sábado, 7 março, 2026
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Ramon Abatti Abel fatura alto na arbitragem, mas enfrenta incerteza com suspensão por falhas

Ramon Abatti

Ramon Abatti Abel, árbitro internacional da CBF, acumulou rendimentos brutos de R$ 56 mil em taxas por atuações em competições nacionais nos últimos 60 dias. O profissional gaúcho, integrante do quadro da Fifa, comandou jogos do Brasileirão e outras torneios organizados pela entidade. No entanto, erros graves em São Paulo x Palmeiras, disputado no Morumbi no domingo passado, resultaram em seu afastamento imediato para treinamentos e avaliação.

A partida, válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória do Palmeiras por 3 a 2. A Comissão de Arbitragem da CBF determinou o período de “geladeira” após reclamações de ambos os clubes. O São Paulo, por meio de seu presidente Julio Casares, contatou diretamente o presidente da CBF, Samir Xaud, para questionar decisões de campo.

O VAR, operado por Ilbert Estevam da Silva, também foi suspenso pelo mesmo motivo. A medida visa aprimoramento interno, sem data definida para retorno.

Lances que geraram controvérsia

O clássico no Morumbi registrou múltiplas polêmicas desde o início. Um dos principais incidentes ocorreu no segundo tempo, quando Allan, zagueiro do Palmeiras, derrubou Gonzalo Tapia na área, mas o pênalti não foi marcado.

Abatti Abel manteve a decisão inicial, alegando escorregão sem intenção. O VAR não interveio, o que ampliou as críticas do São Paulo.

Outro lance envolveu Andreas Pereira, do Palmeiras, em entrada sobre Marcos Antônio. O árbitro optou por cartão amarelo, ignorando possível expulsão por imprudência.

O Palmeiras, por sua vez, contestou quatro decisões, incluindo a não-expulsão de Bobadilla após falta em Allan.

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Histórico de Ramon Abatti na arbitragem

Abatti Abel integra o quadro da Fifa desde 2022, com atuações em competições sul-americanas. No Brasileirão, ele apitou 15 jogos na temporada atual, com média de 4,2 cartões por partida.

Em 2024, o árbitro já havia sido afastado por erros em Palmeiras x Fortaleza, favorecendo o time alviverde. Na ocasião, a CBF aplicou medida similar de treinamento.

Dados da entidade mostram que árbitros Fifa recebem R$ 7.280 por jogo na Série A, contra R$ 5.250 para os credenciados apenas pela CBF. Assistentes Fifa ganham R$ 4.370.

O profissional vive exclusivamente da arbitragem, sem salário fixo, o que torna o afastamento financeiramente impactante.

Remuneração e instabilidade no quadro

Árbitros como Abatti acumulam valores elevados em períodos intensos, mas a remuneração por jogo expõe vulnerabilidades. Nos últimos dois meses, ele atuou em oito partidas de torneios da CBF, somando os R$ 56 mil brutos.

A CBF planeja profissionalização gradual, com contratos temporários a partir de 2026. Atualmente, a média mensal para os mais escalados é de R$ 15 mil, insuficiente para dedicação exclusiva.

  • Taxas por Série A (Fifa): R$ 7.280 para central.
  • Assistentes Fifa: R$ 4.370 por atuação.
  • VAR Fifa: R$ 4.370.
  • Credenciados CBF: R$ 5.250 para central.

A instabilidade afeta planejamento financeiro, especialmente para quem depende unicamente da função.

Reações dos clubes envolvidos

O São Paulo emitiu nota oficial questionando a imparcialidade da arbitragem. Dirigentes como Rui Costa e Carlos Belmonte foram citados na súmula por xingamentos ao árbitro pós-jogo.

Casares descreveu os erros como manchadores do campeonato, exigindo transparência no áudio do VAR. O clube ouviu gravações, mas aguarda liberação total pela Fifa.

Do lado palmeirense, o técnico Abel Ferreira rebateu, defendendo que o lance de Allan foi sem disputa de bola. O time contesta não-expulsão de Bobadilla e outras faltas.

A CBF reforçou que as suspensões visam correção, sem punições permanentes.

Medidas da CBF para correção

A Comissão de Arbitragem, presidida por Rodrigo Cintra, impôs treinamentos focados em interpretação de regras. Abatti e Estevam passarão por avaliações antes de novas escalas.

A entidade divulgou que erros foram classificados como “equívocos de interpretação”, não intencionais. Paralelamente, discute ranking de árbitros baseado em notas de observadores e analistas de vídeo.

Wilson Seneme, ex-presidente da comissão, indicou jovens talentos para o quadro Fifa em 2025, visando renovação. A CBF cobre custos de viagem, mas não benefícios fixos.

Treinamentos incluem simulações com VAR e análise de lances internacionais, para alinhar ao padrão global.

Perspectivas de retorno ao apito

O afastamento de Abatti Abel pode durar semanas, dependendo do progresso nos treinamentos. A CBF prioriza retorno gradual, iniciando por jogos de menor porte.

No Brasileirão, ele retorna ao radar após a pausa internacional. Estatísticas mostram acerto médio de 92% em decisões, mas falhas em clássicos pesam mais.

A profissionalização, prevista para 2026, pode estabilizar rendas e reduzir “geladeiras” por pressão externa.

FALANDO NISSO
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