sábado, 7 março, 2026
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Como medir a performance acadêmica antes do dia do ENEM

Um bom planejamento é a base essencial para o desempenho no Enem. É através do preparo que são criadas as melhores estratégias de abordagem à prova e de aprendizado. Mas, resta a dúvida: como saber se estou de fato pronto para a prova?

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Para Eduardo Dias, especialista em estudo, inteligência emocional e alto rendimento acadêmico, o melhor rumo é manter uma estratégia de medição de progresso. “Isso é fundamental para saber se o plano de estudos esta sendo bem aplicado, e, se não estiver, conseguir mudá-lo a tempo“, explica. 

Para tanto, é imprescindível o acompanhamento do processo de forma metódica, com utilização de indicadores precisos, pois, só assim o aluno conseguirá mapear quais são os conteúdos que ele precisa priorizar e dedicar mais tempo, sabendo exatamente como anda seu aprendizado. A nota final não é só um número; é um reflexo da dedicação, escolhas e planejamento de cada um.

No entanto, muitos estudantes acabam repetindo o ciclo: faz simulado, se frustra, corrige por cima e segue para o próximo. ‘Ouço frequentemente alunos relatando que sentem que não estão saindo do lugar nos estudos e tendo problemas relacionados a estresse, ansiedade ou mesmo medo de prestar a prova, os resultados deste caminho são: nota estagnada, pressão cada vez maior, e é claro, a sensação de que não evolui nunca’, ressalta o profissional, que afirma que os simulados são uma ferramenta muito importante para essa avaliação.

A prática de simulados por meio de um processo estruturado pode maximizar a eficácia dos estudos, permitindo que o estudante se familiarize com o formato da prova, gerencie o tempo, mapeie as áreas de dificuldade, pratique a autodisciplina e ganhe confiança para o dia do exame. Portanto, o segredo não é a quantidade de simulados que o estudante faz, mas sim, o que ele faz com os seus erros depois.

Segundo Dias, a maioria dos estudantes comete três grandes equívocos, que são: focar apenas na nota final e não na análise qualitativa; não categorizar sistematicamente os erros para identificar padrões; e não implementar um sistema de correção específico para cada tipo de erro. ‘Esses parâmetros devem ser constantemente avaliados para que as estratégias de estudo sejam adaptadas sempre que necessário’.

Para transformar cada erro em uma oportunidade concreta de evolução, o especialista ressalta que são necessários quatro passos:

Mapeamento detalhado dos erros: nesta primeira etapa é importante anotar a disciplina e tema específico da questão; tempo gasto e linha de raciocínio ao respondê-la; nível de dificuldade percebido, que pode ser utilizado uma escala de 1 a 5, por exemplo; e qual o tipo de erro: conceituais (não domina o conteúdo), interpretativos (entende o conteúdo, mas não a pergunta), aplicação (sabe a teoria, mas não aplica corretamente), desatenção (erros por pressa ou falta de foco), gestão de tempo (não conseguiu concluir);

Após fazer esse mapeamento em cerca de 3 simulados, é importante identificar quais os temas com maior concentração de erros, além dos tipos mais frequentes;

Com essas informações é possível aplicar estratégias distintas para cada categoria de erro. Para erros listados como interpretativos, é possível fazer treinos específicos com enunciados complexos e aplicar técnicas de leitura ativa, por exemplo. Já para erros relacionados à gestão de tempo pode-se fazer um treino com timer e priorização de questões, e assim sucessivamente. O importante é aplicar técnicas que realmente funcionem para cada um deles.

É imprescindível fazer o acompanhamento da evolução, tanto por disciplina como por tipo de erro. Com base nesses dados pode-se mudar o plano de estudos e ajustar a rota quando for preciso.

‘O objetivo não é apenas identificar o que você errou, mas entender como e por que errou, transformando cada falha em um degrau para a aprovação. Entender que estudar bem não é estudar mais ajuda os estudantes a manterem o foco no objetivo final e traz mais segurança, controle e um desempenho muito mais eficiente no dia da prova’, reforça o mentor.

Para Jéssica Tomiciolli, mentorada de Dias, e que já recebeu a aprovação em medicina em 10 instituições diferentes a estratégia deu certo. ‘Foi surpreendente perceber que, independentemente da banca examinadora, minha porcentagem de acertos se mantinha constante. A aplicação desse método não apenas me ajudou a identificar os pontos em que eu ainda precisava evoluir, como também foi fundamental para que eu alcançasse uma melhora de mais de 20% no meu desempenho, garantindo a minha aprovação’.

Simulados não são apenas para medir conhecimento, mas também uma poderosa ferramenta de diagnóstico, saber qual será seu resultado antes mesmo da prova, diminui drasticamente a preocupação dos alunos, ajudando na redução da ansiedade e facilitando assim, a execução da sua melhor versão. Por isso, é preciso entender que a aprovação não depende de sorte, mas de estratégia.

SOBRE A FONTE:

Eduardo Dias – Idealizador do MED – Mentoria referência na aprovação de vestibulandos de medicina no Brasil. É especialista em estratégias de estudo, inteligência emocional e alta performance.

Engenheiro químico de formação, é Professor de cursos pré-vestibulares a mais de 30 anos e escritor do material didático das instituições Ético (da editora Saraiva) e COC (da editora Pearson). Com o desejo e necessidade de auxiliar mais na vida das pessoas, realizou as certificações de Professional e Self Coach; Business Coach; e Master Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), além de Gestão e Liderança Comportamental pela OHIO University (EUA).

Autor do livro ‘Eu decido sim’. E coautor de ‘O desafio de educar’ e ‘Inteligência emocional e financeira’, todos pela Editora Conquista.
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