Oscar Piastri cravou o melhor tempo no terceiro treino livre do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, realizado neste sábado, 2 de agosto de 2025, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Com uma volta de 1m14s916, o australiano da McLaren superou seu companheiro de equipe, Lando Norris, por apenas 0s032, consolidando a força da equipe britânica na 14ª etapa da temporada. Charles Leclerc, da Ferrari, completou o top 3, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, surpreendeu ao garantir a nona posição. A sessão, que antecede a classificação marcada para as 11h, horário de Brasília, reforçou o domínio da McLaren e trouxe sinais positivos para Bortoleto, que busca consolidar sua evolução na categoria. A prova, última antes da pausa de verão da Fórmula 1, promete uma disputa acirrada pelo grid de largada, com condições climáticas favoráveis e estratégias de pneus em destaque.
A McLaren repetiu o desempenho dominante das sessões anteriores, com Piastri e Norris alternando a liderança. A equipe britânica, que já havia liderado os dois treinos livres de sexta-feira, parece estar um passo à frente das rivais no sinuoso circuito húngaro. A Ferrari, com Leclerc, manteve-se competitiva, enquanto Lewis Hamilton, agora na equipe italiana, ficou em quarto. Bortoleto, por sua vez, mostrou consistência ao melhorar seu desempenho ao longo da sessão, terminando à frente de pilotos experientes como Max Verstappen, que teve uma atuação discreta na 12ª colocação.
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- Principais destaques do TL3:
- Oscar Piastri liderou com 1m14s916, batendo a pole de 2024.
- McLaren confirmou dobradinha com Norris a apenas 0s032.
- Gabriel Bortoleto alcançou o nono lugar, destacando-se na Sauber.
- Charles Leclerc manteve a Ferrari no top 3, com Hamilton em quarto.
A sessão foi marcada por estratégias variadas, com equipes testando pneus macios e médios para otimizar o desempenho na classificação. A pista, conhecida como o “kartódromo da F1” por suas curvas técnicas, exige alta aderência mecânica e precisão no acerto dos carros.
Ritmo forte da McLaren
A McLaren chegou ao GP da Hungria como favorita, após vitórias recentes e atualizações no carro. Oscar Piastri, líder do campeonato com 266 pontos, reforçou sua posição com uma volta impecável no TL3. Sua performance de 1m14s916 superou a pole position de 2024, cravada por Lando Norris em 1m15s227, indicando que a equipe britânica está ainda mais competitiva este ano. Norris, segundo no campeonato com 250 pontos, ficou a apenas 0s032 do companheiro, sugerindo uma disputa interna acirrada pela pole position.
A equipe optou por simulações de voltas rápidas nos minutos finais, utilizando pneus macios para extrair o máximo desempenho. A consistência da McLaren em todas as sessões de treinos livres reforça sua posição como principal candidata à vitória no domingo. A rivalidade entre Piastri e Norris, que já protagonizaram disputas intensas em 2024, pode ser um fator decisivo na corrida, especialmente em um circuito onde ultrapassagens são desafiadoras.
O desempenho da McLaren também reflete o sucesso de suas atualizações aerodinâmicas, introduzidas nas últimas corridas. A equipe britânica parece ter encontrado o equilíbrio ideal entre velocidade em reta e aderência nas curvas, o que é crucial em Hungaroring. A confiança dos pilotos foi evidente, com Piastri destacando a “estabilidade do carro” em entrevistas após o treino.
Destaque brasileiro com Bortoleto
Gabriel Bortoleto, piloto da Sauber, foi um dos destaques do TL3, terminando em nono lugar com 1m16s025. O brasileiro, que já havia mostrado evolução nas sessões de sexta-feira, aproveitou os pneus macios para melhorar seu tempo ao longo do treino. Sua performance colocou a Sauber em evidência, com Nico Hulkenberg, seu companheiro, fechando o top 10.
Bortoleto começou o treino com uma volta sólida, garantindo o décimo lugar inicial. Com ajustes no carro e uma estratégia focada em simulações de classificação, ele subiu para sétimo a 11 minutos do fim, antes de finalizar em nono. O brasileiro destacou a confiança crescente na Sauber, afirmando que os resultados recentes o permitem “pilotar com tranquilidade e frieza”.
- Fatores que impulsionaram Bortoleto:
- Uso eficiente de pneus macios na fase final do treino.
- Ajustes na suspensão da Sauber, otimizados para Hungaroring.
- Ritmo competitivo em setores técnicos da pista.
- Consistência em relação ao companheiro Nico Hulkenberg.
O desempenho de Bortoleto é um sinal positivo para a Sauber, que busca consolidar sua posição no meio do grid. A equipe suíça, que trouxe atualizações testadas na Bélgica, parece estar encontrando o caminho para competir com rivais como Haas e Williams.
Ferrari competitiva e Verstappen em dificuldades
Charles Leclerc, da Ferrari, manteve-se entre os três primeiros em todas as sessões de treinos livres, consolidando a equipe italiana como uma forte candidata à pole. Com uma volta de 1m15s315, Leclerc ficou a 0s399 de Piastri, mostrando que a Ferrari tem ritmo para brigar pelo pódio. Lewis Hamilton, em sua primeira temporada com a equipe, terminou em quarto, a 0s768 do líder, reforçando o bom momento da Ferrari em circuitos técnicos.
A Ferrari testou uma nova suspensão, introduzida na Bélgica, que parece estar funcionando bem em Hungaroring. A pista, com suas curvas lentas e exigência de alta carga aerodinâmica, favorece o carro italiano, que tem mostrado consistência em setores de média e baixa velocidade. Leclerc liderou provisoriamente o TL3, mas foi superado pela McLaren nos minutos finais.
Por outro lado, Max Verstappen, da Red Bull, teve um fim de semana discreto até o momento. O tetracampeão mundial terminou o TL3 em 12º, a 1s246 de Piastri, enfrentando dificuldades para encontrar o ritmo ideal. Verstappen, que confirmou sua permanência na Red Bull para 2026, foi flagrado jogando um objeto para fora do carro no TL2, o que gerou comentários nas redes sociais. Sua performance no TL3 sugere que a Red Bull ainda busca ajustes no acerto do carro para a pista húngara.
Pneus e estratégias em destaque
A escolha de pneus foi um fator determinante no TL3, com a maioria das equipes alternando entre compostos médios e macios. Os pneus macios, que oferecem maior aderência, foram predominantes nas voltas rápidas, enquanto os médios foram usados em simulações de ritmo de corrida. A Pirelli, fornecedora oficial, trouxe compostos C3, C4 e C5 para o GP da Hungria, com o C5 (macio) sendo o mais utilizado no TL3.
- Estratégias observadas no TL3:
- McLaren priorizou pneus macios para voltas rápidas.
- Ferrari testou combinações de médios e macios para ritmo de corrida.
- Sauber focou em ajustes de suspensão com pneus macios.
- Red Bull enfrentou dificuldades com aderência em pneus médios.
O gerenciamento de pneus será crucial na corrida, já que Hungaroring é conhecido pelo alto desgaste devido às altas temperaturas e à sucessão de curvas. As equipes que conseguirem equilibrar desempenho em voltas rápidas e durabilidade terão vantagem na definição do grid e na estratégia de domingo.
Contexto histórico de Hungaroring
O circuito de Hungaroring, situado a 20 km de Budapeste, é um dos mais tradicionais do calendário da Fórmula 1, recebendo corridas desde 1986. A pista, apelidada de “kartódromo da F1” por sua natureza técnica, foi palco de vitórias históricas de pilotos brasileiros, como Nelson Piquet (1986 e 1987), Ayrton Senna (1988) e Rubens Barrichello (2002). Lewis Hamilton é o maior vencedor da prova, com oito triunfos, sendo o último em 2020.
Entre os pilotos atuais, além de Hamilton, Max Verstappen (duas vitórias), Fernando Alonso, Oscar Piastri e Esteban Ocon já venceram em Hungaroring. A pista exige precisão nas curvas e um acerto aerodinâmico de alta carga, semelhante ao de Mônaco, o que a torna desafiadora para ultrapassagens. A pole position, conquistada por Norris em 2024 com 1m15s227, é um indicativo do ritmo necessário para liderar o grid.
- Curiosidades sobre Hungaroring:
- Primeira corrida de F1 na Europa Oriental, em 1986.
- Lewis Hamilton detém o recorde de poles (9) e vitórias (8).
- Pista tem apenas dois pontos claros de ultrapassagem.
- Velocidade média é uma das mais baixas do calendário, cerca de 200 km/h.
Expectativas para a classificação
A classificação, marcada para as 11h deste sábado, será decisiva para definir o grid de largada. A McLaren entra como favorita, mas a Ferrari, com Leclerc e Hamilton, pode surpreender, especialmente se a nova suspensão continuar rendendo bons resultados. Bortoleto, com seu desempenho promissor, tem chances de avançar ao Q3, o que seria um marco para o brasileiro em sua temporada de estreia.
A Red Bull, por sua vez, precisa de ajustes urgentes para recuperar o ritmo de Verstappen. A equipe austríaca, que dominou a Fórmula 1 nos últimos anos, enfrenta um momento de instabilidade, com Verstappen a 81 pontos de Piastri no campeonato. A Aston Martin, com Fernando Alonso e Lance Stroll, também mostrou competitividade, terminando o TL3 em sexto e sétimo, respectivamente.
A previsão do tempo indica pancadas de chuva para sábado à tarde, com 46% de probabilidade, o que pode influenciar a estratégia das equipes na classificação. A temperatura deve variar entre 16ºC e 27ºC, com ventos moderados, condições que favorecem o uso de pneus macios para voltas rápidas.
Desempenho das equipes do meio do grid
Além da McLaren e da Ferrari, equipes como Mercedes, Aston Martin e Sauber se destacaram no TL3. Kimi Antonelli, da Mercedes, terminou em quinto, mostrando potencial em sua temporada de estreia. A Aston Martin, após a ausência de Alonso no TL1 devido a dores nas costas, recuperou o ritmo com o espanhol em sexto e Stroll em sétimo. A Sauber, com Bortoleto e Hulkenberg, surpreendeu ao colocar ambos os carros no top 10.
Equipes como Williams, Alpine e RB, no entanto, enfrentaram dificuldades. Carlos Sainz (Williams) terminou em 15º, enquanto Pierre Gasly (Alpine) e Yuki Tsunoda (RB) ficaram fora do top 10. A Haas, com Oliver Bearman em 11º e Esteban Ocon em 17º, também busca ajustes para melhorar seu desempenho na classificação.
- Desafios das equipes do meio do grid:
- Williams enfrenta problemas de telemetria, como visto no TL2.
- Alpine busca consistência com pneus macios.
- RB enfrenta dificuldades com aderência em setores técnicos.
- Haas aposta em atualizações para melhorar ritmo de corrida.
Impacto da pausa de verão
O GP da Hungria marca a última corrida antes da pausa de verão da Fórmula 1, com a próxima etapa apenas em 31 de agosto, no GP da Holanda. A prova é uma oportunidade para as equipes consolidarem suas posições no campeonato antes de focarem no desenvolvimento dos carros de 2026, que trarão mudanças significativas no regulamento. A McLaren, líder entre os construtores, busca ampliar sua vantagem, enquanto a Ferrari tenta reduzir a diferença no campeonato.
Para pilotos como Bortoleto, a corrida é uma chance de ganhar visibilidade antes da pausa. O brasileiro, cotado para uma vaga na Cadillac em 2026, pode usar o GP da Hungria para consolidar sua posição na Sauber e atrair atenção de outras equipes. A pausa de verão também será um momento para as equipes analisarem dados e planejarem estratégias para a segunda metade da temporada.
