A diretoria do Palmeiras discute internamente a possível venda do meia-atacante uruguaio Facundo Torres na janela de transferências de 2026. Contratado do Orlando City por cerca de R$ 72 milhões em janeiro de 2025, o jogador de 25 anos participou de 53 partidas pelo clube paulista, mas registrou apenas oito gols e poucas assistências decisivas. As negociações ocorrem em São Paulo, com foco na recuperação do investimento inicial, enquanto o time lidera o Campeonato Brasileiro com 58 pontos.
O entendimento nos bastidores do Alviverde indica que a saída de Torres faz parte de um planejamento para equilibrar o orçamento, após gastos de R$ 700 milhões em reforços na temporada. Abel Ferreira, treinador português, expressou insatisfação com o rendimento irregular do atleta, que alternou entre titularidade e banco de reservas. A medida visa priorizar jogadores que se adaptem rapidamente ao ritmo do Brasileirão.
Torres, convocado para a seleção uruguaia, marcou um gol em amistoso recente pela Data FIFA, mas seu impacto no Verdão permaneceu limitado. O clube monitora propostas de times europeus e sul-americanos, sem divulgar valores mínimos para a transação.
- Participação em 53 jogos pelo Palmeiras em 2025.
- Oito gols marcados na temporada.
- Contrato vigente até dezembro de 2029.
- Valor de contratação: R$ 72 milhões fixos mais bônus.
Chegada com expectativas elevadas
O uruguaio chegou ao Palmeiras como reforço prioritário para suprir lacunas no ataque, especialmente após saídas como a de Dudu. Revelado no Peñarol, ele acumulou 44 jogos, 20 gols e seis assistências na última temporada pelo Orlando City, o que gerou otimismo na diretoria. Assinou contrato de cinco anos, até o fim de 2029, com salário compatível ao de outros estrangeiros no elenco.

Apesar do histórico positivo na MLS, a adaptação ao futebol brasileiro apresentou desafios iniciais. Torres atuou como ponta canhoto, mas enfrentou concorrência de Felipe Anderson e outros opções no setor ofensivo. A comissão técnica esperava maior contribuição em assistências, mas o jogador registrou números abaixo do projetado nos primeiros meses.
Desempenho irregular no Verdão
A oscilação de Facundo Torres reflete dificuldades comuns a estrangeiros no Brasileirão. Iniciou como titular em fevereiro, mas perdeu espaço após rodadas sem contribuições diretas. Em setembro, voltou ao banco em jogos chave, com apenas dois gols no segundo semestre.
O treinador Abel Ferreira optou por rotações no meio-campo, priorizando versatilidade. Torres participou de 25 partidas como reserva, somando 1.200 minutos em campo. Estatísticas mostram 65% de precisão em passes e 12 finalizações defendidas por goleiros adversários.
Dados internos do clube apontam para baixa taxa de conversão de chances, em 15%, contra 28% de outros atacantes do elenco. A diretoria analisou vídeos de treinos para identificar falhas na finalização sob pressão.
Planejamento para reposição imediata
Executivos como Anderson Barros mapeiam perfis para substituir Torres, com ênfase em jogadores de ligas sul-americanas. O foco recai em atletas com experiência europeia, visando custo-benefício. Propostas para o uruguaio incluem clubes italianos e espanhóis, mas nada avançado até o momento.
O Palmeiras aloca R$ 130 milhões remanescentes para investimentos em 2026, incluindo centroavantes e pontas. Opções como Jhon Arias, do Fluminense, foram avaliadas, mas descartadas por recusa do rival. A estratégia equilibra saídas com chegadas para manter competitividade no Mundial de Clubes.
Interesse externo em ascensão
Clubes do exterior monitoram Torres desde julho, atraídos por sua velocidade e drible. Uma proposta italiana por Giay, outro alvo, influenciou o planejamento paralelo. O uruguaio expressou desejo de permanecer, mas aceita negociações que avancem sua carreira.
A venda representaria lucro parcial para o Palmeiras, considerando bônus não ativados na contratação. Agentes do jogador negociam cláusulas de preferência para futuras transferências.
Estratégias financeiras do clube
O Alviverde gerencia finanças com vendas seletivas para reinvestir em elenco. Em 2025, transações como a de Estêvão ao Chelsea geraram receitas expressivas. A possível saída de Torres alinha-se a essa política, sem comprometer o caixa.
Diretores priorizam equilíbrio orçamentário, com auditorias mensais de gastos. O investimento inicial em Torres, de US$ 12 milhões fixos, busca retorno via revenda em até 18 meses.
