A composição das famílias paranaenses passou por uma verdadeira revolução ao longo das últimas décadas. É o que revelam dados do Censo 2022 divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quais revelam que, pela primeira vez, as famílias formadas por casais com filhos deixaram de ser maioria no Paraná.
Entre 2010 e 2022, o porcentual desse tipo de composição recuou de 56,01% para 46,48%, passando de 1,62 milhão de familias para 1,59 milhão. O dado considera as unidades domésticas formadas por duas ou mais pessoas com parentesco. A quantidade de casais sem filhos, por sua vez, foi a que mais cresceu, passando de 22,7% para 29,59% (658 mil para 1,01 milhão).
Também houve alta na quantidade de mães solo (mulher sem cônjuge com filhos), que passaram de 13,75% para 14,56% (398 mil para 498 mil famílias); e na quantidade de pais solos (homem sem cônjuge com filhos), que subiram de 2,09% para 2,43% (passando de 60,5 mil famílias para 83 mil).
Além disso, o recenseamento também aponta uma quantidade cada vez maior de pessoas vivendo sozinhas. Dos 4,2 milhões de domicílios recenseados em 2022, quase 765 mil (18,2% do total) eram unipessoais. Em 2010, 383 mil dos 3,3 milhões de lares no Paraná (11,59% do total) eram unipessoais, apenas.
Paraná é o terceiro estado com mais pessoas vivendo em união conjugal
Em 2022, mais da metade (51,3%) da população de 10 anos ou mais do país vivia em união conjugal, o que representa 90,3 milhões pessoas. E o Paraná é o terceiro estado com maior porcentual de pessoas vivendo união conjugal, com 55,3% (5,52 milhões de pessoas). Apenas Santa Catarina (58,4%) e Rondônia (55,4%) apresentam proporções menores.
No Brasil, a novidade é que, pela primeira vez, o tipo de união mais frequente foi a união consensual (38,9%), que ultrapassou o casamento civil e religioso (37,9%).
No Paraná, entretanto, o fenômeno ainda não se repetiu. Por aqui, os casamentos no civil e no religioso representam 45,31% das uniões. Outros 18,72% casaram apenas no vil e 2,46%, somente no religioso. Há, ainda, 33,51% que optaram pela união consensual.
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