A Bolívia surpreendeu o Brasil com uma vitória por 1 a 0 na altitude de El Alto e garantiu a sétima posição nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2026, assegurando uma vaga na repescagem mundial. A última rodada, disputada em 9 de setembro de 2025, definiu as seis seleções classificadas diretamente: Argentina, Brasil, Equador, Uruguai, Colômbia e Paraguai. Enquanto isso, a Venezuela, que enfrentou a Colômbia, perdeu por 3 a 6 e ficou fora da disputa. Os jogos, realizados em estádios como o Monumental de Guayaquil e o Nacional de Santiago, encerraram a fase de qualificação com partidas intensas e resultados decisivos. A repescagem, marcada para março de 2026, será a próxima etapa para a Bolívia buscar um lugar no Mundial sediado por Estados Unidos, México e Canadá. A classificação final reflete o domínio argentino e a competitividade sul-americana.
A última rodada trouxe momentos de alta tensão. A Argentina, já classificada, enfrentou o Equador em Guayaquil, enquanto o Paraguai venceu o Peru por 1 a 0. O Uruguai, com um empate sem gols contra o Chile, confirmou sua vaga direta. A Bolívia, jogando na altitude, aproveitou o fator casa para superar o Brasil, que, apesar da derrota, já estava garantido no torneio.
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- Principais destaques da rodada final:
- Bolívia 1 x 0 Brasil: gol decisivo na altitude.
- Venezuela 3 x 6 Colômbia: derrota venezuelana selou a eliminação.
- Equador 1 x 0 Argentina: jogo equilibrado, sem impacto na tabela.
- Peru 0 x 1 Paraguai: vitória paraguaia consolidou a sexta vaga.
- Chile 0 x 0 Uruguai: empate sem gols garantiu o Uruguai no Mundial.
Bolívia na repescagem: o que esperar
A vitória da Bolívia sobre o Brasil marcou um momento histórico. Jogando no Estádio Municipal de El Alto, a seleção boliviana usou a altitude de mais de 4.000 metros a seu favor, dificultando a atuação brasileira. O gol da partida, marcado por Miguelito, reforçou sua posição como um dos artilheiros das eliminatórias, com sete gols. A Bolívia, agora na sétima posição com 18 pontos, enfrentará a repescagem em março de 2026, juntando-se a cinco outras seleções: duas da América do Norte, uma da África, uma da Ásia e a Nova Caledônia, já confirmada pela Oceania. A competição será disputada em jogos únicos nos países-sede da Copa, com as duas melhores seleções do ranking Fifa avançando diretamente à final da repescagem.
O formato da repescagem é desafiador. As quatro equipes com pior ranking disputam semifinais, e os vencedores enfrentam as duas melhores ranqueadas em busca de duas vagas no Mundial. A Bolívia, atualmente na 78ª posição no ranking Fifa, terá que superar adversários potencialmente mais bem posicionados, como seleções asiáticas ou africanas.
- Regras da repescagem para 2026:
- Seis seleções disputam duas vagas.
- Jogos em março de 2026, em EUA, México ou Canadá.
- Sorteio define semifinais para as quatro equipes menos ranqueadas.
- As duas melhores do ranking Fifa vão direto à final.
Argentina domina, Messi brilha
A Argentina terminou as eliminatórias na liderança isolada, com 38 pontos, consolidando sua força sob o comando de Lionel Scaloni. Lionel Messi, com oito gols, foi o principal artilheiro da competição, destacando-se em partidas decisivas, como a vitória sobre o Chile na 15ª rodada. A seleção albiceleste, atual campeã mundial, demonstrou consistência, com 18 vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 21 jogos. Apesar do revés contra o Equador na última rodada, o resultado não alterou sua posição na tabela.
O desempenho argentino foi marcado por uma defesa sólida, com apenas 10 gols sofridos, e um ataque eficiente, liderado por Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez. A liderança da Argentina reforça sua condição de favorita para o Mundial de 2026, especialmente com a experiência de jogadores como Ángel Di María e a ascensão de jovens talentos.
Brasil e Equador: classificados com solidez
O Brasil, mesmo com a derrota para a Bolívia, assegurou a vice-liderança com 28 pontos, empatado com o Equador, mas à frente pelo saldo de gols. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção brasileira contou com destaques como Vinícius Jr. e Raphinha, este último com cinco gols na artilharia. A campanha brasileira incluiu momentos de instabilidade, como a goleada sofrida para a Argentina por 4 a 1 na 14ª rodada, mas a classificação foi garantida com antecedência, mantendo o recorde de participar de todas as edições da Copa do Mundo.
O Equador, treinado por Sebastián Beccacece, confirmou sua vaga com uma campanha sólida, somando 25 pontos. Apesar de começar com três pontos a menos devido à punição pelo caso Byron Castillo nas eliminatórias de 2022, a seleção equatoriana superou adversários com atuações consistentes, lideradas por Enner Valencia, que marcou seis gols. O empate sem gols contra o Peru na 16ª rodada e a vitória sobre a Argentina na última rodada consolidaram a força do time.
- Principais números das eliminatórias sul-americanas:
- Argentina: 38 pontos, 18 vitórias, saldo de +21.
- Brasil: 28 pontos, 8 vitórias, saldo de +9.
- Equador: 25 pontos, 8 vitórias, saldo de +8.
- Uruguai: 27 pontos, 7 vitórias, saldo de +7.
- Colômbia: 25 pontos, 7 vitórias, saldo de +4.
Uruguai, Colômbia e Paraguai: vaga garantida
O Uruguai, com 27 pontos, assegurou a terceira posição com uma campanha equilibrada, marcada por sete vitórias e cinco empates. Darwin Núñez, com cinco gols, foi peça-chave no ataque, enquanto a defesa, liderada por José Giménez, sofreu apenas 11 gols. O empate contra o Chile na última rodada foi suficiente para confirmar a classificação direta.
A Colômbia, com 25 pontos, teve uma campanha consistente, impulsionada por Luis Díaz, que marcou sete gols, empatado com Miguelito na vice-artilharia. A vitória expressiva sobre a Venezuela por 6 a 3 na rodada final destacou a força ofensiva colombiana, que agora se prepara para o Mundial com confiança.
O Paraguai, com 25 pontos, fechou as seis vagas diretas. A vitória contra o Peru na última rodada, com gol de Sanabria, garantiu a classificação. A seleção paraguaia, conhecida pela garra, superou expectativas e retorna à Copa após ausência em 2014, 2018 e 2022.
Artilharia: Messi lidera, surpresas aparecem
A disputa pela artilharia das eliminatórias sul-americanas foi acirrada, com Lionel Messi liderando com oito gols. Miguelito, da Bolívia, e Luis Díaz, da Colômbia, empataram com sete gols, enquanto Enner Valencia (Equador) e Rondón (Venezuela) marcaram seis. A lista inclui nomes consagrados, como Neymar e Vinícius Jr., mas também surpresas, como o boliviano Miguelito, que se destacou na campanha da repescagem.
- Artilheiros em destaque:
- Lionel Messi (Argentina): 8 gols.
- Miguelito (Bolívia): 7 gols.
- Luis Díaz (Colômbia): 7 gols.
- Enner Valencia (Equador): 6 gols.
- Raphinha (Brasil): 5 gols.
Venezuela e Peru: decepções na reta final
A Venezuela, que chegou à última rodada com chances de alcançar a repescagem, não resistiu à Colômbia e sofreu uma derrota por 6 a 3 no Monumental de Maturín. Com 18 pontos, a seleção venezuelana ficou a um ponto da Bolívia, encerrando a campanha na oitava posição. Apesar do bom desempenho em alguns momentos, a Vinotinto segue como a única seleção sul-americana sem participações em Copas do Mundo.
O Peru, com apenas 12 pontos, teve uma campanha decepcionante, terminando em nono. A derrota para o Paraguai na última rodada selou a eliminação, e a seleção peruana, que esteve no Mundial de 2018, não conseguiu repetir o sucesso. O Chile, lanterna com 10 pontos, também ficou fora, com uma campanha marcada por poucos gols e derrotas em momentos-chave.
O que vem pela frente na repescagem
A repescagem de março de 2026 será um teste crucial para a Bolívia. Além da Nova Caledônia, já confirmada, as vagas da África, Ásia e América do Norte ainda estão indefinidas. Os jogos, disputados em campos neutros nos países-sede, servirão como evento-teste para a Copa. A Bolívia, com sua experiência em jogos de altitude, precisará se adaptar a condições diferentes para buscar uma das duas vagas disponíveis.
A Copa do Mundo de 2026, com 48 seleções, promete ser a mais inclusiva da história, e a repescagem será a última chance para seleções como a Bolívia escreverem seus nomes no torneio. A expectativa é de confrontos equilibrados, com a Bolívia enfrentando adversários que podem incluir seleções como Honduras, Tunísia ou Jordânia, dependendo dos resultados das eliminatórias em outros continentes.
