O Fluminense deu passos decisivos na busca por um novo comandante para o time principal. Após a saída de Renato Gaúcho, a diretoria tricolor acelerou as negociações com o argentino Luís Zubeldía, técnico de 44 anos que está livre no mercado desde junho. A assinatura do contrato permanece por detalhes contratuais, mas as conversas avançam de forma positiva entre as partes.
Zubeldía, conhecido por seu estilo intenso e resultados expressivos em passagens anteriores, surge como opção estratégica para o clube carioca. Ele chega em um momento de transição, com o time precisando de estabilidade para as competições restantes na temporada.
A expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda nesta semana, permitindo que o treinador se integre rapidamente ao elenco.
- Detalhes pendentes incluem duração do contrato e composição da comissão técnica.
- Marcão, auxiliar fixo, deve comandar o time interinamente no jogo contra o Botafogo.
- Zubeldía viaja ao Rio de Janeiro no final de semana para finalizar os trâmites.
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— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) September 24, 2025
Estilo explosivo marca carreira de Zubeldía
Luís Zubeldía construiu uma trajetória marcada por intensidade e conquistas em clubes sul-americanos. Nascido em Santa Rosa, na província de La Pampa, o argentino começou como jogador no Lanús, onde atuou por mais de uma década antes de migrar para o banco de reservas. Sua transição para treinador ocorreu cedo, aos 29 anos, assumindo o mesmo Lanús em 2010.
No Lanús, Zubeldía levou o time ao título da Primera División em 2016, um feito que consolidou sua reputação como técnico vencedor. O período incluiu campanhas sólidas na Copa Sul-Americana, com semifinais em 2013. Posteriormente, no LDU de Quito, ele implementou um futebol ofensivo que rendeu o vice-campeonato equatoriano em 2019.
A chegada ao Brasil, em abril de 2024, pelo São Paulo, representou um desafio maior. Substituindo Thiago Carpini, o argentino iniciou com uma sequência impressionante de 13 jogos invictos.
Seu temperamento à beira do campo, sempre gesticulando e cobrando jogadores, gerou tanto elogios quanto polêmicas, resultando em múltiplos cartões amarelos e suspensões.
Passagem pelo São Paulo revela altos e baixos
Zubeldía assumiu o São Paulo em um contexto de pressão, logo após a demissão de Carpini. O início animou a torcida com vitórias convincentes e avanço na Libertadores, onde o time permaneceu invicto na fase de grupos e eliminou o Nacional-URU nas oitavas. No Brasileirão de 2024, o clube terminou em sexto lugar, garantindo vaga na pré-Libertadores.
Contudo, a reta final expôs fragilidades. Cinco jogos sem vitória deixaram o time estagnado na tabela, sem risco de rebaixamento nem chance de título. O treinador atribuiu parte do problema à falta de motivação em uma posição intermediária.
Em 2025, o cenário piorou com reduções salariais e dispensas de reservas. No Paulistão, o São Paulo alcançou a semifinal, mas caiu para o Palmeiras em partida polêmica. Na Libertadores, vitórias fora de casa marcaram um feito inédito, mas oscilações por desfalques comprometeram o desempenho.
A eliminação veio após derrota para o Vasco no Morumbi, em junho, culminando em 85 jogos sob seu comando: 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, com aproveitamento de 55%.
- 108 gols marcados em 83 partidas, média de 1,30 por jogo.
- 77 gols sofridos, com 39% dos jogos sem sofrer tentos.
- Posse de bola média de 57%, priorizando controle do meio-campo.
- 173 grandes chances criadas, contra 105 concedidas.
- Destaque para a solidez defensiva em mata-matas continentais.
Fluminense busca estrangeiro após tentativas frustradas
A diretoria do Fluminense optou por um nome internacional após sondagens locais não prosperarem. Quando contratou Renato Gaúcho, o clube havia tentado Gabriel Milito, mas o argentino recusou a proposta. Agora, com Zubeldía, o Tricolor quebra um jejum de quase três décadas sem treinadores estrangeiros.
O último havia sido o uruguaio Hugo de León, em 1997, que comandou o time por curto período. Essa escolha reflete uma estratégia de renovação, buscando táticas modernas para um elenco envelhecido e pressionado por resultados.
Marcão, ídolo tricolor e auxiliar permanente, assume o interino no clássico contra o Botafogo, no Maracanã, pelo Brasileirão. O jogo, marcado para domingo às 16h, serve como teste para o grupo antes da chegada do novo comandante.
Zubeldía deve desembarcar no Rio no próximo final de semana, alinhando expectativas com a comissão. Sua comissão técnica inclui assistentes como Maxi Cuberas e preparador físico Lucas Vivas, que podem acompanhar a vinda.
Números de Zubeldía impressionam em torneios continentais
Ao longo da carreira, Zubeldía demonstrou habilidade em competições eliminatórias. Na Sul-Americana de 2013, pelo Lanús, alcançou semifinais com futebol coletivo sólido. No Equador, pela LDU, chegou à final da LigaPro em 2019, somando 12 vitórias em 30 jogos.
Pelo São Paulo, a Libertadores de 2024 destacou-se com invencibilidade inicial e três triunfos fora na fase de grupos de 2025. Apesar da eliminação nas quartas para o Botafogo nos pênaltis, o time criou 173 grandes chances em 83 partidas.
Esses dados reforçam sua capacidade de gerir elencos limitados, priorizando transições rápidas e pressão alta. No Brasileirão, seu São Paulo manteve 57% de posse média, com ênfase em contra-ataques letais.
Críticas surgiram quanto à integração de jovens, como William Gomes, que atuou pouco antes de ser vendido ao Porto em janeiro de 2025. Ainda assim, o treinador defendeu o projeto de longo prazo.
Reações iniciais agitam torcida tricolor
A notícia do acerto gerou debates entre os torcedores do Fluminense. Parte elogia a ousadia de contratar um estrangeiro, vendo potencial para revitalizar o ataque. Outros questionam o temperamento explosivo de Zubeldía, que rendeu suspensões no São Paulo.
Nas redes, comentários destacam a necessidade de adaptação rápida ao futebol carioca, com clássicos iminentes. A diretoria, sob Mário Bittencourt, aposta na experiência do argentino para equilibrar defesa e criação.
Enquanto isso, o elenco treina focado no Botafogo, com Fábio garantindo solidez no gol. Jogadores como Arrascaeta e Kaio Jorge, escalados em fantasy games, representam esperanças de pontos no Brasileirão.
Zubeldía, em entrevistas passadas, enfatizou a importância de títulos continentais, prevendo conquistas na Libertadores. Sua visão alinha-se ao histórico tricolor de quatro taças mundiais.
Comissão técnica e adaptações logísticas
A chegada de Zubeldía envolve ajustes na estrutura do Fluminense. Ele pretende trazer dois a três membros de sua equipe habitual, incluindo analistas e preparadores. Isso fortalece a transição, evitando interrupções nos treinos.
O CT Carlos Castilho recebe reforços para integrar o argentino ao dia a dia. Detalhes salariais e bônus por desempenho fecham o pacote, com contrato previsto até o fim de 2026.
No São Paulo, sua saída em junho seguiu acordo amigável, após três derrotas seguidas. O clube paulista pagou multa de cerca de R$ 3 milhões, mas manteve portas abertas para futuro.
Para o Fluminense, o foco imediato é o Brasileirão, onde o time briga por posições na tabela. Com 12 rodadas disputadas em 2025, o elenco soma pontos cruciais, mas precisa de consistência.
- Duração provável: Até dezembro de 2026, com opção de renovação.
- Salário estimado: Alinhado a padrões de treinadores estrangeiros no Brasil.
- Comissão: Inclui Maxi Cuberas como auxiliar principal e Carlos Gruezo para análise tática.
- Integração: Treinos iniciais no Ninho do Urubu, com avaliação de elenco.
Histórico de estrangeiros no Fluminense
O Fluminense tem tradição de treinadores brasileiros, mas estrangeiros pontuaram a história. Hugo de León, em 1997, trouxe rigor tático uruguaio por poucas partidas. Antes, nomes como Ondino Viera, em 1954, ajudaram na conquista do Carioca.
Zubeldía representa uma rara aposta atual, similar a tentativas com Milito. A diretoria vê no argentino chance de inovar, especialmente após crises pós-Mundial de Clubes em 2024.
Seu estilo, com pressão alta e posse qualificada, pode beneficiar jogadores como Matheus Pereira, que brilhou em escalações recentes. O time, com média de 1,30 gol por jogo sob interinos, busca equilíbrio.
A torcida acompanha ansiosa, com o clássico servindo de termômetro. Zubeldía, por sua vez, prepara-se para o desafio, focando em vitórias rápidas para ganhar confiança.
Desafios iniciais no comando tricolor
Zubeldía enfrenta elenco com veteranos e jovens, exigindo rodízio cuidadoso. Desfalques acumulados no São Paulo servem de lição, priorizando prevenção física. No Fluminense, sete jogadores em departamento médico demandam planejamento.
O Brasileirão segue apertado, com o time a um ponto da zona intermediária. Vitórias em clássicos, como contra o Botafogo, aceleram a recuperação. Zubeldía planeja treinos intensos para elevar o condicionamento.
Sua experiência em mata-matas, com eliminações dignas, traz otimismo. No Lanús, semifinais continentais forjaram sua resiliência. Para o Fluminense, o foco é quartas da Copa do Brasil e oitavas da Sul-Americana.
Assistentes como Alejandro Escobar auxiliam na análise de adversários, garantindo preparação detalhada. O anúncio iminente mobiliza o clube, que libera espaços para a nova era.
