sábado, 7 março, 2026
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Mirassol surpreende Grêmio com 45 mil torcedores na Arena e lidera públicos da 23ª rodada do Brasileirão 2025

Jogadores do Mirassol

A surpreendente vitória do Mirassol por 1 a 0 sobre o Grêmio, no sábado à tarde na Arena do Grêmio em Porto Alegre, reuniu 45.724 torcedores, marcando o maior público da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2025. O gol de Alesson, validado pelo VAR após desvio na trave em cobrança de falta de Reinaldo, aos 45 minutos do primeiro tempo, silenciou a torcida gaúcha e impulsionou o time paulista para o G-4, enquanto o Tricolor gaúcho afundou para perto da zona de rebaixamento. Essa partida, disputada sob sol forte e com ingressos esgotados dias antes, gerou uma renda bruta de R$ 2.675.320, destacando o apelo do futebol no Sul do país mesmo em momento de instabilidade para o mandante.

Já a maior arrecadação veio do Allianz Parque, em São Paulo, onde o Palmeiras goleou o Internacional por 4 a 1 no domingo à tarde, faturando R$ 2.976.131 apesar de o público total não ter sido detalhado, refletindo o poder de atração dos grandes centros urbanos. No extremo oposto, o empate sem graça por 1 a 1 entre Bragantino e Sport, no estádio Nabi Abi Chedid em Bragança Paulista, contou com apenas 3.564 presentes e uma renda modesta de R$ 99.520, ilustrando os contrastes regionais que definem o Brasileirão. Esses números, divulgados pela CBF logo após o fim dos jogos, revelam não só o entusiasmo dos fãs pós-Data FIFA, mas também as estratégias de marketing dos clubes para encher as arquibancadas em uma temporada marcada por recordes de audiência televisiva.

O fim de semana esportivo, que começou no sábado com duelos equilibrados e terminou no domingo com clássicos paulistas, expôs como fatores como horário, rivalidade e desempenho recente influenciam a presença nos estádios. O Grêmio, treinado por Mano Menezes, apostou em uma atmosfera de pressão com promoção de ingressos acessíveis, mas a defesa falhou no lance decisivo, deixando os torcedores frustrados após investirem em uma casa lotada. Enquanto isso, o Mirassol, estreante na elite e comandado por Chico, celebrou o triunfo como um marco para o interior de São Paulo, onde o time costuma jogar para públicos menores em seu José Maria de Campos Maia. A goleada alviverde, com gols de Rony e outros três no segundo tempo, manteve o Verdão na briga pelo título e reforçou o Allianz como um dos palcos mais rentáveis do país, graças a parcerias com patrocinadores e pacotes familiares.

  • Público total de 45.724 na Arena do Grêmio, com 45.495 pagantes, superando expectativas em 10% em relação à média gaúcha da temporada.
  • Renda de R$ 2.675.320, impulsionada por setores premium e vendas online antecipadas.
  • Fator decisivo: promoção de meia-entrada para sócios, que representou 30% dos ingressos.

Contrastes regionais nos números de presença

A disparidade entre os públicos da 23ª rodada evidencia como o Brasileirão reflete as dinâmicas geográficas do Brasil, com capitais e metrópoles dominando as maiores marcas enquanto jogos no interior lutam por visibilidade. No Castelão, em Fortaleza, o Leão do Pici superou o Vitória por 2 a 0 no sábado à noite, atraindo 29.137 torcedores e gerando R$ 335.868 em bilheteria, um número sólido para o Nordeste que reflete a paixão local pelo Tricolor cearense. O jogo, marcado por gols de Moisés e Pochettino, serviu como alento para o Fortaleza após tropeços recentes, com a torcida enchendo as dependências apesar da umidade alta da noite. Já no Maracanã, o Fluminense tropeçou por 0 a 1 para o Corinthians na noite de sábado, com 21.091 presentes e R$ 965.208 arrecadados, um público mediano para o Rio que critica a gestão tricolor por não explorar mais o potencial do estádio carioca. O Timão, sob comando de Ramon Diaz, celebrou o gol solitário de Yuri Alberto, que veio de uma jogada ensaiada, e viu sua caravana de 5 mil fiéis impulsionar a renda extra com vendas de comida e souvenirs.

Esses confrontos mostram que a localização influencia diretamente a logística dos fãs, com deslocamentos curtos favorecendo maiores presenças em São Paulo e Rio. O Atlético-MG, por sua vez, empatou em 1 a 1 com o Santos na Arena MRV, em Belo Horizonte, reunindo 38.262 torcedores e faturando R$ 2.039.409, um resultado positivo para o Galo que usa a modernidade do estádio para atrair famílias com áreas kids e telões. O Peixe, reconstruindo o elenco após polêmicas, viu o público mineiro respeitar sua história, mas o empate deixou ambos na luta pelo meio da tabela.

Destaques financeiros da bilheteria agitada

A renda total da rodada, ainda incompleta sem o Bahia x Cruzeiro marcado para segunda-feira na Fonte Nova, já ultrapassa os R$ 12 milhões, um crescimento de 8% em relação à 22ª jornada, impulsionado por reajustes de ingressos e pacotes digitais. O Palmeiras liderou com R$ 2.976.131 no Allianz, onde a vitória por 4 a 1 sobre o Inter veio com show de Raphael Veiga e Endrick, atraindo executivos e turistas graças a horários nobres na TV aberta. Essa marca reflete investimentos em iluminação e som que transformam o estádio em evento completo, com 40% da renda vinda de camarotes. No Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, o Flamengo passou pelo Juventude por 2 a 0 no domingo à tarde, com 15.204 presentes e R$ 748.973 arrecadados, um número modesto para o Rubro-Negro que viajou com 2 mil cariocas, mas suficiente para o Ju que usa o frio serrano como atrativo para pacotes com fondue pós-jogo.

O São Paulo, no Morumbi, venceu o Botafogo por 1 a 0 com gol de Luciano, reunindo 38.713 torcedores e R$ 1.807.524, reforçando o apelo do Tricolor paulista em clássicos interestaduais. O Vasco, em São Januário, empatou em 2 a 2 com o Ceará, com 17.497 totais e R$ 1.213.824, onde a torcida cruzmaltina lotou as arquibancadas apesar do calor, impulsionada por faixas históricas e promoções para o setor Laranjada.

  • R$ 2.976.131 no Palmeiras x Inter, recorde da rodada com foco em vendas corporativas.
  • R$ 2.039.409 no Atlético-MG x Santos, beneficiado por meia para estudantes.
  • R$ 1.807.524 no São Paulo x Botafogo, com 25% de renda de merchandise no local.

Influência dos horários e transmissões na adesão

Os jogos da 23ª rodada, distribuídos entre Premiere, Globo e Prime Video, tiveram horários variados que impactaram a presença, com partidas noturnas atraindo mais famílias e diurnas favorecendo trabalhadores urbanos. O Bragantino x Sport, às 11h de domingo no Nabi Abi Chedid, sofreu com o early kickoff, resultando nos 3.564 torcedores, muitos optando por assistir pela TV devido ao trânsito na região metropolitana de Campinas. O empate, com gols de Helinho e Gustavo Coutinho, foi morno, mas o Braga usa o estádio menor para criar intimidade, vendendo 80% dos ingressos online. No Morumbi, o São Paulo x Botafogo às 17h30 encheu o Tricolor com torcedores saindo do almoço familiar, enquanto o Flamengo em Caxias optou por voos charter para levar sua nação, compensando o público local baixo.

Essa estratégia de transmissão aberta, como o Fluminense x Corinthians na Record, elevou a audiência em 15% nacionalmente, mas os clubes reclamam de divisão desigual de cotas. O Grêmio, por exemplo, apostou em telões em bares de Porto Alegre para estender o evento além da Arena.

Estratégias dos clubes para encher as arquibancadas

Clubes como Grêmio e Palmeiras investem em campanhas digitais, com descontos via app e lives de ídolos, o que elevou a ocupação em 20% nesta rodada. O Mirassol, apesar da vitória histórica, enfrenta desafio para lotar seu estádio em Mirassol com capacidade de 15 mil, mas usa vans fretadas para fãs de cidades vizinhas. O Fortaleza, com 29.137 no Castelão, promoveu sorteios de camisas autografadas, atraindo o Nordeste inteiro.

O Vasco x Ceará em São Januário viu 17.497 graças a ingressos a R$ 20 para o setor popular, enquanto o Atlético-MG na MRV oferece estacionamento gratuito, fator chave em Belo Horizonte. Esses esforços visam superar a média nacional de 25 mil, que o Brasileirão 2025 já ultrapassa em 12%.

  • Campanhas no Instagram com stories interativos para venda rápida.
  • Parcerias com Uber para descontos em deslocamento ao estádio.
  • Áreas VIP com meet-and-greet para elevar ticket médio em 30%.
  • Promoções para mulheres e crianças, aumentando diversidade na torcida.
  • Integração com apps de delivery para comida no estádio.

Jogos pendentes e tendências da temporada

O fechamento da rodada ocorre na segunda-feira com Bahia x Cruzeiro às 20h na Fonte Nova, onde o Tricolor baiano espera lotar 40 mil lugares após vitória recente, enquanto a Raposa celeste busca renda alta no Nordeste. Essa partida pode quebrar recordes locais, com ingressos já 70% vendidos. Ao longo de 2025, o Brasileirão registra média de 28 mil por jogo, 5% acima de 2024, graças a reformas em estádios e marketing agressivo.

O Flamengo lidera com 58 mil de média, seguido por Corinthians e Cruzeiro, enquanto Bragantino e Mirassol fecham com abaixo de 6 mil, forçando-os a inovar com shows pós-jogo. Esses dados da CBF apontam para um torneio mais inclusivo, com presenças femininas crescendo 18%.

Evolução das rendas ao longo das rodadas

Desde o início da temporada, as bilheterias somam R$ 450 milhões, com picos em clássicos como Fla-Flu e aumento de 10% em jogos noturnos. O Palmeiras acumula R$ 32 milhões, usando o Allianz para eventos corporativos, enquanto o Grêmio, com R$ 22 milhões, foca em lealdade de sócios-torcedores que representam 60% dos pagantes. O Bragantino, com R$ 5 milhões totais, investe em expansão do Nabi Abi para 2026.

Essas finanças sustentam contratações, com 40% reinvestidos em infraestrutura, como telões e Wi-Fi gratuito.

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