A seleção portuguesa de futebol encara a Hungria nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, em Budapeste, pela segunda rodada das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2026, com Cristiano Ronaldo liderando o ataque em direção a mais recordes na carreira. O jogo ocorre na Puskás Arena às 15h45 no horário de Brasília, transmitido ao vivo pelo Sportv, e coloca frente a frente uma Portugal embalada pela goleada de 5 a 0 sobre a Armênia na estreia, contra uma Hungria que empatou em 2 a 2 com a Irlanda e agora joga em casa para somar os primeiros pontos. Roberto Martínez comanda os lusos com foco em posse de bola e transições rápidas, enquanto Marco Rossi ajusta a equipe húngara sem o suspenso Roland Sallai, apostando em Dominik Szoboszlai como peça central no meio-campo.
O confronto integra o Grupo F, que também tem Armênia e Irlanda, onde o líder garante vaga direta ao Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México, e o segundo vai à repescagem. Ronaldo, com dois gols na rodada inicial, busca ultrapassar marcas históricas em eliminatórias, motivado pela torcida adversária que lotará o estádio de 67 mil lugares. Essa partida reforça a caminhada portuguesa para consolidar a liderança, explorando o histórico invicto em 14 duelos diretos contra os húngaros, com nove vitórias e cinco empates. A intensidade do embate promete decisões táticas, com Portugal priorizando o ataque estrelado e a Hungria defendendo com compactação para contra-atacar.
Portugal chega ao duelo com confiança renovada após o domínio na Armênia, onde finalizou 18 vezes e manteve posse acima de 60%.
- Destaques ofensivos incluem João Félix, autor de um gol na estreia, e Bruno Fernandes, com 25 assistências pela seleção.
- A defesa húngara, liderada por Willi Orbán, mostrou falhas em bolas paradas no empate com a Irlanda.
O equilíbrio no grupo torna cada ponto essencial para evitar a repescagem.
Ataque português impulsiona domínio esperado
Cristiano Ronaldo, aos 40 anos, segue como principal ameaça no setor ofensivo de Portugal, pressionando defesas com sua movimentação e finalização precisa. Na vitória sobre a Armênia, ele marcou duas vezes e deu assistências, elevando sua contagem para 942 gols na carreira e aproximando-se do milésimo. João Félix, atuando ao lado, demonstrou versatilidade pelo flanco esquerdo, explorando espaços em transições que a Hungria expôs contra a Irlanda. Bruno Fernandes adiciona criatividade no meio, com chutes de média distância e visão para lançamentos, enquanto Bernardo Silva retorna à escalação para reforçar a imprevisibilidade.
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A estratégia de Martínez envolve alta posse de bola, superior a 60% nos últimos jogos, para desgastar o adversário e criar sobrecargas nas laterais. Nuno Mendes e João Cancelo avançam como laterais ofensivos, criando opções que vulnerabilizam a marcação húngara. Diogo Costa, no gol, garantiu solidez com defesas cruciais, mantendo o clean sheet na estreia. Essa configuração repetiu o sucesso inicial, com cinco gols convertidos de 18 finalizações, contrastando com as oito tentativas da Hungria no empate anterior.
A equipe lusa mantém a base que funcionou, priorizando equilíbrio entre criação e finalização.
Desafios húngaros sem Sallai em campo
A defesa da Hungria, ancorada por Willi Orbán e Attila Szalai, forma uma dupla experiente, mas o empate na Irlanda revelou problemas em bolas paradas, onde sofreram os dois gols. Sem Roland Sallai, suspenso após expulsão, o time perde velocidade no contra-ataque, forçando Szoboszlai a centralizar as ações criativas. Barnabás Varga, que marcou na estreia, atua como referência no ataque, enfrentando Rúben Dias, impecável na Armênia.
Marco Rossi adota um 4-1-4-1 compacto, com Callum Styles protegendo a zaga e Milos Kerkez subindo pela esquerda. A Puskás Arena, lotada com 67 mil torcedores, impulsiona os donos da casa, que não vencem Portugal há mais de uma década. A ausência de Sallai limita opções, levando a ajustes como a inclusão de Bendegúz Bolla na ala direita. Dénes Dibusz, goleiro titular, precisa de atuações destacadas contra o volume ofensivo português, que média 2,5 gols por jogo nas eliminatórias recentes.
- Escalação provável de Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes; João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, João Félix.
- Escalação provável de Hungria: Dénes Dibusz; Loïc Négo, Willi Orbán, Attila Szalai, Milos Kerkez; Callum Styles, Márton Dárdai; Bendegúz Bolla, Dominik Szoboszlai, Alex Tóth; Barnabás Varga.
- Ajustes táticos: Portugal pode avançar Silva para o lado direito; Hungria reforça meio com Tóth para compensar Sallai.
Os húngaros focam em eficiência para surpreender.
- Principais substituições incluem Alex Tóth ou Barna Tóth no lugar de Sallai.
- Forças na compactação do meio, com Szoboszlai recuperando bolas.
- Fraquezas em transições rápidas, cedendo espaços para Félix e Ronaldo.
- Eficiência em escanteios, responsável por 20% dos gols em 2025.
Histórico favorece superioridade lusitana
Portugal e Hungria se encontram pela 15ª vez em oficiais, com os lusos invictos desde 1966, quando perderam um amistoso por 1 a 0. O último oficial, na Euro 2021, terminou 3 a 0 para Portugal na Puskás Arena, com Ronaldo marcando duas vezes. Na Euro 2016, um 3 a 3 em Lyon destacou a resiliência húngara, mas desde então, os portugueses venceram seis dos sete duelos.
Em eliminatórias para Copas, Portugal domina com placares como 3 a 1 em 2004. A Hungria, ausente do Mundial desde 1986, vê chance de quebrar a sequência, mas estatísticas mostram posse portuguesa de 58% nos confrontos recentes. Ronaldo acumula três gols nesses jogos, representando ameaça constante. O árbitro Erik Lambrechts, belga, aplica cartões moderados, favorecendo o estilo físico húngaro.
O embate reforça a tradição de domínio luso.
Formações táticas em destaque
Roberto Martínez alinha Portugal em 4-3-3, equilibrando criação e finalização. Diogo Costa no gol, com Cancelo, Dias, Inácio e Mendes na defesa. No meio, Neves, Vitinha e Fernandes controlam o ritmo, enquanto Silva, Ronaldo e Félix formam o trio ofensivo. Essa formação gerou cinco gols na estreia, com 85% de acerto em passes.
A Hungria responde com 4-2-3-1, enfatizando defesa. Dibusz; Négo, Orbán, Szalai, Kerkez; Styles, Dardai; Bolla, Szoboszlai, Tóth; Varga. Szoboszlai, com 15 gols pela seleção, é o cérebro, dependendo de contra-ataques.
- Escalação de Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes; João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, João Félix.
- Escalação de Hungria: Dénes Dibusz; Loïc Négo, Willi Orbán, Attila Szalai, Milos Kerkez; Callum Styles, Márton Dárdai; Bendegúz Bolla, Dominik Szoboszlai, Alex Tóth; Barnabás Varga.
- Ajustes incluem avanço de Silva à direita em Portugal e reforço no meio húngaro com Tóth.
Opções para transmissão e acompanhamento
Fãs brasileiros seguem o jogo pelo Sportv a partir das 15h, com tempo real no ge.globo para estatísticas. Disney+ oferece streaming em alta definição. Na Europa, DAZN e RTP transmitem, com highlights na UEFA.tv. A Puskás Arena, inaugurada em 2019, tem gramado híbrido e iluminação LED, favorecendo o espetáculo.
A atmosfera intensa com torcida húngara contrasta ao favoritismo português.
- Canais principais: Sportv no Brasil, RTP1 em Portugal.
- Recursos online: App da UEFA para atualizações, odds em tempo real em plataformas de apostas.
- Dicas práticas: Ajuste para 19h45 local em Budapeste, confira escalações uma hora antes.
Jogadores chave definem o rumo
Dominik Szoboszlai destaca-se na Hungria, com passes decisivos e chutes de fora, acumulando 40 jogos pela seleção. Aos 25 anos, mostra maturidade em europeus. Vitinha surge como revelação portuguesa no meio, com 90% de acerto em passes e recuperações.
O jogo pode se decidir em bolas paradas, onde Portugal converte 25% dos gols, contra 15% da Hungria. Ronaldo motiva para vitória que consolide a campanha. Rúben Dias lidera defesas com interceptações, enquanto Kerkez testa velocidade contra Cancelo.
- Destaques: Szoboszlai com cinco assistências em 2025; Vitinha com três gols pela seleção.
- Momentos iniciais: Contra-ataques húngaros nos primeiros 15 minutos.
- Segundo tempo: Exploração de fadiga portuguesa.
- Fatores: Clima ameno em Budapeste para jogo aberto; arbitragem neutra.
Caminhada no grupo e rodadas futuras
O Grupo F inicia equilibrado, com Portugal somando três pontos, Hungria com um, Irlanda empatada e Armênia zerada. Seis rodadas definem o líder direto à Copa, segundo à repescagem em março de 2026. Portugal encara Irlanda em outubro, teste antes do returno contra Hungria.
A Hungria mira pontos em casa para pressionar, precisando vencer Armênia para avançar. A Europa distribui 12 vagas diretas e quatro via play-offs, intensificando disputas. Portugal, vice-campeã da Liga das Nações, rotaciona elenco para preservar estrelas.
