Em um jogo emocionante decidido no tie-break, a seleção brasileira feminina de vôlei derrotou o Japão por 3 sets a 2 (25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16) neste domingo, 7 de setembro de 2025, em Bangkok, Tailândia, conquistando a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Vôlei Feminino. Menos de 24 horas após uma derrota sofrida para a Itália na semifinal, as brasileiras, comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães, mostraram resiliência para superar as japonesas em uma partida que começou com domínio verde-amarelo, mas exigiu força mental no set decisivo. O jogo, marcado por altos e baixos, refletiu a garra da equipe, que buscava o pódio após o revés na busca pelo título inédito. A vitória, celebrada com lágrimas por jogadoras como Roberta, Julia Bergmann e Julia Kudiess, reforça a tradição do Brasil no vôlei mundial, mesmo sem o tão sonhado ouro.
A partida contra o Japão começou com o Brasil impondo seu jogo. Os dois primeiros sets foram dominados com parciais de 25/12 e 25/17, mostrando a força ofensiva e defensiva da equipe. No entanto, a reação japonesa veio no terceiro set, vencido por 25/19, seguida por uma derrota apertada no quarto set por 29/27, levando a decisão ao tie-break. No set final, o Brasil chegou a liderar, mas permitiu a virada e enfrentou dois match points contra. A superação veio com pontos cruciais de Gabi Guimarães e bloqueios precisos, garantindo o placar de 18/16 e a medalha de bronze.
- Principais destaques do jogo: Gabi Guimarães liderou com 29 pontos, seguida por Julia Bergmann com 16.
- Momento decisivo: O bloqueio brasileiro no tie-break neutralizou os ataques japoneses.
- Emoção no final: Jogadoras como Roberta choraram, refletindo a importância da vitória.
- Contexto da partida: O Brasil vinha de uma derrota dolorosa para a Itália por 3 a 2 na semifinal.
Desempenho brasileiro no Mundial
O caminho do Brasil no Mundial de 2025, disputado na Tailândia, foi marcado por atuações consistentes e desafios intensos. A seleção, vice-campeã em 2022, começou a campanha com vitórias sólidas contra Grécia (3 a 0) e Porto Rico (3 a 0) na fase de grupos, além de uma virada épica contra a França por 3 a 2. Nas oitavas de final, o Brasil superou a República Dominicana por 3 a 1, também de virada, mostrando capacidade de recuperação em momentos críticos. Já nas quartas, a vitória por 3 a 0 contra a França garantiu a vaga na semifinal, onde a derrota para a Itália, atual campeã olímpica, interrompeu o sonho do título.
A campanha brasileira reflete a força de um elenco renovado, com jovens como Julia Bergmann e Julia Kudiess se destacando ao lado de veteranas como Gabi Guimarães. A levantadora Roberta, peça-chave na distribuição de jogadas, foi essencial para manter o equilíbrio tático. Apesar do favoritismo em alguns jogos, o Brasil enfrentou adversários bem preparados, como a França, que exigiu parciais de até 33/31 nas quartas, e a Itália, invicta há 35 jogos.
- Fase de grupos: Vitórias tranquilas contra Grécia e Porto Rico, com destaque para o bloqueio.
- Oitavas de final: Virada contra a República Dominicana consolidou a confiança da equipe.
- Quartas de final: Jogo intenso contra a França, com parciais apertadas e atuação decisiva de Gabi.
- Semifinal: Derrota para a Itália por 3 a 2, em um jogo equilibrado e emocionante.
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Rivalidade histórica com o Japão
Brasil e Japão cultivam uma rivalidade marcada por duelos equilibrados e momentos memoráveis. Nos últimos anos, as equipes se enfrentaram em competições como Jogos Olímpicos, Liga das Nações e Mundiais, com leve vantagem brasileira. Um dos jogos mais marcantes foi na semifinal dos Jogos de Londres 2012, quando o Brasil venceu por 3 a 0 rumo ao ouro olímpico. Em 2022, no Mundial, as equipes se enfrentaram duas vezes: o Japão venceu na fase de grupos por 3 a 1, mas o Brasil deu o troco nas quartas, vencendo por 3 a 2.
No confronto de 2025, o Japão, que tem três títulos mundiais (1962, 1967 e 1974), mostrou sua tradicional defesa sólida, liderada pela ponteira Mayu Ishikawa. Apesar do início desfavorável, as japonesas ajustaram o jogo a partir do terceiro set, explorando erros brasileiros no saque e na recepção. O tie-break foi um reflexo dessa rivalidade, com trocas de liderança e pontos disputados até o último momento.
- Jogos marcantes: Londres 2012 (3 a 0 para o Brasil) e Mundial 2022 (vitória brasileira nas quartas).
- Força japonesa: Defesa consistente e ataques rápidos liderados por Mayu Ishikawa.
- Retrospecto recente: Brasil venceu o Japão no Pré-Olímpico de 2023 e nas Olimpíadas de 2024.
- Diferença no Mundial: Brasil nunca venceu o torneio; Japão tem três títulos.
Atuação das jogadoras brasileiras
A conquista do bronze foi impulsionada por atuações individuais de destaque. Gabi Guimarães, capitã da equipe, foi a maior pontuadora contra o Japão, com 29 pontos, mostrando versatilidade no ataque e no bloqueio. Julia Bergmann, com 16 pontos, consolidou-se como uma das revelações do torneio, enquanto Julia Kudiess brilhou nos bloqueios. A levantadora Roberta, apesar da exaustão emocional após a derrota para a Itália, foi crucial na organização do jogo, distribuindo bolas com precisão.
A emoção das jogadoras ao fim da partida revelou o peso da conquista. Roberta, em entrevista ao SporTV, destacou a dificuldade de “virar a chave” após a semifinal, enquanto Julia Bergmann enfatizou a união do grupo como fator decisivo. O técnico José Roberto Guimarães, com experiência em duas medalhas de ouro olímpicas, elogiou a resiliência da equipe, que enfrentou um calendário desgastante e adversários de alto nível.
- Gabi Guimarães: 29 pontos, com destaque para ataques decisivos no tie-break.
- Julia Bergmann: 16 pontos, consolidando-se como peça-chave no ataque.
- Roberta: Levantadora organizou o jogo mesmo sob pressão emocional.
- José Roberto Guimarães: Estratégia tática foi essencial para superar o Japão.
Importância do bronze para o Brasil
A medalha de bronze no Mundial de 2025 é a segunda do Brasil na história da competição, repetindo o feito de 2014, quando a seleção venceu a Itália na disputa pelo terceiro lugar. Apesar de o ouro ser o objetivo principal, a conquista reforça a consistência do Brasil no cenário internacional, com duas medalhas de ouro olímpicas (2008 e 2012) e um histórico de pódios em competições globais. O resultado também serve como preparação para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, onde a equipe buscará o tricampeonato.
O Mundial de 2025, disputado em Chiang Mai e Bangkok, foi um teste de fogo para a seleção brasileira, que enfrentou adversários como Itália, atual campeã olímpica, e Turquia, que venceu o Japão na outra semifinal. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar a Turquia na final, consolidando sua dominância recente. Para o Brasil, o bronze é um passo importante, mas também um lembrete do desafio de superar potências como a Itália para alcançar o título mundial inédito.
- Histórico brasileiro: Prata em 1994, 2006, 2010 e 2022; bronze em 2014 e 2025.
- Ciclo olímpico: Bronze fortalece a preparação para Los Angeles 2028.
- Adversárias no Mundial: Itália e Turquia se destacaram como principais forças.
- Próximos passos: Foco na renovação e na manutenção da competitividade global.
