sábado, 7 março, 2026
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WSL Finals: Yago Dora brilha em Cloudbreak e conquista título mundial de surfe em 2025

Yago Dora — Foto: WSL

Yago Dora conquistou seu primeiro título mundial de surfe ao vencer Griffin Colapinto na final do WSL Finals 2025, realizada em Cloudbreak, Fiji, nesta segunda-feira, 1º de setembro. Com um somatório de 15,66 pontos contra 12,33 do adversário, o catarinense assegurou a oitava conquista brasileira nos últimos 11 anos, reforçando a hegemonia da “Brazilian Storm”. A vitória veio em uma bateria decisiva, onde Yago, líder do ranking, precisou de apenas uma vitória para garantir o troféu, beneficiado por uma nova regra da World Surf League. O evento, transmitido ao vivo pelo sportv2, marcou o fim do formato mata-mata, com ondas de até 2 metros proporcionando um espetáculo de tubos e manobras. A conquista destaca a evolução de Yago, que superou desafios táticos e a pressão de enfrentar adversários experientes em uma das ondas mais icônicas do mundo.

A trajetória de Yago Dora no WSL Finals foi marcada por consistência e preparação estratégica. Após uma temporada com vitórias em Peniche e Trestles, além de um vice-campeonato em Jeffreys Bay, o surfista chegou a Fiji com 54.750 pontos, garantindo a liderança do ranking. Sua eliminação precoce em Teahupoo, devido a um erro tático, serviu como lição, intensificando seu foco para a final.

  • Preparação intensa: Yago treinou semanas antes em Cloudbreak, adaptando-se às condições da onda.
  • Nova regra da WSL: Líder do ranking, ele precisava de apenas uma vitória para ser campeão.
  • Desempenho em 2025: Duas vitórias e quatro quintos lugares consolidaram sua liderança.

A decisão em Cloudbreak foi um marco para o surfe brasileiro, com Yago enfrentando um adversário em ascensão, Griffin Colapinto, que eliminou Italo Ferreira e Jordy Smith.

Dominando as ondas de Cloudbreak

A final do WSL Finals 2025, disputada em Cloudbreak, foi um espetáculo de técnica e estratégia. Yago Dora, conhecido por sua plasticidade, abriu a bateria com uma onda de 7,33 pontos, combinando rasgadas poderosas e uma finalização precisa. Griffin Colapinto respondeu com um tubo raro, anotando 6,33, mas Yago elevou o nível aos 20 minutos, com uma onda de 8,33 pontos, incluindo dois laybacks expressivos e um pequeno tubo. A escolha das ondas certas e a execução impecável garantiram a liderança do brasileiro, que deixou o americano precisando de uma nota acima de 9 para virar o placar. Cloudbreak, com esquerdas de até 2 metros, ofereceu condições ideais para o estilo de Yago, que soube explorar os tubos longos e as seções para manobras aéreas. A torcida brasileira, acompanhando pelo sportv2 e redes sociais, vibrou com cada onda surfada pelo catarinense. A vitória consolidou Yago como o quinto brasileiro a conquistar um título mundial, ao lado de Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira e Adriano de Souza.

Caminho até a final

A campanha de Yago Dora no WSL Finals foi facilitada pela nova regra da World Surf League, que permitiu ao líder do ranking garantir o título com uma única vitória na final. Enquanto Yago aguardava na decisão, Griffin Colapinto enfrentou uma maratona de baterias, superando Italo Ferreira na primeira rodada e Jordy Smith no confronto seguinte. Italo, quinto colocado, abriu o evento contra Jack Robinson, mas não conseguiu avançar, apesar de sua habilidade em ondas tubulares.

  • Adversários de peso: Colapinto venceu em Cloudbreak em 2024, trazendo experiência ao duelo.
  • Italo Ferreira: Apesar da derrota inicial, reforçou a força brasileira no evento.
  • Jordy Smith: Veterano, ficou em terceiro lugar após perder para Colapinto.
  • Jack Robinson: Especialista em tubos, foi eliminado por Italo na primeira rodada.

A consistência de Yago ao longo da temporada, com 54.750 pontos, foi crucial para sua posição privilegiada. Sua preparação em Fiji, com treinos intensivos, permitiu que ele se adaptasse às condições variáveis de Cloudbreak, conhecida por seus tubos desafiadores e seções para manobras radicais.

Hegemonia da Brazilian Storm

O título de Yago Dora reforça a supremacia brasileira no surfe mundial. Desde 2014, o Brasil conquistou oito títulos mundiais masculinos, com cinco surfistas diferentes: Gabriel Medina (2014, 2018, 2021), Adriano de Souza (2015), Italo Ferreira (2019), Filipe Toledo (2022, 2023) e agora Yago Dora. A “Brazilian Storm” transformou o surfe em paixão nacional, com campanhas como #BrasilNoWSLFinals mobilizando torcedores nas redes sociais.

A força brasileira em Cloudbreak não é novidade. Em 2024, o Brasil dominou o evento, embora o título tenha ficado com John John Florence. A presença de dois brasileiros no WSL Finals 2025, Yago e Italo, destacou a profundidade do talento nacional. Yago, em sua primeira participação no evento, tornou-se o primeiro surfista do Sul do Brasil a conquistar o título mundial, um marco para a região. Sua trajetória, marcada por superação após anos como promessa, inspira uma nova geração de surfistas.

Mudança de comando técnico

Um dos pontos mais marcantes da temporada de Yago foi a decisão de encerrar a parceria com seu pai, Leandro Dora, que o treinou por grande parte da carreira. Em 2025, Yago optou por trabalhar exclusivamente com Leandro da Silva, técnico que já o acompanhava em algumas etapas desde 2024. A mudança trouxe uma nova perspectiva ao surfista, que buscava maior independência e uma abordagem estratégica renovada.

  • Transição planejada: A decisão foi amigável, com apoio do pai de Yago.
  • Leandro da Silva: Trouxe foco em táticas competitivas e mentalidade.
  • Impacto na temporada: A mudança coincidiu com o melhor ano da carreira de Yago.

A escolha refletiu a maturidade do surfista, que, aos 29 anos, assumiu as rédeas de sua carreira. A parceria com Leandro da Silva foi fundamental para corrigir erros táticos, como o ocorrido em Teahupoo, e para maximizar seu desempenho em Cloudbreak.

Legado e futuro do surfe brasileiro

A vitória de Yago Dora em Fiji marca o fim do formato mata-mata do WSL Finals, que será substituído por um sistema de pontos corridos em 2026, com a última etapa em Pipeline, Havaí. A mudança reflete críticas ao modelo atual, mas também destaca a emoção que o formato trouxe ao surfe competitivo. Yago, com sua vitória, entra para a história como o último campeão do formato Finals, consolidando seu nome entre os grandes do esporte.

O título também reforça a posição do Brasil como potência mundial no surfe. Com oito conquistas em 11 anos, o país supera o Havaí em número de títulos masculinos. A rivalidade amigável entre Yago e Italo Ferreira, intensificada por confrontos como a final de Peniche, onde Yago venceu, adiciona camadas à narrativa da “Brazilian Storm”.

  • Oitava conquista: Brasil lidera o ranking de títulos mundiais desde 2014.
  • Pipeline 2026: Novo formato promete desafios diferentes para os brasileiros.
  • Nova geração: Yago inspira jovens surfistas do Sul do Brasil.
  • Engajamento: Campanhas nas redes sociais amplificam o apoio ao surfe nacional.

A torcida brasileira, que acompanhou cada onda pelo sportv2 e plataformas como Globoplay e YouTube da WSL, celebrou a vitória de Yago como um marco coletivo. Sua habilidade em combinar tubos profundos com manobras aéreas, aliada à consistência ao longo da temporada, fez dele um campeão incontestável.

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