quinta-feira, 5 março, 2026
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Champions League 2025/26: quem são os representantes brasileiros na competição

Vinicius Junior

A fase de liga da Champions League 2025/26 inicia nesta terça-feira, 16 de setembro, reunindo 36 equipes em um formato inovador que garante oito jogos por time na primeira etapa. Entre os destaques, 55 jogadores nascidos no Brasil se distribuem por 29 clubes, reforçando a tradição do país na competição europeia mais prestigiada. Esses atletas, que vão de veteranos experientes a jovens promessas, prometem influenciar os resultados desde os primeiros confrontos.

O novo modelo da UEFA elimina grupos tradicionais e adota uma liga única, onde os oito primeiros colocados avançam diretamente às oitavas de final, enquanto os times entre o nono e o 24º disputam playoffs. A final está marcada para 30 de maio de 2026, na Arena Puskás, em Budapeste, na Hungria. Essa estrutura aumenta as chances de duelos imprevisíveis, especialmente para os representantes brasileiros que enfrentam adversários variados.

A presença brasileira na competição reflete anos de exportação de talentos para o futebol europeu. Desde a janela de transferências encerrada recentemente, os elencos foram finalizados, revelando uma distribuição ampla desses jogadores. Apenas sete clubes, como Athletic Bilbao e Bayern de Munique, não contam com atletas do Brasil em seus plantéis.

  • O Real Madrid surge como um dos favoritos, com quatro brasileiros no elenco: Éder Militão na defesa, Vinícius Júnior e Rodrygo no ataque, além do jovem Endrick como centroavante.
  • O Paris Saint-Germain, atual campeão da edição anterior, mantém Marquinhos e Lucas Beraldo na zaga, duo que ergueu o troféu na goleada de 5 a 0 sobre a Inter de Milão.
  • Clubes ingleses como Chelsea e Newcastle destacam-se com múltiplos nomes, incluindo estreantes que chegam com expectativa alta.

Presença em clubes tradicionais

O Real Madrid, com 15 títulos na história da Champions League, alinha uma formação repleta de talento brasileiro que pode definir o rumo da equipe na fase inicial. Éder Militão, zagueiro titular da seleção brasileira, traz solidez à defesa merengue, enquanto Vinícius Júnior, eleito melhor jogador da final na temporada passada, continua a brilhar com velocidade e dribles. Rodrygo, versátil no ataque, contribui com gols decisivos em partidas europeias, e Endrick, contratado por mais de 60 milhões de euros, representa a nova geração pronta para estrear em alto nível.

No Paris Saint-Germain, a defesa ganha robustez com Marquinhos, capitão do time e peça fundamental na conquista do título em 2024/25. O zagueiro participou de todos os jogos da campanha vitoriosa, incluindo a final na Allianz Arena, onde o PSG dominou completamente o adversário italiano. Lucas Beraldo, parceiro de linha, emergiu como opção confiável, alternando entre a titularidade e o banco em momentos cruciais da temporada anterior.

O Barcelona conta com Raphinha como principal arma ofensiva pelo lado esquerdo. O ponta, que chegou ao clube catalão em 2022, já acumula assistências importantes em competições continentais e busca afirmar-se como líder em uma equipe que passa por reformulação. Sua velocidade e precisão nos cruzamentos complementam o estilo de jogo do time, especialmente em confrontos contra defesas fechadas.

Esses jogadores experientes formam o núcleo de times que brigam pelo topo da tabela na fase de liga. Suas atuações não só influenciam os resultados diretos, mas também elevam o nível geral dos elencos, com trocas de passes rápidos e leitura de jogo apurada.

Estreantes que chamam atenção

Vinte e cinco jogadores brasileiros enfrentam a Champions League pela primeira vez na edição 2025/26, trazendo frescor e ambição aos seus clubes. No Chelsea, três novatos se destacam: Andrey Santos, volante de marcação forte contratado do Vasco, Estêvão, ponta habilidoso de 18 anos vindo do Palmeiras, e João Pedro, centroavante versátil ex-Brighton. Esses reforços, custando juntos mais de 100 milhões de euros, visam conquistar espaço em um time inglês competitivo.

O Pafos, do Chipre, surpreende ao classificar-se para a fase de liga e leva o maior número de brasileiros ao torneio, com cinco nomes inéditos na competição. David Luiz, zagueiro de 38 anos e ex-Chelsea, lidera o grupo com sua liderança e experiência em finais europeias, apesar de não jogar a Champions desde 2018. Pedrão, outro zagueiro, Bruno Felipe na lateral direita, Jajá na ponta esquerda e Anderson Silva no ataque completam o quinteto, formando uma espinha dorsal sul-americana em um clube modesto fundado em 2014.

No Kairat Almaty, do Cazaquistão, quatro centroavantes estreantes adicionam firepower: Ricardinho, João Paulo, Edmilson e Élder Santana. Esses jogadores, vindos de ligas menores, enfrentam um calendário desafiador contra gigantes como Real Madrid e Arsenal, o que pode ser uma vitrine para carreiras futuras.

Outros estreantes incluem Lucas Rosa, lateral do Ajax, que chega para reforçar a defesa holandesa, e Guilherme Smith, ponta do Union Saint-Gilloise, da Bélgica. Sua adaptação rápida ao ritmo europeu será testada nos oito jogos iniciais.

  • Andrey Santos: Volante com visão de jogo, essencial em transições rápidas no Chelsea.
  • Estêvão: Destaque da base palmeirense, conhecido por dribles curtos e finalizações precisas.
  • Jajá: Ponta veloz do Pafos, com histórico de gols em ligas cipriotas.
  • Ricardinho: Centroavante oportunista, artilheiro em competições asiáticas.
  • Lucas Rosa: Lateral ofensivo do Ajax, com cruzamentos perigosos.
Gabriel Martinelli Arsenal
Gabriel Martinelli Arsenal – Foto: Instagram

Destaques em ligas inglesas

A Premier League contribui com vários brasileiros que já se estabeleceram como peças-chave em seus times. No Liverpool, Alisson Becker, goleiro titular da seleção, acumula mais de 50 partidas na Champions e é referência em defesas impossíveis. Sua consistência ajudou o clube a chegar às semifinais em edições recentes, com porcentagem de clean sheets acima de 40% em jogos europeus.

O Newcastle United depende de Bruno Guimarães e Joelinton no meio-campo. O volante brasileiro, capitão ocasional, lidera em desarmes e passes progressivos, enquanto Joelinton, versátil entre ataque e defesa, soma gols em confrontos decisivos. Juntos, eles formam uma dupla que equilibra o time em transições, especialmente contra adversários de posse de bola alta.

No Tottenham, Richarlison retorna à competição após conquistar a Europa League na temporada anterior. O centroavante, com dois gols em seis jogos de Champions anteriores, vive fase artilheira na liga inglesa e busca repetir o desempenho continental. Sua capacidade de finalização em área lotada o torna ameaça constante.

O Arsenal tem Gabriel Magalhães na zaga, parceiro ideal para William Saliba, e Gabriel Martinelli na ponta esquerda. O zagueiro brasileiro registra interceptações acima da média, enquanto o atacante, com velocidade explosiva, já marcou em fases eliminatórias passadas. Gabriel Jesus, centroavante, deve voltar de lesão em dezembro, adicionando profundidade ao ataque.

Esses atletas navegam pelo calendário apertado da Premier League e da Champions, mantendo forma física para os duelos europeus. Sua familiaridade com o estilo intenso da liga inglesa os prepara para os ritmos variados da fase de liga.

Contribuições em outros países europeus

Na Alemanha, Yan Couto defende o Borussia Dortmund como lateral direito, trazendo cruzamentos precisos e apoio ofensivo. Sua temporada anterior no Girona chamou atenção, com assistências em jogos de alta pressão. Arthur, no Bayer Leverkusen, atua na mesma posição e ajudou na conquista da Bundesliga, com atuações sólidas em defesas coletivas.

O PSV Eindhoven conta com Mauro Júnior na lateral esquerda, jogador que se firmou após passagem pelo Lyon. Sua velocidade em contra-ataques complementa o estilo holandês de jogo ofensivo. No Ajax, Lucas Rosa chega para disputar vaga, trazendo experiência de ligas secundárias.

Na Itália, Bremer é o pilar da defesa da Juventus, com marcação implacável e liderança em campo. No Napoli, Juan Jesus e David Neres formam dupla experiente: o zagueiro em duelos aéreos e o ponta em dribles individuais. A Inter de Milão tem Carlos Augusto na lateral e Luis Henrique no meio, ambos com passagens por clubes franceses.

O Monaco francês destaca Caio Henrique e Vanderson nas laterais, duo que equilibra defesa e ataque com trocas de posição. No Marseille, Igor Paixão atua na ponta esquerda, contribuindo com gols em transições rápidas. Esses jogadores em ligas variadas enriquecem a diversidade tática dos times.

  • Bremer: Zagueiro da Juventus, líder em tackles por jogo na Serie A.
  • David Neres: Ponta do Napoli, especialista em jogadas individuais.
  • Caio Henrique: Lateral do Monaco, com assistências em ligas europeias.
  • Mauro Júnior: Lateral do PSV, forte em duelos 1×1.
  • Luis Henrique: Meio-campista da Inter, versátil em posições centrais.

Clubes periféricos com forte representação

Times menos tradicionais surpreendem com contingentes brasileiros que podem roubar a cena. O Pafos, estreante na fase de liga após eliminar o Estrela Vermelha nos playoffs, depende inteiramente de sua colônia sul-americana. David Luiz, com três títulos de Champions pelo Chelsea, orienta os mais jovens em um grupo que enfrenta Juventus e Chelsea logo de cara. Pedrão reforça a zaga com altura e força física, enquanto Bruno Felipe garante amplitude nas laterais.

No Qarabag, do Azerbaijão, quatro brasileiros formam o miolo: Matheus Silva e Dani Bolt nas laterais, Pedro Bicalho no volante e Kady Borges no meio. Esses jogadores, vindos de mercados emergentes, buscam exposição contra equipes como Napoli e Villarreal. O clube azeri, habitual em fases qualificatórias, avança pela primeira vez à liga principal.

O Olympiacos grego tem Rodinei, lateral direito ex-Flamengo, ao lado de Gabriel Strefezza na ponta. Rodinei, com mais de 300 jogos no Brasil, estreia na Champions e traz experiência em finais sul-americanas. O Union Saint-Gilloise, da Bélgica, aposta em Guilherme Smith na ponta esquerda, jovem que se adaptou rapidamente à liga local.

O Kairat Almaty enfrenta pedreira inicial, mas seus quatro atacantes brasileiros – Ricardinho, João Paulo, Edmilson e Élder Santana – oferecem opções variadas de finalização. O Copenhague dinamarquês inclui Gabriel Pereira na zaga e Robert Vinicius na ponta, duo que equilibra defesa e contra-ataques.

Esses clubes periféricos ilustram a globalização do futebol brasileiro, com jogadores migrando para ligas menores em busca de minutos e visibilidade.

Papel dos goleiros e volantes

Goleiros brasileiros adicionam segurança aos elencos. Alisson, no Liverpool, lidera com reflexos ágeis e distribuição precisa, acumulando prêmios individuais em temporadas europeias. Luiz Júnior, estreante no Villarreal, chega como promessa após boas atuações na Championship inglesa. Kauã Santos, no Eintracht Frankfurt, é uma aposta jovem com potencial para defesas cruciais.

No meio-campo, volantes como Ederson, da Atalanta, controlam o ritmo com passes longos e recuperação de bola. Bruno Guimarães, no Newcastle, é o motor do time, com taxa de acerto de passes acima de 90%. Andrey Santos, no Chelsea, e Pedro Bicalho, no Qarabag, representam a nova leva de marcação forte e visão de jogo.

Esses posições fundamentais garantem equilíbrio, permitindo que atacantes brasileiros explorem espaços criados.

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