Lino, aos 49 minutos do segundo tempo, gerou protestos da torcida rubro-negra, mas a decisão foi confirmada pelo VAR. Outro momento de tensão ocorreu aos 7 minutos do primeiro tempo, quando o Atlético pediu pênalti em um lance envolvendo Varela, mas o VAR manteve a marcação de escanteio.

A confusão entre Wallace Yan e Lyanco, aos 43 minutos do segundo tempo, também exigiu intervenção de Claus, que aplicou cartões amarelos aos dois jogadores. A arbitragem foi firme, mas as decisões alimentaram debates entre os torcedores.

  • Lances controversos:
    • 7’/1T: Atlético pede pênalti, mas VAR confirma escanteio.
    • 42’/2T: Wallace Yan reclama de pênalti, mas jogo segue.
    • 49’/2T: Gol de Samuel Lino anulado por impedimento.
    • 44’/2T: Cartões amarelos para Wallace Yan e Lyanco após confusão.

Desempenho das equipes em campo

O Flamengo dominou a posse de bola, com média de 10 finalizações por jogo na Copa do Brasil, mas esbarrou na defesa do Atlético, que teve Everson em grande noite. O Galo, com 12 finalizações em média, foi mais eficiente, aproveitando o erro de Léo Pereira para marcar. A marcação compacta do Atlético dificultou as tramas rubro-negras, enquanto os contra-ataques, liderados por Cuello e Hulk, foram perigosos.

No primeiro tempo, o Flamengo criou chances com Evertton Araújo e Pedro, mas faltou precisão. No segundo tempo, as substituições trouxeram mais intensidade, mas o time não conseguiu o empate. O Atlético, por sua vez, soube se fechar após o gol e segurar o resultado.

  • Estatísticas do jogo:
    • Posse de bola: Flamengo 58%, Atlético-MG 42%.
    • Finalizações: Flamengo 11, Atlético-MG 8.
    • Escanteios: Flamengo 9, Atlético-MG 7.
    • Cartões amarelos: Flamengo 2, Atlético-MG 2.

Atmosfera e torcida no Maracanã

Com 64.681 torcedores, o Maracanã viveu uma noite de tensão e apoio incondicional ao Flamengo. A torcida vibrou com as entradas de Samuel Lino e Saúl, mas a derrota deixou um clima de insatisfação. O novo uniforme rubro-negro, com referências às raízes do clube, foi bem recebido, mas não compensou o resultado em campo.

A torcida do Atlético-MG, em menor número, celebrou a vitória fora de casa, que dá vantagem para o jogo de volta. A rivalidade entre os clubes, intensificada pelo confronto recente no Brasileirão, criou uma atmosfera eletrizante, com momentos de tensão, como a confusão entre Wallace Yan e Lyanco.

Preparação para o jogo de volta

O Flamengo agora precisa reverter o placar de 1 a 0 no jogo de volta, que será disputado em Belo Horizonte. Filipe Luís terá a missão de ajustar a equipe, possivelmente dando mais minutos aos reforços. O Atlético-MG, embalado pela vitória, buscará manter a solidez defensiva e explorar os contra-ataques em casa.

A ausência de Jorge Carrascal, devido a pendências na documentação, limitou as opções do Flamengo. O colombiano, já aprovado nos exames médicos, pode ser uma novidade no próximo jogo. Pelo lado do Atlético, Dudu, liberado pelo STJD, também pode ganhar minutos, aumentando as opções de Cuca.

  • Fatores para o jogo de volta:
    • Flamengo precisa ser mais eficiente nas finalizações.
    • Atlético-MG aposta na defesa sólida e no apoio da torcida.
    • Possível estreia de Carrascal pelo Flamengo.
    • Dudu como opção no ataque do Atlético-MG.
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