sábado, 7 março, 2026
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Jogo pausado: atraso de 20 minutos marca segundo tempo de Fluminense x Lanús no Maracanã pela Sul-Americana

Jogo paralisado Flumense x Lanus

O apito soou para o intervalo no Maracanã, mas o que se seguiu foi um cenário de tensão palpável. O Fluminense abria o placar por 1 a 0 contra o Lanús, com gol de Arias, equilibrando o confronto das quartas de final da Copa Sul-Americana. Cerca de 2 mil torcedores argentinos ocupavam o setor Norte, destinados aos visitantes, quando discussões internas escalaram para um confronto generalizado.

Policiais da Militar do Rio de Janeiro intervieram com escudos e spray de pimenta, enfrentando empurrões e objetos arremessados. Jogadores de ambos os times, já posicionados no gramado, observavam o tumulto que impedia o reinício. O atraso ultrapassou 20 minutos, com o árbitro Jesús Valenzuela aguardando autorização para prosseguir.

  • A briga iniciou entre facções rivais na torcida do Lanús, segundo relatos de testemunhas no local.
  • Jogadores argentinos, incluindo o atacante Castillo, aproximaram-se das grades para tentar dialogar e acalmar os ânimos.
  • Equipes médicas atenderam ao menos uma pessoa com ferimentos leves, sem confirmação de gravidade.
  • Reforços policiais isolaram o setor, evitando que o conflito se espalhasse para outras áreas do estádio.

O Maracanã, com público estimado em 45 mil, viu a maioria tricolor vibrar com a vantagem parcial. O Lanús, que venceu o jogo de ida por 1 a 0 em La Plata, precisava apenas de um empate para avançar, mas o episódio adicionou pressão extra ao time de Mauricio Pellegrino.

Jogo paralisado Flumense x Lanus
Jogo paralisado Flumense x Lanus – Foto: Reprodução SBT

Origem do tumulto no setor visitante

Agentes de segurança ergueram barreiras metálicas assim que os primeiros sinais de desordem surgiram. Torcedores frustrados com o placar adverso trocaram insultos que evoluíram para agressões físicas, com cadeiras danificadas e garrafas plásticas voando. A Polícia Militar optou por dispersão rápida, usando cassetetes em pontos isolados para conter o avanço.

Valenzuela, experiente em jogos continentais, consultou a comissão de arbitragem via rádio durante a interrupção. Técnicos Renato Gaúcho e Pellegrino mantiveram seus elencos em campo, com orientações para preservar a concentração. Gaúcho, conhecido por sua gestão de crises, incentivou o time a ignorar o barulho externo e focar na estratégia.

O episódio durou precisamente 22 minutos, com estabilização confirmada às 23h02. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que torcedores tentaram forçar as grades, mas foram repelidos sem invasão ao gramado. O estádio, reformado para eventos internacionais, registrou renda de R$ 2,8 milhões nessa noite.

Bola em jogo novamente, o Fluminense manteve a posse nos primeiros toques, com 58% de controle aos 5 minutos do segundo tempo. O Lanús respondeu com marcação alta, mas falhas na saída de bola permitiram contra-ataques tricolores. Aos 8 minutos, Canobbio cabeceou para defesa milagrosa de Losada.

Protocolos de segurança em estádios brasileiros

A mobilização incluiu 800 policiais, com ênfase em perímetros sensíveis como o setor Norte. Câmeras de alta resolução e biometria facial, implementadas desde maio, identificaram todos os ingressos vendidos para torcedores visitantes. Ônibus fretados transportaram o grupo argentino desde o aeroporto, com rotas pré-definidas para evitar aglomerações.

A Conmebol exige alocação máxima de 5% da capacidade para visitantes, com escolta obrigatória. No Rio, portões para esses setores fecham 30 minutos antes do apito inicial. Equipes de saúde posicionaram ambulâncias em 12 pontos estratégicos ao redor do complexo.

  • Detecção de objetos perigosos via cães farejadores nas entradas principais.
  • Proibição de bandeiras com hastes rígidas, fiscalizada por stewards treinados.
  • Coordenação em tempo real entre PM e organizadores via sistema de rádio unificado.
  • Treinamentos anuais para torcidas organizadas, com briefings sobre conduta.

Esses mecanismos reduziram ocorrências em 35% nos torneios sul-americanos recentes no Brasil. O Fluminense, como mandante, destinou R$ 500 mil adicionais para reforços, incluindo drones de monitoramento aéreo.

O primeiro tempo terminou com domínio carioca, Arias marcando aos 28 minutos após tabela com Martinelli. O Lanús teve 12 finalizações, mas apenas três no alvo, com Losada pouco acionado. Posse de bola ficou em 52% para o Flu, que acumula invencibilidade de 22 jogos no Maracanã em competições internacionais.

Ajustes táticos após a interrupção

Renato Gaúcho preservou a formação 4-2-3-1, com Nonato e Hércules protegendo a defesa. A entrada de Germán Cano aos 55 minutos trouxe mobilidade ao ataque, enquanto o Lanús apostou em Segovia para infiltrações. Aos 10 minutos do segundo tempo, o placar seguia 1 a 0, com agregado empatado em 1 a 1.

Pellegrino instruiu marcação por zona nos laterais, neutralizando cruzamentos de Samuel Xavier. Thiago Silva, capitão tricolor, bloqueou dois chutes perigosos de Moreno. O jogo ganhou ritmo acelerado, com faltas táticas acumulando cartões: dois para o Flu e três para os argentinos.

Substituições pendentes incluem Soteldo pelo Fluminense para mais velocidade, e Bou pelo Lanús visando o empate. Fábio, goleiro com 44 anos, realizou defesas cruciais, totalizando 1.200 jogos na carreira. O árbitro evitou polêmicas, com VAR consultado apenas uma vez para uma dividida na área.

  • Flu: 58% posse aos 10′, 6 chutes a gol, cartões para Guga e Renê.
  • Lanús: 42% posse, 7 finalizações, Medina e Pérez advertidos.
  • Escalações iniciais: Flu com Fábio; Guga, Thiago Silva, Freytes, Renê; Nonato, Hércules, Martinelli; Canobbio, Arias, Everaldo. Lanús: Losada; Pérez, Izquierdoz, Canale, Marcich; Medina, Cardozo; Segovia, Moreno, Salvio; Castillo.
  • Histórico: Único confronto anterior foi a ida, vencida por 1 a 0 pelo Lanús com gol de Moreno aos 44′.

A transmissão pelo SBT alcançou 3,5 milhões de espectadores durante a pausa, com analistas destacando a resiliência dos times. O Maracanã, palco de finais mundiais, testou novamente sua capacidade de lidar com imprevistos sob os holofotes continentais.

Preparação das delegações para o confronto

O Fluminense chegou ao Rio após vitória por 1 a 0 sobre o Vitória no Brasileirão, poupando titulares para focar na Sul-Americana. Renato Gaúcho enfatizou treinos de bola parada, explorando fraquezas defensivas do Lanús vistas no jogo de ida. O elenco mescla experiência de Fábio com juventude de Martinelli, 23 anos.

O Lanús, quarto no Campeonato Argentino com 16 pontos, venceu o Platense por 2 a 1 no fim de semana. Pellegrino priorizou viagens curtas para minimizar fadiga, com Lautaro Acosta como destaque no meio-campo. A equipe busca o segundo título continental, após 2013.

Viagens de torcidas argentinas ao Brasil envolvem autorizações da AFA, limitadas a 3 mil membros. No caso do Lanús, 1.800 ingressos foram vendidos, com foco em famílias para reduzir riscos. A Conmebol monitora via comitê de segurança, aplicando multas de até 50 mil dólares por incidentes.

Caminho recente na Sul-Americana

O Tricolor eliminou o Once Caldas nas oitavas, com agregado de 3 a 0. Na fase de grupos, somou sete pontos, empatando com o Unión Española. Arias lidera com quatro gols, seguido de Cano com três.

O Lanús superou o The Strongest por 4 a 2 no agregado anterior. Moreno, artilheiro com cinco, foi decisivo na ida. A equipe argentina enfrentou times brasileiros em 25 jogos históricos, com oito vitórias e 12 derrotas.

A semifinal, prevista para outubro, pode ocorrer no Maracanã se o Flu avançar. O torneio atrai 1,2 bilhão de espectadores anuais, com regras atualizadas para torcidas após episódios semelhantes em 2024.

  • Oitavas Flu: 2-0 ida, 1-0 volta contra Once Caldas.
  • Oitavas Lanús: 2-1 ida, 2-1 volta contra The Strongest.
  • Grupos Flu: Vitórias sobre Grêmio e The Strongest, empate com Unión.
  • Grupos Lanús: Liderou com oito pontos, invicto em casa.

O jogo prossegue com intensidade, o Fluminense pressionando pela virada. Aos 10 minutos, chances criadas por Acosta exigem vigilância constante da defesa argentina. A paixão sul-americana pelo futebol se manifesta em campo e arquibancadas, moldando narrativas inesquecíveis.

FALANDO NISSO
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