Los Angeles Chargers vencem Kansas City Chiefs por 27 a 21 na Neo Química Arena, em São Paulo, nesta sexta-feira, 5 de setembro de 2025, marcando o segundo jogo da NFL no Brasil. Com 47.627 torcedores, a partida encerrou um jejum de quatro anos sem vitórias dos Chargers contra os Chiefs, rivais da AFC Oeste. Justin Herbert liderou o ataque com precisão, enquanto a defesa pressionou Patrick Mahomes, limitando-o no primeiro tempo. O jogo, válido pela semana 1 da temporada regular, teve shows de Ana Castela e Karol G, reforçando o caráter festivo do evento. A vitória consolida a força dos Chargers e aquece a rivalidade divisional.
O confronto na Neo Química Arena, casa do Corinthians, foi um marco para o futebol americano no Brasil, consolidando São Paulo como destino internacional da NFL. Após o sucesso do jogo de 2024 entre Eagles e Packers, a liga aposta no mercado brasileiro, o segundo maior fora dos EUA, com mais de 36 milhões de fãs. A organização do evento priorizou transporte público, com reforço nas linhas de metrô, e adaptou o estádio com arquibancadas provisórias e gramado reformado.
Ver essa foto no Instagram
- Destaques do jogo:
- Dois touchdowns de Quentin Johnston, decisivos para a vitória dos Chargers.
- Defesa agressiva de Los Angeles, limitando Mahomes a menos de 5 jardas por tentativa no primeiro tempo.
- Shows de Ana Castela (hino brasileiro) e Karol G (intervalo), elevando a experiência do público.
Ataque preciso e defesa implacável
A atuação dos Chargers foi marcada por um plano de jogo bem executado. Justin Herbert, quarterback da equipe, completou 12 de 18 passes no primeiro tempo, acumulando 171 jardas e um touchdown para Quentin Johnston. A defesa, por sua vez, foi o destaque inicial, pressionando Patrick Mahomes de forma incansável. O astro dos Chiefs enfrentou dificuldades incomuns, com menos de 5 jardas por tentativa de passe no primeiro tempo, algo que só ocorreu cinco vezes em sua carreira. A linha defensiva de Los Angeles explorou as fraquezas da proteção de Kansas City, forçando erros e limitando jogadas explosivas.
No segundo tempo, os Chargers mantiveram o ritmo. Cameron Dicker, kicker com experiência em futebol, acertou dois field goals cruciais, garantindo uma vantagem de 13 a 6 ao intervalo. A familiaridade de Dicker com o gramado da Neo Química Arena, reformado com fibras sintéticas para o evento, contribuiu para sua precisão. A equipe da Califórnia soube capitalizar os erros dos Chiefs, especialmente na conversão de pontos extras, que Kansas City desperdiçou em momentos-chave.
Reação dos Chiefs e brilho de Mahomes
Patrick Mahomes, conhecido por sua capacidade de reverter placares, tentou mudar o rumo do jogo no segundo tempo. O quarterback correu para um touchdown, reduzindo a diferença para apenas um ponto. A conexão com Travis Kelce, que estava apagado até então, também trouxe emoção à Neo Química Arena. Kelce, livre na endzone, anotou um touchdown no último período, reacendendo as esperanças dos torcedores dos Chiefs. No entanto, a tentativa de conversão de dois pontos falhou, mantendo os Chargers à frente por 20 a 18.
A resposta de Los Angeles veio rapidamente. Herbert conduziu uma campanha brilhante, culminando em outro touchdown de Keenan Allen. A jogada demonstrou a maturidade do quarterback, que soube ler a defesa adversária e explorar os espaços. Mesmo com uma última tentativa de Mahomes, conectando Hollywood Brown em um passe longo, os Chiefs não conseguiram reverter o placar. A defesa dos Chargers segurou a pressão, e Herbert selou a vitória com uma corrida para a primeira descida, permitindo que o time controlasse o relógio até o fim.
- Números que definiram o jogo:
- Justin Herbert: 12/18 passes completados, 171 jardas, 1 touchdown no primeiro tempo.
- Patrick Mahomes: menos de 5 jardas por tentativa de passe no primeiro tempo, 1 touchdown terrestre.
- Quentin Johnston: 2 touchdowns, peça-chave no ataque dos Chargers.
- Cameron Dicker: 2 field goals convertidos, aproveitando o gramado reformado.
Neo Química Arena: palco de um espetáculo global
A Neo Química Arena, temporariamente chamada de Arena Corinthians pela NFL devido a acordos comerciais, passou por transformações para receber o jogo. Após o clássico Corinthians x Palmeiras, o estádio foi adaptado com arquibancadas provisórias no setor Leste, adicionando 1.500 lugares, e ajustes no gramado, que recebeu críticas em 2024 por escorregões. A reforma incluiu fibras sintéticas e semeadura em julho, garantindo maior estabilidade para os atletas. A capacidade total foi de 47.800 lugares, com setores reservados para imprensa e câmeras, resultando em 47.627 torcedores presentes.
A organização priorizou o transporte público, com as estações Corinthians-Itaquera e Artur Alvim, da Linha 3-Vermelha, operando 24 horas e com reforço policial. A ausência de estacionamentos para carros particulares incentivou o uso de metrô e aplicativos de transporte, com áreas específicas para desembarque. Os portões abriram às 17h, e o público lotou as imediações, formando filas extensas, mas organizadas, para entrar no estádio.
Impacto econômico e cultural no Brasil
O jogo reforçou a relevância do Brasil para a NFL, que vê o país como um mercado estratégico. A partida de 2024, entre Eagles e Packers, gerou um impacto econômico de US$ 61 milhões em São Paulo, segundo a prefeitura. A edição de 2025, com ingressos esgotados em poucas horas, deve superar esse valor. Os preços variaram de R$ 825 a R$ 3.400, com camarotes como o Fielzone oferecendo experiências premium, incluindo estúdio de tatuagem e churrasqueiros exclusivos por até R$ 5.000.
A presença de estrelas como Ana Castela, que cantou o hino brasileiro, e Karol G, no show do intervalo, trouxe um toque cultural ao evento. Kamasi Washington interpretou o hino dos EUA, reforçando a integração entre as culturas. A NFL também promoveu atividades paralelas, como o Torneio Nacional NFL Flag Brasil, categoria sub-15 feminino, no domingo anterior, ampliando o alcance do futebol americano no país.
- Atrações culturais do evento:
- Ana Castela: apresentação do hino brasileiro, conectando o público local.
- Karol G: show vibrante no intervalo, atraindo fãs do pop-latino.
- Kamasi Washington: execução do hino americano, com tom solene.
- Torneio NFL Flag Brasil: evento pré-jogo para jovens, promovendo o esporte.
Rivalidade renovada e o futuro da NFL no Brasil
A vitória dos Chargers sobre os Chiefs reacende uma das rivalidades mais intensas da AFC Oeste. Desde 2021, Kansas City dominava o confronto, com sete vitórias consecutivas. O triunfo em São Paulo, apenas o terceiro de Herbert contra Mahomes, dá novo fôlego aos Chargers, que buscam seu primeiro título de Super Bowl. Para os Chiefs, vice-campeões em 2024, o resultado é um alerta para ajustes na temporada, especialmente com a ausência de Rashee Rice, suspenso por seis jogos.
A Neo Química Arena se consolida como palco fixo da NFL no Brasil. A liga planeja manter São Paulo como destino anual, aproveitando a base de 36 milhões de fãs e o sucesso de eventos anteriores. A ausência de treinos no estádio, com os Chargers usando o CT do Corinthians e os Chiefs o São Paulo Athletic Club, preservou o gramado e respondeu às críticas de 2024. A estratégia reforça o compromisso da NFL com a qualidade do espetáculo.
- Curiosidades da rivalidade:
- Chargers não venciam os Chiefs desde setembro de 2021.
- Herbert tem apenas três vitórias em 10 jogos contra Mahomes.
- Chiefs lideram a AFC Oeste, mas Chargers ganham força com a vitória.
- Travis Kelce, noivo de Taylor Swift, marcou o único touchdown aéreo dos Chiefs.
Preparação e expectativas para a temporada
A vitória dos Chargers na abertura da temporada 2025-2026 os coloca como candidatos sérios na AFC Oeste. A liderança de Herbert, combinada com a agressividade defensiva, pode desafiar o domínio dos Chiefs, que ainda contam com Mahomes e Kelce como pilares. O jogo em São Paulo mostrou que Los Angeles está mais preparado para competir em alto nível, enquanto Kansas City precisa ajustar sua proteção ao quarterback para evitar surpresas.
O evento também destacou a organização impecável da NFL no Brasil. A logística, com transporte reforçado e segurança ampliada, garantiu uma experiência fluida para os torcedores. A parceria com a Globo, ESPN, SporTV, CazéTV e DAZN assegurou ampla cobertura, com transmissões ao vivo e compactos, alcançando milhões de espectadores. A NFL aposta no Brasil como um mercado em expansão, e o sucesso do jogo reforça essa estratégia.
