sábado, 7 março, 2026
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Daniel Vorcaro contesta investigação e nega fraude de R$ 12 bilhões no Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono e presidente do Banco Master, divulgou neste sábado (22) uma nota em que afirma ser “inexistente” a fraude estimada pela Polícia Federal em R$ 12 bilhões. Vorcaro foi preso na segunda-feira (17) pela Operação Compliance Zero, que apura um esquema envolvendo carteiras de crédito consignado supostamente fictícias e a venda desses ativos ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo a Polícia Federal, o Master teria comercializado carteiras de crédito fraudulentas e oferecido CDBs com taxas incompatíveis com as praticadas pelo mercado, sugerindo promessa de remuneração irreal. A defesa, porém, sustenta que todas as operações ocorreram “dentro das regras” e que o banco agiu em “boa-fé” ao substituir carteiras com documentação fora do padrão.
Os advogados afirmam que as carteiras sob investigação foram originalmente adquiridas pelo Master de terceiros, responsáveis pela documentação. Alegam ainda que o BRB teria sido protegido por garantias contratuais e que as carteiras questionadas “jamais foram transferidas definitivamente” ao banco brasiliense.
A nota destaca que mais de R$ 10 bilhões das operações já teriam sido substituídos ou liquidados, conforme comunicado divulgado pelo próprio BRB. Em ofício citado pela defesa, o Banco Central (BC) reconhece que, nas carteiras originadas pelo próprio Master, não havia indícios de irregularidades. Para a defesa, portanto, o principal fundamento da investigação — a suposta fraude bilionária — “não existe”.
Na quinta-feira (20), a Justiça Federal rejeitou pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Vorcaro. A relatora, desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF-1, afirmou que há indícios veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa, além de sinais de que os investigados tentaram atrapalhar a apuração. Outros sete suspeitos foram presos, mas dois já foram liberados.
A prisão de Vorcaro ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, horas após um consórcio anunciar a compra do Master, negociação automaticamente interrompida após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição e a indisponibilidade de bens dos controladores. A PF afirma que o banqueiro tentaria fugir para a Europa. A defesa, por outro lado, diz que o destino era Dubai para uma reunião de negócios.

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De acordo com investigações do BC, MPF e PF, o Master teria vendido ao BRB R$ 12,2 bilhões em carteiras de consignado forjadas (o equivalente a mais de 20% da carteira de crédito do banco). A defesa afirma que substituiu ativos defeituosos e ressalta que não houve prejuízo ao BRB. O banco também afirma ter oferecido garantias de R$ 22 bilhões, valor superior ao das operações em discussão.

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