Popó Freitas publicou uma carta aberta ao filho Rafael nas redes sociais quatro dias após a briga generalizada que encerrou sua luta contra Wanderlei Silva no Spaten Fight Night 2, em São Paulo, no dia 27 de setembro de 2025. O evento de boxe terminou com a desclassificação de Wanderlei por três golpes irregulares, incluindo cabeçadas, o que gerou a invasão das equipes ao ringue e uma sequência de agressões. Rafael, de 32 anos e personal trainer de boxe na equipe do pai, aplicou dois socos em Wanderlei, deixando-o desacordado por cerca de cinco minutos.
A confusão envolveu membros das duas equipes e escalou rapidamente, com imagens da transmissão da Globo identificando Rafael como o autor do golpe decisivo na nuca e no rosto de Wanderlei. O episódio ocorreu na Arena de São Paulo, diante de público ao vivo e transmissão nacional, e resultou em ferimentos para ambos os lados. Popó, vencedor por desclassificação, destacou na carta que o filho agiu por reação, mas enfatizou a necessidade de contenção.
- Principais envolvidos na briga: Popó Freitas, Wanderlei Silva, Rafael Freitas e treinadores como André Dida.
- Golpes irregulares de Wanderlei: Três cabeçadas confirmadas pelo árbitro no quarto round.
- Duração da luta: Encerrada a 1 minuto e 34 segundos do quarto round, de um total previsto de oito.
Detalhes da carta de Popó a Rafael
Popó iniciou o texto incentivando a resiliência do filho diante das críticas. Ele descreveu as ameaças recebidas por Rafael após o episódio e afirmou que o jovem não merece o julgamento público, pois quem o conhece entende sua integridade.
O boxeador baiano relatou o contexto da luta, mencionando golpes sujos sofridos durante o combate. Segundo ele, Wanderlei buscou a vitória a qualquer custo, o que culminou na desclassificação e na subsequente invasão do ringue.
Contexto da briga no ringue
A pancadaria começou imediatamente após o anúncio da vitória de Popó. Membros da equipe de Wanderlei, incluindo seu filho e o treinador André Dida, avançaram primeiro, segundo relatos de Popó, atingindo o boxeador ainda nas cordas.
Rafael entrou no ringue segurando um cinturão do pai e reagiu às agressões, desferindo os socos em Wanderlei. O ex-lutador de MMA caiu desacordado, com sangue no rosto, e recebeu atendimento médico no local antes de ser removido.
Outros lutadores, como Fabrício Werdum da equipe de Wanderlei, participaram da confusão, mas sem punições iniciais. A transmissão ao vivo capturou a sequência, gerando repercussão imediata nas redes.
Vítor Belfort, que seria adversário original de Wanderlei, classificou o incidente como vergonha para o esporte brasileiro.
Ferimentos e tratamentos médicos
Popó retornou a Salvador e passou por cirurgia no dia 29 de setembro para corrigir uma fratura no polegar direito, o principal osso do metacarpo. Exames de cabeça descartaram fraturas cranianas, mas detectaram sangramento interno controlado; seu quadro permanece estável.
Wanderlei sofreu fratura no nariz em quatro pontos e levou sete pontos na sobrancelha. Ele relatou dificuldades para dormir e trabalhar devido à dor, e foi hospitalizado para exames na cervical e cabeça.
Ambos os atletas saíram do ringue com múltiplos hematomas e cortes superficiais.
Posição de Rafael sobre o episódio
Rafael concedeu entrevista ao Fantástico e admitiu os golpes, pedindo desculpas públicas a Wanderlei. Ele alegou legítima defesa, afirmando que a confusão iniciou-se pela equipe adversária antes de sua intervenção.
O filho de Popó, discreto nas redes, restringiu seus perfis após o incidente. Seu irmão, Juan Freitas, defendeu-o inicialmente em postagem removida, mas Rafael enfatizou que não pretendia escalar a violência.
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Suspensões impostas pelo CNB
O Conselho Nacional de Boxe aplicou sanções aos envolvidos na briga no dia 30 de setembro. Popó e Wanderlei receberam 180 dias de suspensão cada, impedindo participação em eventos chancelados até março de 2026.
- André Dida, treinador de Wanderlei: 365 dias de gancho pela agressão direta a Popó.
- Luis Claudio Freitas e Iago Gutierrez, da equipe de Popó: 180 dias cada.
- Lucas Pontes da Silva, da equipe de Popó: 90 dias.
Rafael não foi punido, pois atuava fora do corner oficial. O CNB comunicará outras comissões sobre as medidas.
Propostas de reconciliação entre as partes
Popó sugeriu um encontro amistoso com Wanderlei para selar a paz e mitigar o impacto negativo no esporte. Ele publicou mensagem propondo diálogo, visando preservar o legado de ambos.
Wanderlei, por sua vez, classificou as agressões como criminosas e indicou intenção de acionar a Justiça contra Rafael, especialmente pelo nocaute. O caso segue sob análise policial em São Paulo.
A organização do Spaten Fight Night avalia indenizações e protocolos de segurança para eventos futuros.
