Flávia Saraiva, ginasta brasileira de 25 anos, conquistou a medalha de ouro na final da trave de equilíbrio durante a etapa de Szombathely, na Hungria, neste domingo (28). A competição, parte da Challenge Cup de ginástica artística, ocorreu no último dia do evento internacional. A vitória veio com nota de 13.800 pontos, incluindo 5.7 de dificuldade, superando rivais europeias.
A apresentação de Saraiva manteve a consistência vista na classificatória, onde liderou com 14.250 pontos. O pódio incluiu Alba Petisco, da Espanha, com prata e 13.250 pontos, e Greta Mayer, da Hungria, com bronze e 13.100 pontos. O resultado reforça o desempenho da equipe brasileira, que somou cinco medalhas no torneio.
Júlia Soares, de 20 anos, competiu na mesma prova, mas registrou 12.700 pontos e terminou em sexto lugar. Apesar dos desequilíbrios durante a série, a ginasta se recuperou no solo, garantindo prata com 12.550 pontos. A dobradinha brasileira no aparelho foi completada pelo bronze de Júlia Coutinho, de 15 anos, com 12.250 pontos.
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Desempenho na trave
A final da trave reuniu oito ginastas, com Saraiva abrindo a disputa e definindo o tom da prova. Sua série incluiu elementos de alta dificuldade, como conexões precisas e saídas seguras. A nota final reflete execuções limpas, com poucas deduções.
Petisco, vice-campeã, executou uma rotina com foco em equilíbrio, mas perdeu pontos em transições. Mayer, local da competição, beneficiou-se do apoio da torcida, mas não alcançou a pontuação necessária para o ouro.
Saraiva dedicou-se exclusivamente à trave nesta etapa, estratégia adotada após recuperação de lesão no ombro. O aparelho representa sua especialidade, com pódios consecutivos em circuitos internacionais.
Dobradinha brasileira no solo
No solo, Denisa Golgota, da Romênia, levou o ouro com 12.750 pontos em uma apresentação técnica. Soares veio logo atrás, com elementos acrobáticos bem conectados e boa amplitude. A ginasta paranaense, finalista olímpica em Paris, mostrou evolução na execução.
Coutinho, revelação de 15 anos, conquistou o bronze ao completar saltos duplos e giros precisos. Sua rotina incluiu coreografia com influências musicais brasileiras, adicionando fluidez à prova.
A final teve oito competidoras, com as brasileiras ocupando as posições 2 e 3. O resultado destaca a profundidade da equipe feminina, todas medalhistas na competição.
Contribuições masculinas ao total de medalhas
Caio Souza garantiu prata nas barras paralelas com 14.150 pontos, atrás apenas do turco Ferhat Arican. A prova masculina contou com elementos de força e controle, onde Souza destacou-se em transições.
No sábado, Ana Luiza Lima somou bronze nas barras assimétricas, sua primeira medalha em Copas do Mundo, com 13.200 pontos na classificatória. Yuri Guimarães finalizou em sétimo no salto, com 13.450 pontos.
- Ouro: Flávia Saraiva (trave)
- Prata: Júlia Soares (solo), Caio Souza (barras paralelas)
- Bronze: Júlia Coutinho (solo), Ana Luiza Lima (barras assimétricas)
O Brasil encerra a Challenge Cup com cinco pódios, saldo positivo antes do Mundial.
Preparação para o Mundial em Jacarta
A Challenge Cup serviu como teste final para o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, marcado para 19 a 25 de outubro na Indonésia. A comissão técnica avalia desempenhos para definir a equipe, priorizando consistência em aparelhos chave.
Saraiva planeja disputar trave e possivelmente solo no Mundial, mantendo foco em dificuldade elevada. Soares visa melhorar na trave, onde desequilíbrios afetaram sua nota. A delegação segue para aclimatação em Doha, com treinos intensos.
O evento em Jacarta distribuirá vagas para ciclos futuros, com o Brasil buscando repetir o bronze por equipes de Paris. A Confederação Brasileira de Ginástica monitora evoluções técnicas das atletas.
Estratégias e notas técnicas
Elementos como conexões de giros e saltos definiram as notas na trave, onde Saraiva otimizou a dificuldade para 5.7. Na classificatória, sua pontuação de 14.250 indicava potencial maior, ajustado para segurança na final.
No solo, a execução artística influenciou resultados, com Soares e Coutinho destacando-se em amplitude e forma. Golgota venceu pela combinação equilibrada de acrobacias e coreografia.
A competição adotou o código de pontuação atualizado, com ênfase em execução limpa e originalidade. Técnicos brasileiros ajustam séries para maximizar pontos em eventos maiores.
Flávia Saraiva consolida-se como referência na trave, com terceiro pódio consecutivo em Copas do Mundo. Bronze em Paris 2023 e prata em Antália 2024 precedem este ouro, totalizando consistência anual. A ginasta, do Flamengo, treina no Rio de Janeiro e representa a resiliência pós-lesão, integrando a equipe que conquistou bronze olímpico por equipes em 2024. Seu retorno às competições internacionais ocorreu no Brasileiro de 2025, com ouro na trave, pavimentando o caminho para Szombathely. A estratégia de foco em aparelhos específicos visa otimizar performances no ciclo olímpico, com metas claras em Mundiais e qualificatórias futuras.
