Fluminense e Bahia se enfrentam nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, às 19h no horário de Brasília, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O Tricolor carioca precisa reverter a derrota por 1 a 0 sofrida na partida de ida, disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador, onde Luciano Juba marcou o gol da vitória baiana nos minutos finais, garantindo vantagem ao Esquadrão de Aço. Renato Gaúcho comanda o Fluminense, que busca avançar à semifinal pela primeira vez desde 2022, enquanto Rogério Ceni orienta o Bahia em sua terceira participação consecutiva nas quartas, sonhando com uma classificação inédita. A transmissão ocorre pelo Premiere e SporTV, com arbitragem de Matheus Delgado Candançan, de São Paulo, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back, e VAR sob Caio Max Augusto Vieira, de Goiás. O confronto promete intensidade, com o Fluminense apostando no apoio da torcida para pressionar desde o início, e o Bahia explorando contra-ataques para segurar o resultado. Desfalques como Samuel Xavier no Flu e vários no Bahia adicionam camadas táticas ao duelo, que pode ir aos pênaltis caso o placar termine empatado no agregado.
O Fluminense chega ao jogo após um empate sem gols contra o Santos pelo Brasileirão, em partida disputada no final de agosto, antes da Data Fifa, somando três jogos sem vitória na temporada. A equipe carioca eliminou Águia de Marabá, Caxias e Aparecidense nas fases anteriores da Copa do Brasil, demonstrando solidez em mata-matas, mas a pressão aumenta com a necessidade de pelo menos dois gols de diferença para classificação direta.
- O Bahia, por sua vez, conquistou o título da Copa do Nordeste durante a pausa internacional, goleando o Confiança por 9 a 1 no agregado, o que eleva a confiança do elenco.
- No Brasileirão, o time baiano ocupa a quarta posição com 36 pontos, mostrando consistência defensiva e ofensiva.
- O gol de Juba na ida veio após assistência de Jean Lucas, destacando a importância do meio-campo na estratégia de Ceni.
A preparação do Fluminense focou em treinos táticos para explorar as laterais, com Guga substituindo o lesionado Samuel Xavier na direita da defesa. Thiago Silva, recuperado, retorna como líder na zaga, enquanto o ataque depende de Canobbio e Everaldo para criar chances.
Formações táticas e titulares
A escalação confirmada do Fluminense adota o esquema 4-3-3, priorizando posse de bola e pressão alta no Maracanã, onde o time não perde para o Bahia desde 2011. Fábio defende o gol, com Guga na lateral-direita, Thiago Silva e Freytes na zaga central, e Renê pela esquerda. No meio-campo, Hércules e Martinelli formam a base defensiva, com Nonato atuando como armador. Agustín Canobbio, Everaldo e Kevin Serna completam o ataque, buscando velocidade pelas pontas. Renato Gaúcho optou por preservar jogadores durante a Data Fifa, mas agora usa força máxima para a decisão.
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O Bahia responde com um 4-2-3-1 equilibrado, visando conter o ímpeto carioca e explorar transições rápidas. Ronaldo Strada no gol, Gilberto e David Duarte na defesa central, com Santiago Ramos e Luciano Juba nas laterais. Nicolás Acevedo e Jean Lucas ancoram o meio, Everton Ribeiro cria jogadas, e Cauly pela direita. Willian José, com 12 gols na temporada, lidera o ataque, apoiado por Kayky. Rogério Ceni ajustou a equipe após o título regional, integrando reforços como o goleiro João Paulo, mas manteve a base vencedora da ida.
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Essas formações refletem as necessidades de cada time: o Fluminense avança linhas para forçar erros, enquanto o Bahia compacta o setor defensivo, com média de 1,2 gols sofridos por jogo na competição.
O histórico entre os clubes soma 58 partidas, com 26 vitórias do Fluminense, 14 do Bahia e 18 empates, totalizando 78 gols cariocas contra 52 baianos. Nos últimos cinco duelos, o equilíbrio prevalece, com três triunfos baianos, incluindo o da ida, e um empate eletrizante por 3 a 3 no Brasileirão deste ano. No Maracanã, o Flu mantém invencibilidade recente contra o adversário, sofrendo apenas um gol em cinco jogos, o que impulsiona a torcida a lotar o estádio com mais de 60 mil ingressos vendidos.
- Em 2025, os times se enfrentaram três vezes, com dois empates e uma vitória baiana.
- O Bahia tem oito jogos invicto no geral, incluindo a conquista nordestina.
- O Fluminense marca em nove dos últimos dez jogos como mandante, com média de 1,5 gols.
A arbitragem paulista, comandada por Candançan, apitou o empate por 1 a 1 entre Fluminense e Vitória no Maracanã, em duelo marcado por polêmicas com o VAR, incluindo um pênalti revisado. Para esta partida, a equipe prioriza fluidez nas decisões, com auxiliares experientes em mata-matas.
Desfalques e ajustes no elenco
O Fluminense lida com a ausência de Samuel Xavier, lesionado na coxa desde a ida, forçando Guga a improvisar na lateral-direita, posição onde o time concede mais espaços. Soteldo, convocado pela Venezuela, também fica fora, limitando opções no ataque. Pendurados como Canobbio e Nonato demandam cautela, mas o elenco completo permite rotações, com Thiago Silva de volta após recuperação muscular, fortalecendo a defesa que sofreu apenas dois gols nas oitavas.
No Bahia, os desfalques acumulam: Ademir e Erick Pulga por lesões, Caio Alexandre, Erick, Kanu e Ruan Pablo em transição física, além de Luiz Gustavo, inelegível por ter atuado pelo Vasco na terceira fase. Santi Arias, convocado pela Colômbia, e Lucho Rodríguez, negociado para a Arábia Saudita, completam as baixas. Rogério Ceni conta com o retorno de Jean Lucas, que estreou pela Seleção Brasileira contra a Bolívia e chega ao Rio para reforçar o meio-campo, mas sua condição física é dúvida após o voo longo fornecido pela CBF.
Esses ajustes forçam criatividade: o Fluminense ganha solidez com veteranos, enquanto o Bahia depende de reservas como Mateo Sanabria e João Paulo para manter o equilíbrio.
A preparação incluiu treinos específicos de finalizações e pênaltis para o Bahia, prevendo possível disputa na marca da cal, e coletivos táticos para o Fluminense, focando em cruzamentos para Everaldo. A Data Fifa interrompeu sequências, mas o título nordestino do Bahia, com goleadas de 4 a 1 e 5 a 0 sobre o Confiança, mantém o moral alto, contrastando com os três jogos sem vencer do Flu.
- Jean Lucas, com assistência no gol da ida, pode ser o diferencial no meio baiano.
- Thiago Silva, com 40 anos, lidera a zaga flu-minense em sua 10ª partida na Copa do Brasil.
- Willian José busca consolidar titularidade com 11 gols em 2025.
O Maracanã, palco de clássicos memoráveis, recebe cerca de 60 mil torcedores, com ingressos esgotados nos setores sul e leste inferior, onde sócios Arquiba têm prioridade gratuita. A venda para não-sócios e visitantes encerrou no domingo, com preços variando de R$ 15 a R$ 90, e biometria facial obrigatória no acesso.
Estratégias e destaques individuais
Renato Gaúcho planeja uma postura ofensiva desde o apito inicial, com Nonato recuando para ajudar na marcação e Canobbio explorando a velocidade contra Juba. O Fluminense tem média de 4,1 escanteios por jogo em casa, ferramenta para pressionar a defesa baiana, que cedeu sete gols nas últimas cinco partidas fora. Fábio, com 44 anos, é pilar na meta, salvando 78% dos chutes a gol na competição.
Rogério Ceni adota bloco médio para o Bahia, com Acevedo e Jean Lucas protegendo a zaga, e Everton Ribeiro, com visão de jogo apurada, alimentando Willian José nos contra-ataques. O time baiano marcou em 100 jogos na temporada, mostrando eficiência, mas sofre com transições lentas sem Arias. Kayky, pela ponta, pode desequilibrar com dribles, como nos 12 gols assistidos no ano.
O confronto testa resistências: o Fluminense precisa de intensidade para virar, enquanto o Bahia aposta em solidez para inédita semifinal, valendo R$ 9,9 milhões em premiação.
O jogo marca o 319º do Fluminense na Copa do Brasil, contra o sexto do Bahia, reforçando o peso histórico. Com o Brasileirão em pausa, o foco total nas copas eleva a importância, especialmente para o Flu, nono colocado na Série A.
