sexta-feira, 6 março, 2026
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Morre Nilson Mueller, o eterno ‘Pai do Zequinha’, personagem emblemático do Paraná

Morreu nesta madrugada de segunda, 5, Nilson Müller, o eterno ‘Pai do Zequinha’, personagem emblemático dos anos 1970 e 1980. Müller tinha 84 anos. A morte do ilustrador foi confirmada ao Bem Paraná pelo filho do artista Nilson Müller Filho.

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Em nota postada nas redes sociais, a família lamenta a morte do artistista. Ainda não há informações sobre o local e horário do velório e Nilson Müller.

Nilson Müller Nilson Müller era ilustrador, artista plástico e professor de desenho e pintura. Começou sua carreira em 1958, tendo recebido diversos prêmios, tais como os do Salão Paranaense, Salão dos Novos da Biblioteca Pública do Estado do Paraná e Salão do Santa Mônica Clube de Campo.

Em 1979, fez as ilustrações do palhaço Zequinha (personagem tradicional de Curitiba, criado originalmente em 1928) para um álbum de figurinhas que se tornou bastante popular na região. Em 1997, foi responsável pela capa da edição especial da revista Metal Pesado em homenagem aos 15 anos da Gibiteca de Curitiba com o super-herói O Gralha, para o qual também desenharia uma HQ em 2014 no álbum O Gralha: Tão Banal Quanto Original.

Em 2016, foi homenageado pela Gibiteca de Curitiba, que deu seu nome a uma sala de exposições.

História do Zequinha

A história das Balas Zequinha começou a ser escrita em 1928, quando Francisco Sobânia, um dos irmãos proprietários da fábrica curitibana A Brandina, foi a São Paulo para se especializar na fabricação de chocolates. Na capital paulista, tomou contato com as balas Piolim, que traziam a figura do famoso palhaço.

De volta a Curitiba, a ideia foi adaptada e surgiu o Zequinha, palhaço paranaense, com uma série de 30 temas. O personagem caiu no agrado popular e, no auge do sucesso, teve centenas de temas.

Os irmãos Sobânia venderam a patente nos anos 1940, que passou para outras mãos nas décadas seguintes. Até meados da década de 1960, as figurinhas continuaram a ser colecionadas e ainda eram usadas nos jogos de bafo. Com o tempo, as figurinhas saíram de circulação. Apostando na lembrança que o personagem deixara na população, em 1974 houve uma tentativa de resgatar o famoso palhaço, mas a ação não teve sucesso.

A retomada da popularidade aconteceu em 1979, quando o Governo do Paraná lançou uma campanha de arrecadação na qual notas fiscais eram trocadas por álbuns e figurinhas do Zequinha. O ilustrador Nilson Müller foi contratado para atualizar o personagem. A campanha foi um sucesso e se estendeu por vários anos.

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