A cantora Beyoncé foi anunciada como uma das co-anfitriãs do Met Gala 2026, evento anual de gala beneficente realizado no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, pela revista Vogue e pelo museu. Ao lado dela, a atriz Nicole Kidman e a tenista Venus Williams assumem o papel, com a editora Anna Wintour completando o quarteto de anfitriãs principais.
O Met Gala, agendado para 4 de maio de 2026, marca o retorno de Beyoncé ao tapete vermelho do evento após sua última participação em 2016. Na ocasião, ela usou um vestido de alta-costura da Givenchy para o tema “Manus x Machina”. Kidman e Williams, por sua vez, participaram regularmente nos últimos anos, incluindo a edição de 2025 com o tema “Superfine: Tailoring Black Style”.
O evento serve como principal arrecadador de fundos para o Costume Institute do museu, que em 2025 registrou recorde de US$ 31 milhões em doações. A exposição associada, “Costume Art”, abre ao público em 10 de maio de 2026 e fica em cartaz até 10 de janeiro de 2027.
- Principais co-anfitriãs: Beyoncé, Nicole Kidman, Venus Williams e Anna Wintour.
- Data do gala: 4 de maio de 2026, primeira segunda-feira de maio.
- Tema da exposição: “Costume Art”, focado na relação entre corpo vestido e arte.
- Patrocinadores principais: Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos, com apoio da Saint Laurent e Condé Nast.
Perfis das co-anfitriãs destacadas
Beyoncé, 44 anos, estreia como co-anfitriã principal, após atuar como chair honorária em 2013. Sua ausência desde 2016 gerou expectativa entre fãs e profissionais de moda. A artista, conhecida por álbuns como “Cowboy Carter”, influenciou tendências globais com looks icônicos em premiações.
Nicole Kidman, 58 anos, acumula experiência no evento, tendo co-anfitriado edições em 2003 e 2005. A atriz australiana, vencedora do Oscar por “As Horas”, apareceu em 2025 com um vestido da Balenciaga. Sua presença reforça a interseção entre cinema e moda no gala.
Venus Williams, 45 anos, assume o cargo pela primeira vez, sete anos após sua irmã Serena no papel em 2019. A tenista, com sete títulos de Grand Slam em simples, usou criações de designers como Versace em edições anteriores. Sua participação destaca o esporte como elemento cultural no Met Gala.
Anna Wintour, editora global da Vogue, supervisiona o evento desde 1995. Sua curadoria define o tom anual, conectando celebridades, designers e filantropos.
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Expansão das galerias do Costume Institute
O Met Gala 2026 inaugura as novas Condé M. Nast Galleries, com quase 1.115 metros quadrados adjacentes à Great Hall do museu. Esse espaço permanente eleva a visibilidade das exposições de moda, permitindo instalações de longo prazo.
A reforma, concluída após anos de planejamento, integra o Costume Institute ao fluxo principal de visitantes. Anteriormente, as mostras ficavam em áreas subterrâneas, limitando o acesso. Agora, as galerias facilitam diálogos entre moda e outras artes do Met.
O curador Andrew Bolton enfatiza que a mudança promove equivalência entre peças de vestuário e obras históricas. A localização estratégica reduz congestionamentos em exposições populares, melhorando a experiência do público.
Projetos semelhantes em museus como o Victoria & Albert, em Londres, inspiraram o modelo, que prioriza acessibilidade e narrativa integrada.
Detalhes da exposição Costume Art
A exposição “Costume Art” examina a centralidade do corpo vestido na coleção do Met, abrangendo mais de 5 mil anos de história artística. Cerca de 200 peças de vestuário histórico e contemporâneo serão pareadas com pinturas, esculturas e objetos de diversas épocas.
Organizada em temas de tipos corporais, a mostra inclui representações do “corpo nu”, “corpo clássico”, “corpo grávido” e “corpo envelhecido”. Essa abordagem destaca corpos frequentemente ignorados na arte ocidental, promovendo inclusão.
Manequins com faces espelhadas, projetados pela artista Samar Hejazi, convidam os visitantes a refletirem sua imagem nas roupas. A curadoria busca empatia, conectando o observador às narrativas dos corpos representados.
Peças chave incluem o vestido “Bustle” de Charles James, dos anos 1950, ao lado de obras como “Adam and Eve” de Albrecht Dürer, de 1504. A exposição foca em arte ocidental da pré-história ao presente, com empréstimos de coleções internas.
Composição do comitê de anfitriões
Anthony Vaccarello, designer da Saint Laurent, e a atriz Zoë Kravitz co-presidem o comitê de anfitriões do Met Gala 2026. O grupo inclui figuras de música, cinema, esportes e moda, ampliando o alcance do evento.
Sabrina Carpenter e Doja Cat representam a nova geração pop, com hits recentes em paradas globais. Gwendoline Christie e Elizabeth Debicki trazem experiência de produções como “Game of Thrones” e “The Crown”.
Misty Copeland, bailarina principal do American Ballet Theatre, e A’ja Wilson, estrela da WNBA, incorporam diversidade atlética. Modelos como Alex Consani e Paloma Elsesser destacam inclusão de tamanhos e etnias.
Outros membros incluem LISA do Blackpink, Sam Smith, Teyana Taylor e Yseult, com mais nomes a serem divulgados. O comitê auxilia na curadoria de convidados e atividades, garantindo equilíbrio temático.
- Músicos: Sabrina Carpenter, Doja Cat, LISA, Sam Smith, Yseult.
- Atores: Gwendoline Christie, Elizabeth Debicki, Lena Dunham, Teyana Taylor, Zoë Kravitz.
- Atletas e bailarinos: Misty Copeland, A’ja Wilson, Venus Williams (co-anfitriã).
- Modelos e editores: Alex Consani, Paloma Elsesser, Lauren Wasser, Chloe Malle.
- Artistas e designers: Anna Weyant, Anthony Vaccarello.
Histórico de arrecadação e impacto
O Met Gala arrecadou US$ 31 milhões em 2025, superando recordes anteriores e financiando aquisições do Costume Institute. Fundos apoiam publicações, conservação e operações anuais do departamento.
Desde 1948, o evento cresceu de jantar modesto para gala global, com ingressos a US$ 75 mil por mesa. Em 2026, espera-se manutenção do patamar, beneficiando exposições como “Costume Art”.
Patrocínios de marcas como Saint Laurent sustentam a produção, incluindo catálogos editados por Yale University Press. Uma edição deluxe será vendida exclusivamente na loja do Met.
O impacto se estende a designers emergentes, que ganham visibilidade via looks de celebridades. Edições passadas impulsionaram vendas de coleções, como o impacto de “Camp” em 2019.
Preparativos para o dress code
O código de vestimenta para o Met Gala 2026 será revelado meses antes do evento, alinhado ao tema “Costume Art”. Expectativas apontam para silhuetas que explorem a forma corporal, como vestidos esculturais ou transparentes.
Histórico sugere interpretações criativas: em 2016, Beyoncé optou por Givenchy latex para “Manus x Machina”. Para 2026, referências a artistas como Dürer podem inspirar nus estilizados ou drapejados clássicos.
Designers como Walter Van Beirendonck, com ensembles de 2009, exemplificam fusões históricas. A curadoria incentiva diálogos entre corpo e tecido, evitando hierarquias entre arte e moda.
Convidados recebem convites confidenciais, com proibição de fotos internas. O foco permanece na arrecadação, com leilões e performances ao vivo complementando o tapete vermelho.
