O Litoral do Paraná tem uma das semanas mais quentes do ano, com temperaturas elevadas e sensação térmica ainda mais intensa. Nesta terça-feira (23), Guaraqueçaba registrou 38°C, a maior temperatura de 2025 até agora, de acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). O calor extremo também foi sentido em outras cidades litorâneas.
Em Antonina, os termômetros marcaram 36,4°C, enquanto Morretes chegou a 36,9°C. Paranaguá registrou 33,4°C e Guaratuba teve máxima de 30,6°C. Apesar das diferenças entre os municípios, a sensação de calor foi ainda maior em todos eles, resultado direto da combinação entre temperaturas elevadas e alta umidade do ar, uma característica constante do litoral paranaense.
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Segundo o meteorologista Lizandro Jacobsen, essa combinação faz com que o índice de calor quase sempre supere os valores registrados pelos termômetros. Ele explica que, no Litoral do Paraná, cerca de 99% das vezes a sensação térmica é mais alta do que a temperatura oficial.
O cenário de calorão também está diretamente ligado ao início do verão, que começou oficialmente neste domingo (21) já sob influência de uma onda de calor. Um bloqueio atmosférico atua sobre parte do país, dificultando a formação de sistemas de chuva mais organizados e impedindo a entrada de massas de ar mais frio. Com isso, o calor se mantém persistente por vários dias consecutivos.
Ondas de calor serão mais frequentes
De acordo com critérios adotados pela Organização Meteorológica Mundial, uma onda de calor é caracterizada por um período prolongado de temperaturas muito acima do normal para determinada região e época do ano, geralmente com máximas pelo menos 5°C superiores à média histórica local por vários dias seguidos. Esse padrão tem se tornado cada vez mais comum no Brasil e no mundo.
Relatórios científicos apontam que as ondas de calor estão aumentando em frequência, duração e intensidade à medida que o planeta aquece. A principal causa é a ação humana, especialmente a queima de combustíveis fósseis, que libera grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera. Esses gases retêm mais calor próximo à superfície da Terra, elevam as temperaturas médias globais e alteram padrões climáticos históricos.
Verão começa com temperaturas recordes e onda de calor no Litoral do Paraná (Franklin de Freitas)
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU afirma com alto grau de confiança que a mudança climática induzida pelo homem já tornou as ondas de calor mais frequentes e intensas em diversas regiões do planeta desde a década de 1950. A Organização Meteorológica Mundial reforça esse alerta, destacando que, a cada novo aumento da temperatura média global, eventos de calor extremo tendem a se tornar ainda mais comuns, duradouros e severos.
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