Paris Jackson, filha do cantor Michael Jackson, recebeu US$ 65 milhões (cerca de R$ 365 milhões na conversão atual) em benefícios e pagamentos do espólio do pai. A revelação veio à tona por meio de novos documentos judiciais apresentados no processo movido pela própria Paris contra os administradores do patrimônio. A herdeira do Rei do Pop questiona a transparência da gestão e alega que pagamentos milionários foram realizados sem a devida aprovação da corte. O caso sublinha a complexidade da administração de grandes fortunas póstumas e coloca em foco a batalha legal por controle e fiscalização.
A disputa legal ocorre em um momento em que o patrimônio de Jackson gera lucros expressivos. O espólio do cantor, que em 2009 acumulava dívidas de mais de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões), foi transformado em um negócio rentável pelos executores.
Os administradores afirmam ter revertido o déficit em um império lucrativo, com receitas bilionárias provenientes de direitos autorais, licenciamento e acordos musicais.
Questionamento sobre pagamentos
Paris Jackson, de 27 anos, iniciou a ação questionando a legalidade e a necessidade de pagamentos feitos a escritórios de advocacia.
A herdeira alega que bonificações no valor de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,4 milhões) foram distribuídas como “gratificações injustificadas” por horas de trabalho não especificadas.
Os pagamentos, segundo o pedido judicial de Paris, violariam uma ordem de 2010 que estabeleceu que certas despesas precisavam de aprovação prévia do tribunal.
Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por 𝚙𝚔 (@parisjackson)
Detalhes da transformação financeira
Os executores do espólio negam as acusações e defendem que os bônus concedidos foram justificados pelos resultados obtidos na gestão do patrimônio. Eles ressaltam que seu trabalho foi crucial para:
Reverter uma situação de endividamento de centenas de milhões de dólares.
Gerar mais de US$ 3 bilhões em receitas brutas desde a morte do artista.
Assegurar um retorno de US$ 287 milhões do investimento na EMI, um catálogo musical relevante.
A defesa dos administradores argumenta que a compensação foi adequada aos “serviços extraordinários” que transformaram um patrimônio falido em um negócio globalmente lucrativo.
Histórico da herança e patrimônio
A fortuna de Michael Jackson foi estabelecida para beneficiar seus três filhos — Paris, Prince e Bigi — e sua mãe, Katherine Jackson, com divisões iguais no recebimento dos direitos e lucros. A divisão, segundo documentos da época, era um desejo expresso do artista.
Desde 2009, os herdeiros receberam coletivamente uma quantia estimada em mais de R$ 11 bilhões, principalmente através dos direitos autorais de suas músicas e outros empreendimentos ligados à marca Michael Jackson. Este fluxo contínuo de recursos demonstra a força do legado financeiro do Rei do Pop.
Próximos passos da controvérsia
O foco do processo judicial, além da transparência nos gastos, é a revogação da ordem judicial de 2010 que permite aos administradores pagar honorários a advogados sem aprovação prévia. Paris Jackson busca maior fiscalização das contas para garantir a preservação do patrimônio.
A próxima audiência está agendada e pode determinar o futuro do controle financeiro do espólio. A incerteza paira sobre a determinação final do valor total dos bens do cantor para fins fiscais, o que tem mantido uma parte da herança sob restrição legal.
