A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta a Itália na semifinal do Campeonato Mundial de 2025, neste sábado, 6 de setembro, às 9h30 (horário de Brasília), em Bangkok, Tailândia, em busca de uma vaga na final e do sonho do primeiro título mundial. As brasileiras, atuais vice-campeãs, superaram a França por 3 a 0 nas quartas de final, enquanto as italianas, favoritas e invictas há 34 jogos, eliminaram a Polônia com o mesmo placar. O confronto reedita a semifinal de 2022, vencida pelo Brasil, e promete ser um dos mais intensos do torneio. A transmissão será pelo SporTV 2 e pelo streaming Volleyball World (VBTV). O Brasil aposta no retrospecto invicto contra a Itália em Mundiais, mas enfrenta o desafio de superar o time que domina o cenário internacional, com títulos olímpicos e na Liga das Nações. A ausência de Ana Cristina e a força de jogadoras como Paola Egonu tornam a missão brasileira ainda mais complexa.
O caminho até a semifinal foi marcado por atuações sólidas do Brasil, que venceu Grécia, França e Porto Rico na fase de grupos, além de República Dominicana e novamente a França no mata-mata. A Itália, por sua vez, perdeu apenas um set em todo o torneio, mostrando consistência e potência ofensiva. Apesar do favoritismo adversário, a seleção brasileira carrega a esperança de repetir o feito de 2024, quando quebrou a invencibilidade italiana na Liga das Nações.
- Destaques brasileiros: Gabi e Júlia Bergmann lideram o ataque, com Rosamaria como peça-chave na saída de rede.
- Força italiana: Egonu e Antropova formam uma dupla ofensiva quase imbatível, com apoio das centrais Fahr e Danesi.
- Histórico: Brasil venceu todos os cinco confrontos contra a Itália em Mundiais, incluindo a semifinal de 2022.
Caminho até a semifinal
O Brasil chegou à semifinal com uma campanha invicta, mas não sem desafios. Na fase de grupos, a seleção enfrentou adversários acessíveis, como Grécia e Porto Rico, mas teve que superar a França duas vezes, incluindo um jogo disputado nas quartas de final, com parciais de 27/25, 33/31 e 25/19. A ponteira Júlia Bergmann foi destaque, liderando em pontos e mostrando consistência nos momentos decisivos. Já a Itália dominou seus jogos, vencendo Eslováquia, Cuba, Bélgica, Alemanha e Polônia com autoridade, perdendo apenas um set. A invencibilidade de 34 jogos, iniciada após a derrota para o Brasil na Liga das Nações de 2024, reforça o status de favorita das italianas. O técnico José Roberto Guimarães destacou a necessidade de um jogo agressivo e com poucos erros para superar o time europeu.
O confronto direto entre as equipes revela um equilíbrio recente. Nos últimos dez jogos, desde 2019, o Brasil venceu seis, mas a Itália levou a melhor nas duas últimas partidas, ambas na Liga das Nações de 2025. A experiência de jogadoras como Gabi, que busca maior regularidade, e a versatilidade de Rosamaria serão cruciais para o Brasil.
Semifinal! 💪🇧🇷
A seleção feminina entra em quadra em busca da vaga na grande final do Campeonato Mundial!
Neste sábado, às 9h30 (horário de Brasília), um clássico do voleibol: Brasil e Itália. A transmissão é no Sportv 2!
Vamos com tudo! 💚💛 pic.twitter.com/YzbX8DDanV
— Vôlei Brasil (@volei) September 5, 2025
Forças e fraquezas em quadra
A Itália entra em quadra com um elenco equilibrado e poucas vulnerabilidades. Paola Egonu, maior pontuadora do torneio, tem aproveitamento superior a 60% nos ataques, um número impressionante. Sua reserva, Ekaterina Antropova, mantém o alto nível, garantindo consistência ofensiva. As centrais Anna Danesi e Marina Fahr formam uma dupla sólida no bloqueio, enquanto Myriam Sylla e Alessia Nervini contribuem com eficiência no passe e na defesa. O sistema defensivo italiano, que facilita contra-ataques, é um dos pontos fortes da equipe.
- Pontos fortes da Itália: Ataque liderado por Egonu, bloqueio eficiente e defesa sólida.
- Desafios do Brasil: Reduzir erros no passe e melhorar a consistência de Gabi em momentos decisivos.
- Chave do jogo: O saque brasileiro precisa desestabilizar o passe italiano para limitar os ataques de Egonu.
O Brasil, por outro lado, depende de um jogo coletivo bem ajustado. O saque foi um dos destaques nos melhores momentos da campanha, mas o passe oscilou em partidas contra adversários mais fortes. A ausência de Ana Cristina, lesionada, sobrecarrega jogadoras como Júlia Bergmann, que tem correspondido, mas precisa manter o nível contra a defesa italiana. Rosamaria, improvisada como oposta, tem mostrado bom desempenho, mas não é uma pontuadora tão agressiva quanto Egonu. O técnico Zé Roberto deve apostar em variações táticas para explorar possíveis brechas no sistema italiano.
Retrospecto histórico
O histórico em Mundiais é um trunfo para o Brasil. Em cinco confrontos, todos vencidos pela seleção brasileira, destaca-se a semifinal de 2022, quando o Brasil superou a Itália por 3 a 1 e avançou à final. Outros jogos incluem vitórias em 1990 (oitavas), 2010 (primeira fase), 2014 (disputa de bronze) e 2022 (segunda fase). Esse retrospecto dá confiança, mas o momento atual da Itália, com uma equipe mais madura e coesa, exige cautela.
- 1990: Brasil 3 x 0 Itália (oitavas de final).
- 2010: Brasil 3 x 0 Itália (primeira fase).
- 2014: Brasil 3 x 2 Itália (disputa de bronze).
- 2022: Brasil 3 x 2 Itália (segunda fase).
- 2022: Brasil 3 x 1 Itália (semifinal).
Apesar da vantagem histórica, o Brasil enfrenta um time italiano que evoluiu desde a última derrota. A experiência de Zé Roberto, tricampeão olímpico, será fundamental para ajustar a estratégia e motivar o elenco.
Expectativas para o jogo
A semifinal promete um confronto de alto nível técnico e emocional. A Itália, com sua invencibilidade e elenco estrelado, entra como favorita, mas o Brasil já provou ser capaz de surpreender. Gabi, uma das líderes do time, destacou a importância de acreditar na vitória e manter a agressividade em quadra. O técnico italiano, Julio Velasco, reconheceu o Brasil como um adversário perigoso, especialmente pelo histórico favorável em Mundiais.
O jogo será decidido nos detalhes. O Brasil precisa de um saque eficiente para quebrar o passe italiano e limitar as opções de ataque de Egonu. Além disso, a defesa brasileira terá que ser impecável para conter os contra-ataques rápidos da Itália. A torcida brasileira espera que jogadoras como Thaísa, com sua experiência, e Julia Kudiess, destaque no bloqueio, façam a diferença.
O outro lado da chave
Do outro lado da semifinal, Japão e Turquia disputam a segunda vaga na final, em um jogo marcado para as 5h30 (horário de Brasília). O Japão eliminou a Holanda em um tiebreak emocionante, enquanto a Turquia superou os Estados Unidos por 3 a 1, com atuações destacadas de Melissa Vargas. A vencedora desse confronto enfrentará Brasil ou Itália na final, marcada para domingo, 7 de setembro, às 9h30. A disputa pelo bronze será no mesmo dia, às 5h30.
- Japão: Retorna às semifinais após 15 anos, com um jogo rápido e técnico.
- Turquia: Primeira vez nas semifinais, impulsionada pela oposta Vargas.
- Impacto: O vencedor desse jogo pode influenciar a estratégia da final.
Preparação tática e mental
A preparação do Brasil para o duelo envolve ajustes táticos e foco na concentração. Zé Roberto enfatizou a necessidade de um jogo agressivo desde o início, especialmente no saque e no ataque. A equipe treinou variações para neutralizar Egonu, que costuma ser o principal alvo das defesas adversárias. A Itália, por sua vez, aposta na consistência de seu sistema defensivo e na versatilidade de suas jogadoras para manter o ritmo.
O aspecto mental também será decisivo. A pressão de enfrentar um time invicto pode ser um obstáculo, mas o Brasil tem a seu favor a experiência de jogos decisivos e o apoio da torcida, mesmo estando tão longe de casa. A confiança em repetir o feito de 2022, quando venceu a Itália na mesma fase, é um fator motivacional.
Importância do confronto
A semifinal não é apenas uma chance de chegar à final, mas também uma oportunidade para o Brasil consolidar sua posição como uma das potências do vôlei mundial. Um título inédito seria um marco histórico para a seleção, que acumula quatro vice-campeonatos (1994, 2006, 2010 e 2022) e um bronze (2014). Para a Itália, a vitória reforçaria sua hegemonia, com a possibilidade de conquistar o segundo título mundial, após o ouro de 2002.
O confronto também tem peso emocional, já que as duas equipes se enfrentaram na final da Liga das Nações de 2025, com vitória italiana. O Brasil busca reverter esse resultado e mostrar que pode competir de igual para igual com o time mais dominante do momento.
