Fluminense enfrenta o Bahia neste domingo, às 16h, no Maracanã, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, com o uruguaio Agustín Canobbio de volta ao time titular após cumprir suspensão. O reforço surge em momento crucial, pois o clube ocupa a quinta posição com 61 pontos e precisa do resultado para garantir vaga direta na fase de grupos da Conmebol Libertadores 2026. O técnico Luis Zubeldía, no entanto, lida com a ausência do meia Lima, punido com o terceiro cartão amarelo na vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio na terça-feira.
O confronto direto com o Bahia, que soma 60 pontos na sexta colocação, pode definir o G5 da competição. O Botafogo, também com 60 pontos, empatou por 2 a 2 com o Cruzeiro na quinta-feira e segue na briga pela pré-Libertadores. Com o Flamengo já campeão com 78 pontos, o Fluminense depende de si para subir na tabela e evitar a fase preliminar continental.
- Canobbio: Retorna ao ataque, com 7 gols e 5 assistências na temporada.
- Lima: Terceiro amarelo o deixa fora da última rodada.
- Pendurados liberados: Everaldo, Fábio e Thiago Santos seguem disponíveis.
Preparação do time começou na quinta-feira, com foco em ajustes táticos para explorar as laterais.
Retorno de Canobbio impulsiona ofensividade tricolor
Agustín Canobbio cumpriu suspensão automática por acúmulo de cartões na partida contra o Grêmio e agora reforça o setor ofensivo do Fluminense. O uruguaio, contratado em 2024, acumulou 12 participações em gols em 2025, tornando-se peça chave no esquema de Zubeldía. Sua velocidade pelas pontas deve ajudar a pressionar a defesa baiana desde o início.
O jogador treinou normalmente na reapresentação e deve formar trio com Serna e Everaldo, substituindo Soteldo, que marcou dois gols no Sul mas pode ser poupado. Zubeldía elogiou a versatilidade de Canobbio em entrevistas recentes, destacando sua adaptação ao futebol brasileiro.
Desfalque de Lima exige reposições no meio-campo
Lima recebeu o terceiro cartão amarelo aos 78 minutos do jogo contra o Grêmio, por falta tática no meio-campo. O meia, de 24 anos, disputou 28 partidas na temporada e contribuiu com 4 assistências, atuando como opção de rotação. Sua ausência força o treinador a testar alternativas nos treinos de sexta e sábado.

Nonato e Martinelli devem ganhar mais minutos na contenção, enquanto Lucho Acosta, recém-contratado, assume maior responsabilidade na criação. O argentino, com rápida adaptação, já soma 6 assistências em 15 jogos e pode ser o substituto direto.
Outros reservas, como Paulo Henrique Ganso e Santi Moreno, treinam para ganhar espaço. A comissão técnica monitora o desgaste físico para evitar lesões na reta final.
Posição na tabela e cenários para a Libertadores
O Fluminense soma 61 pontos após 37 rodadas, com 18 vitórias, 7 empates e 12 derrotas, marcando 52 gols e sofrendo 43. A vitória sobre o Grêmio quebrou uma sequência irregular e manteve o time na zona de classificação continental. O Bahia, com 60 pontos, vem de triunfo por 2 a 0 sobre o Sport e busca ultrapassar o rival carioca.
Para garantir vaga direta, o Flu precisa vencer e torcer por tropeço do Botafogo, que joga contra o Vasco na última rodada. Caso o G5 vire G6 pela Copa do Brasil, o Fluminense ainda tem chances de entrar na pré-Libertadores como sétimo colocado.
- Flamengo: Campeão com 78 pontos, direto na fase de grupos.
- Palmeiras: 73 pontos, segundo lugar garantido.
- Cruzeiro: 70 pontos, terceira posição.
- Mirassol: 66 pontos, surpresa na quarta vaga.
O empate na rodada anterior entre Cruzeiro e Botafogo adia definições e aumenta a pressão sobre o Maracanã.
Histórico recente entre Flu e Bahia define rivalidade
As equipes se enfrentaram três vezes em 2025, com o Fluminense invicto: vitória por 2 a 0 na Copa do Brasil em setembro e 1 a 0 no Brasileirão em junho. O Bahia marcou apenas um gol nesses duelos, explorando erros de saída de bola. O último encontro no Maracanã terminou 3 a 1 para o Tricolor, com Canobbio marcando o segundo gol.
Zubeldía estuda vídeos dos jogos para neutralizar Everton Ribeiro e Willian José, destaques baianos. O Bahia, sob Rogério Ceni, prioriza transições rápidas, forçando o Flu a compactar linhas defensivas.
Jogadores como Ignácio e Freytes, que formam a zaga titular, treinaram jogadas aéreas para conter o ataque visitante. A torcida tricolor lota o estádio, com ingressos esgotados desde quinta-feira.
O confronto de 2024, empatado em 1 a 1, serviu de lição para ajustes táticos atuais. Ambas as equipes buscam equilíbrio entre defesa e ataque na reta final.
Provável escalação e opções táticas de Zubeldía
Fábio defende o gol, com Samuel Xavier na direita e Renê na esquerda. No meio, Martinelli e Nonato protegem a zaga, liberando Lucho Acosta para armar jogadas. Canobbio abre pela direita, Serna pela esquerda e Everaldo centralizado.
Zubeldía pode optar por um 4-3-3 mais ofensivo ou recuar para 4-2-3-1 se o Bahia pressionar cedo. Thiago Silva e Hércules, preservados contra o Grêmio, voltam ao banco como opções de experiência.
- Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Freytes, Renê.
- Martinelli, Nonato; Lucho Acosta.
- Canobbio, Everaldo, Serna.
O treinador argentino, contratado em julho, transformou o time com 70% de aproveitamento em casa. Treinos enfatizam posse de bola, com média de 55% nos últimos jogos.
Reservas como Facundo Bernal e Ganso preparam entradas no segundo tempo. A rotação evita fadiga para a final da Copa do Brasil em janeiro.
Importância do Maracanã na campanha tricolor
O Fluminense venceu 12 de 18 jogos no Maracanã em 2025, com 70% de aproveitamento e 32 gols marcados. O estádio, reformado para a Libertadores, recebe 60 mil torcedores no domingo. A atmosfera impulsiona o time em decisões, como a virada contra o Palmeiras em outubro.
Ingressos esgotaram rapidamente, com pacotes familiares esgotados. A segurança reforça o perímetro com 500 agentes. O Bahia viaja com 40 mil sócios, mas lotação é tricolor.
O clássico regional, sem histórico de violência, foca em fair play. Árbitro Raphael Claus apita, com VAR de Bruno Arleu de Araújo. O jogo inicia às 16h locais, com temperatura de 28 graus prevista.
Campanha em casa inclui sequências de invencibilidade, quebrando jejuns de títulos. O apoio das arquibancadas eleva o desempenho em 20%, segundo estatísticas internas.
