sexta-feira, 6 março, 2026
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Expulsão de Zé Ivaldo irrita Vojvoda e zagueiro perde espaço no Santos após empate com Atlético-MG

Zé Ivaldo

Juan Pablo Vojvoda, técnico do Santos, demonstrou clara insatisfação com a conduta do zagueiro Zé Ivaldo logo após o empate em 1 a 1 contra o Atlético-MG, disputado no domingo (14) na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 23ª rodada do Brasileirão Betano. A partida, que deixou o Peixe com apenas 23 pontos na 15ª posição, a um ponto da zona de rebaixamento, foi marcada por uma expulsão precoce do defensor aos 10 minutos do segundo tempo, após falta em Hulk que rendeu o segundo cartão amarelo. O incidente comprometeu o desempenho coletivo da equipe, forçando ajustes táticos imediatos e expondo fragilidades defensivas em um momento crítico da temporada. Vojvoda, que assumiu o comando recentemente, destacou em entrevista coletiva o impacto negativo da atitude impulsiva do jogador, sinalizando que Zé Ivaldo será rebaixado na hierarquia de opções para a sequência dos jogos, priorizando atletas mais disciplinados e confiáveis. Essa decisão surge em meio a uma sequência irregular do Santos, que busca se distanciar do Z-4 com um clássico contra o São Paulo marcado para o domingo (21), às 20h30, na Vila Belmiro. A medida reflete não apenas o erro individual, mas um alerta geral da comissão técnica para comportamentos que possam minar o espírito de equipe em um ano de reconstrução financeira e esportiva.

Além da expulsão, o confronto teve contornos dramáticos, com um pênalti não marcado em Neymar aos 6 minutos do primeiro tempo, após entrada de Gustavo Scarpa na área, e a lesão do goleiro Gabriel Brazão, que saiu de ambulância após choque com Igor Gomes, apresentando inchaço na cabeça e necessitando de exames hospitalares. Esses elementos somaram-se para criar um cenário de tensão nos bastidores, onde a comissão técnica enfatizou a necessidade de maior maturidade para evitar prejuízos em partidas decisivas. O jogo começou equilibrado, com o Santos controlando a posse de bola nos minutos iniciais e criando as primeiras chances ofensivas. Neymar, apesar de um susto com torção no tornozelo logo aos 5 minutos, liderou as investidas pela esquerda, mas furou uma finalização clara dentro da área. Do outro lado, o Atlético-MG apostava em contra-ataques rápidos com Hulk e Tomás Cuello, mas esbarrava na marcação compacta montada por Vojvoda. A superioridade santista no primeiro tempo, com 58% de posse e três finalizações perigosas, contrastou com o placar zerado no intervalo, o que já gerava otimismo no banco de reservas.

  • Neymar teve duas oportunidades claras, incluindo um chute fraco defendido por Everson.
  • Zé Rafael se destacou no meio-campo, recuperando bolas e distribuindo passes precisos.
  • A defesa santista neutralizou as investidas de Scarpa, mantendo o equilíbrio.

Vojvoda cobrou no vestiário a manutenção da intensidade, prevendo que o ritmo poderia render os três pontos.

Momento decisivo da expulsão

A virada negativa veio logo no reinício da etapa complementar, quando Zé Ivaldo, já advertido no primeiro tempo por falta em Hulk, cometeu nova infração no atacante mineiro, resultando na exclusão direta. O lance, aos 10 minutos, deixou o Santos com 10 jogadores por 80 minutos, alterando completamente o planejamento tático e expondo o time a uma pressão constante do Galo.

O treinador argentino admitiu em coletiva que a punição foi “correta”, mas lamentou a falta de controle emocional do zagueiro, que já acumulava críticas da torcida por atuações irregulares em jogos anteriores. Essa impulsividade, segundo fontes próximas à comissão, foi o estopim para a perda de confiança, com Vojvoda optando por uma conversa franca no vestiário pós-jogo, onde reforçou a importância da disciplina coletiva.

O impacto imediato se viu na desorganização defensiva, com Luan Peres sobrecarregado na marcação de centroavantes adversários. Apesar disso, o Santos resistiu até os 15 minutos, quando Igor Gomes abriu o placar para o Atlético-MG, aproveitando passe de Scarpa em contra-ataque.

  • Segundo cartão de Zé Ivaldo veio por falta dura em Hulk, longe da área.
  • Expulsão forçou entrada de Adonís Frías, alterando o equilíbrio no miolo.
  • Torcida mineira vaiou o defensor, ampliando o desgaste psicológico.

A sequência demandou substituições rápidas de Vojvoda, que preservou a estrutura ofensiva mesmo em desvantagem numérica.

Sustos e polêmicas na arbitragem

O confronto ganhou contornos de thriller com incidentes que saíram do script. Aos 23 minutos do segundo tempo, Gabriel Brazão sofreu uma joelhada acidental de Igor Gomes em dividida, resultando em inchaço na cabeça e saída em maca para o hospital. O goleiro reserva Diógenes assumiu e se destacou com defesas cruciais nos acréscimos de 16 minutos.

Antes disso, o pênalti não marcado em Neymar gerou revolta generalizada. Aos 6 minutos iniciais, o camisa 10 finalizou após domínio na área e foi atingido por carrinho tardio de Scarpa, mas o árbitro Bruno Arleu de Araújo ignorou o lance, e o VAR não interveio, apesar de imagens claras mostrando contato.

Comentaristas apontaram o erro como determinante, pois poderia ter mudado o rumo da partida ainda no primeiro tempo. Vojvoda, contido na coletiva, limitou-se a dizer que “o futebol tem injustiças, mas o foco deve ser na reação da equipe”.

O técnico elogiou o espírito demonstrado pelos jogadores, especialmente os estreantes Lautaro Díaz e Victor Hugo, que entraram no segundo tempo e trouxeram fôlego ao ataque desgastado.

Reação do elenco e ajustes táticos

Com o time reduzido, Vojvoda optou por uma postura mais reativa, compactando as linhas e priorizando transições rápidas. A estratégia funcionou parcialmente, com Zé Rafael e João Schmidt recuperando bolas no meio e lançando para os lados.

Aos 35 minutos, as mudanças ofensivas trouxeram alívio: Tiquinho Soares, que entrara no lugar de Lautaro Díaz, quase marcou em cobrança de falta defendida por Everson. Três minutos depois, veio o empate: Lyanco derrubou Tiquinho na área em lançamento longo, e o atacante converteu o pênalti com frieza, deslocando o goleiro mineiro.

O gol reacendeu o ânimo santista, mas o Atlético-MG pressionou nos acréscimos, com escanteios seguidos parados por Diógenes. O ponto conquistado fora de casa, segundo o treinador, reflete resiliência, mas não mascara os erros individuais que custaram caro.

Neymar, substituído aos 35 do segundo tempo após atuação discreta, recebeu vaias da torcida local, mas Vojvoda defendeu o craque, prevendo seu retorno em alto nível para o clássico.

  • Diógenes evitou o pior com três defesas nos minutos finais.
  • Tiquinho Soares marcou seu quarto gol no Brasileirão, assumindo artilharia do time.
  • Victor Hugo, em estreia, mostrou compromisso tático elogiado pelo técnico.

A comissão técnica agora analisa vídeos para corrigir falhas, com ênfase na maturidade defensiva.

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Histórico de Zé Ivaldo no Peixe

Zé Ivaldo, contratado pelo Santos em 2023 vindo do Ceará, acumulou 45 jogos pelo clube até o momento, com dois gols marcados, mas sua trajetória é marcada por altos e baixos. Reintegrado por Vojvoda após um mês afastado por questões disciplinares, o zagueiro de 30 anos voltou como titular contra o Fluminense na rodada anterior, mostrando bom jogo aéreo e velocidade.

No entanto, a torcida cobra consistência, especialmente após erros em duelos contra times fortes. Sua impulsividade já rendeu três expulsões na carreira pelo Peixe, e o episódio contra o Galo parece ter esgotado a paciência do treinador, que prioriza atletas com “inteligência emocional”, como ele mesmo definiu em coletiva recente.

O defensor, natural de São Luís (MA), tem contrato até dezembro de 2025 e salário de R$ 150 mil mensais, mas agora enfrenta concorrência de Luan Peres e Adonís Frías na posição. Fontes indicam que ele treinará em separado na semana, visando reconquista de espaço, mas o técnico sinaliza preferência por opções mais seguras na defesa.

Preparação para o clássico contra São Paulo

O Santos retorna aos treinos na terça-feira (16), no CT Rei Pelé, com foco na recuperação física dos atletas envolvidos no desgastante duelo em Minas Gerais. Vojvoda planeja reforçar o condicionamento aeróbico, visando suportar os 90 minutos intensos do clássico na Vila Belmiro.

O confronto contra o São Paulo, vice-líder com 42 pontos, representa oportunidade de alívio na tabela, mas exige cautela: o Tricolor vem de vitória sobre o Botafogo e aposta em Luciano e Calleri no ataque. O Peixe, por sua vez, conta com o retorno de Neymar em plenas condições e possível escalação de Thaciano no meio.

A torcida santista, mobilizada pelas redes, cobra punição interna a Zé Ivaldo, mas apoia o projeto de Vojvoda, que acumula dois empates em dois jogos no comando. O treinador argentino, conhecido por passagens bem-sucedidas no Fortaleza e no Athletico-PR, aposta em um elenco jovem misturado a veteranos para inverter a maré.

  • Clássico ocorre às 20h30 de 21 de setembro, com ingressos a partir de R$ 80.
  • São Paulo tem histórico favorável, com 12 vitórias em 30 confrontos recentes.
  • Vojvoda estuda variações táticas, como 4-3-3 mais ofensivo em casa.

A semana promete ser de intensidade nos treinos, com ênfase em bolas paradas, onde o Santos sofreu o gol de Igor Gomes.

Bastidores da SAF e reforços recentes

Enquanto o foco esportivo domina, os bastidores fervem com avanços na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santos. O clube atraiu interesse de cinco grupos empresariais, incluindo fundos de investimento estrangeiros, e o presidente Marcelo Teixeira pressiona por agilidade na negociação, visando injeção de recursos antes do fim do ano.

Esses movimentos financiam contratações pontuais, como as estreias de Lautaro Díaz e Victor Hugo contra o Galo, aprovadas pelo técnico. Vojvoda, em sua gestão inicial, já implementa rodízio para preservar lesões, como a de Brazão, cujo quadro é estável e deve retornar em duas semanas.

O Peixe, com dívida herdada de gestões passadas, usa o Brasileirão como vitrine para atrair mais investidores, priorizando sustentabilidade. Alison, ex-meio-campista santista, foi notícia por agressão sofrida por torcedores do Londrina em jogo recente, destacando riscos da profissão.

Desafios defensivos na sequência

A defesa do Santos, com média de 1,8 gol sofrido por partida em 2025, enfrenta testes duros nas próximas rodadas. Após o clássico, o time encara o Palmeiras fora e o Flamengo em casa, jogos que demandam solidez.

Vojvoda identifica a impulsividade como calcanhar de Aquiles, citando Zé Ivaldo como exemplo, e planeja workshops psicológicos com o preparador mental para o elenco. Luan Peres, capitão, assume liderança na zaga, enquanto jovens da base, como João Schmidt, ganham minutos.

O treinador valoriza o ponto em BH como “sinal de evolução”, mas cobra correções para evitar repetições. Com 11 rodadas restantes, o Santos mira pelo menos 15 pontos para escapar do Z-4, dependendo de rivais diretos.

  • Neymar precisa de mais precisão nas finalizações para deslanchar.
  • Diógenes surge como opção confiável no gol reserva.
  • Schmidt e Zé Rafael formam dupla promissora no meio.

A sequência define não só a permanência na Série A, mas o legado inicial de Vojvoda no clube.

FALANDO NISSO
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