sexta-feira, 6 março, 2026
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Arquibancada em chamas e tensão no Nilton Santos: Botafogo x Vasco vão aos pênaltis na Copa do Brasil

fogo nilton santos

O estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, foi palco de um clássico eletrizante entre Botafogo e Vasco, nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, às 21h30, pela Copa do Brasil. O jogo de volta das quartas de final terminou empatado em 1 a 1, levando a decisão da vaga na semifinal para os pênaltis, após um confronto marcado por lances intensos, falhas defensivas e pressão das duas equipes. A torcida alvinegra, em festa, causou um pequeno incêndio na arquibancada, enquanto o jogo pegava fogo dentro de campo. A partida, que teve momentos de domínio alternado, reflete a rivalidade histórica e a busca de ambos os times por um título na temporada. O empate mantém a disputa aberta, com a definição agora dependendo da precisão nas cobranças de penalidades.

A noite começou com um susto fora de campo: antes do jogo, uma briga entre torcedores na Zona Norte do Rio resultou em uma morte e um baleado, próximo à estação de trem de Oswaldo Cruz. Dentro do estádio, a atmosfera era de festa, com fogos e luzes, mas a tensão do confronto prevaleceu. O jogo de ida, há duas semanas, também terminou em 1 a 1, o que tornou o duelo no Engenhão ainda mais decisivo.

O Botafogo, comandado por Davide Ancelotti, entrou em campo buscando aproveitar o apoio da torcida e a boa fase após a vitória por 4 a 1 sobre o Bragantino. Já o Vasco, sob o comando de Fernando Diniz, via na Copa do Brasil a chance de salvar a temporada, após eliminações na Copa Sul-Americana e uma campanha irregular no Brasileirão.

  • Momentos-chave do primeiro tempo: O Botafogo começou pressionando, enquanto o Vasco abriu o placar com Nuno Moreira, aproveitando falha de Neto.
  • Reação alvinegra: Alex Telles empatou de pênalti, reacendendo a torcida.
  • Segundo tempo frenético: Ambas as equipes criaram chances, com Coutinho e Matheus Martins desperdiçando oportunidades claras.
  • Decisão iminente: Com o empate, os pênaltis definirão quem enfrentará o Fluminense na semifinal.

Primeiro tempo: pressão, gol e empate

O jogo começou com o Botafogo dominando a posse de bola e pressionando a saída vascaína. Aos 6 minutos, Alex Telles cobrou escanteio, e Barboza cabeceou forte, obrigando Léo Jardim a fazer uma defesa espetacular. A pressão alvinegra, porém, foi abalada aos 11 minutos, quando Tchê Tchê sentiu dores na coxa esquerda e foi substituído por Mateus Carvalho, uma perda significativa para o meio-campo. O Vasco, que até então encontrava dificuldades para sair da defesa, começou a equilibrar as ações.

Aos 20 minutos, o Vasco abriu o placar. Coutinho cobrou falta com precisão no ângulo, Neto falhou ao espalmar para a trave, e Nuno Moreira, atento, cabeceou na sobra para fazer 1 a 0. O gol mudou o panorama, com o Vasco ganhando confiança e o Botafogo intensificando a busca pelo empate. Aos 40 minutos, a reação veio: Santi Rodríguez lançou Joaquín Correa, que foi derrubado por Léo Jardim na área. Pênalti marcado. Alex Telles cobrou rasteiro, no canto, e igualou o placar. Nos minutos finais, o Botafogo quase virou com uma cabeçada de Arthur Cabral e um chute de longe de Mateo Ponte, mas ambos saíram por pouco.

Segundo tempo: chances perdidas e equilíbrio

O segundo tempo trouxe ainda mais emoção. O Vasco voltou com Puma Rodríguez improvisado na lateral esquerda, após lesão de Lucas Piton no intervalo. O Botafogo manteve a pressão inicial, e, aos 9 minutos, Mateo Ponte desperdiçou chance clara após erro de Lucas Freitas, finalizando fraco nas mãos de Léo Jardim. O Vasco respondeu aos 14 minutos, com Coutinho protagonizando um lance brilhante: driblou dois marcadores, mas chutou por cima do gol. Aos 17 minutos, outra chance inacreditável foi perdida pelo Vasco, quando Coutinho, livre na área, finalizou para fora após passe de Paulo Henrique.

O Botafogo não ficou atrás. Aos 21 minutos, Savarino, em contra-ataque, chutou cruzado, mas Léo Jardim defendeu. Aos 24 minutos, Barboza cabeceou com perigo, mas a bola passou perto. O Vasco, por sua vez, intensificou a pressão nos minutos finais, com Rayan e Vegetti criando chances, mas sem sucesso. A partida seguiu aberta, com as duas equipes alternando momentos de domínio e erros defensivos, até o apito final aos 49 minutos, quando o empate persistiu, levando a decisão para os pênaltis.

  • Principais substituições: Savarino e Matheus Martins entraram no Botafogo, enquanto Matheus França e David reforçaram o Vasco.
  • Defesas decisivas: Léo Jardim e Neto salvaram suas equipes em momentos cruciais.
  • Improviso tático: Puma Rodríguez na lateral esquerda do Vasco trouxe dinamismo, mas também riscos.

Linha do tempo: momentos decisivos do jogo

O clássico foi marcado por lances que mantiveram a torcida na ponta da cadeira. Aqui estão os principais momentos da partida até os 53 minutos do segundo tempo:

  • 6’ 1T: Barboza cabeceia após escanteio de Telles, mas Léo Jardim faz grande defesa.
  • 20’ 1T: Nuno Moreira abre o placar para o Vasco após falha de Neto em cobrança de falta de Coutinho.
  • 42’ 1T: Alex Telles empata de pênalti após falta de Léo Jardim em Correa.
  • 17’ 2T: Coutinho desperdiça chance clara, chutando para fora após driblar Telles.
  • 24’ 2T: Barboza cabeceia com perigo, mas a bola sai por pouco, mantendo o empate.

Atmosfera e incidentes fora de campo

A torcida do Botafogo transformou o Nilton Santos em um caldeirão, com uma grande festa de luzes e fogos antes do jogo. No entanto, a empolgação gerou um pequeno incêndio na arquibancada, rapidamente controlado. Fora do estádio, o clima foi de tensão: uma briga entre torcedores organizados na Zona Norte do Rio, próximo à estação de Oswaldo Cruz, terminou com uma morte e um baleado, segundo registros policiais. O incidente reforça a necessidade de medidas para conter a violência no futebol, um problema recorrente em clássicos cariocas.

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, marcou presença e interagiu com a torcida, enquanto Fernando Diniz, técnico do Vasco, recebeu cartão amarelo por reclamações ainda no primeiro tempo. A rivalidade entre Vegetti e Barboza, amigos fora de campo, também foi destaque, com duelos intensos dentro das quatro linhas.

Estratégias táticas e destaques individuais

O Botafogo apostou em um jogo de pressão alta, buscando erros na saída de bola do Vasco, especialmente no primeiro tempo. A entrada de Savarino e Matheus Martins no segundo tempo trouxe velocidade, mas faltou precisão nas finalizações. O Vasco, por outro lado, explorou as jogadas individuais de Coutinho e a presença de área de Vegetti, mas pecou nas conclusões. Léo Jardim e Neto foram fundamentais, com defesas que evitaram gols certos.

  • Botafogo: Pressão inicial, com Telles e Barboza como protagonistas, mas falhas na transição defensiva.
  • Vasco: Crescimento após o gol, com Coutinho e Paulo Henrique como destaques, mas dificuldade nas finalizações.
  • Fator torcida: O apoio no Nilton Santos foi crucial, mas incidentes fora de campo ofuscaram a festa.

O que está em jogo nos pênaltis

Com o empate em 1 a 1, a decisão da vaga na semifinal da Copa do Brasil será nos pênaltis. O vencedor enfrentará o Fluminense, que eliminou o Bahia na quarta-feira. Para o Botafogo, a classificação representaria um passo importante rumo ao título, visto como a principal chance de conquista em 2025. Para o Vasco, a vaga seria um alívio em uma temporada marcada por frustrações, além de um impulso para o restante do Brasileirão, onde o time ocupa a 15ª posição.

A disputa de pênaltis promete ser um teste de nervos para ambas as equipes. Jogadores como Alex Telles, com experiência em cobranças, e Léo Jardim, com defesas decisivas, serão peças-chave. A torcida, apesar do susto com o incêndio, deve manter a pressão no Engenhão, enquanto os técnicos preparam suas equipes para o momento decisivo.

Números e curiosidades do confronto

O clássico foi equilibrado em estatísticas, refletindo a intensidade em campo:

  • Finalizações: Botafogo com média de 4,8 por jogo na Copa do Brasil; Vasco com 7,5.
  • Escanteios: Botafogo com 5,2 de média; Vasco com 3,8.
  • Cartões amarelos: Vasco com média de 1,3; Botafogo com 2,3.
  • Expulsões: Vasco com 1 na competição; Botafogo com 0.
  • Duelo de amigos: Vegetti e Barboza, apesar da amizade, protagonizaram disputas acirradas.

O confronto também destacou a importância de Léo Jardim, que fez pelo menos três defesas cruciais, e a versatilidade de Puma Rodríguez, que, mesmo improvisado, criou jogadas perigosas. A rivalidade, acirrada dentro e fora de campo, reforça a relevância do clássico para o futebol carioca.

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