quinta-feira, 5 março, 2026
InícioInternacionalChina instala mais de 500 GW em eólica e solar em 2025...

China instala mais de 500 GW em eólica e solar em 2025 consolidando liderança em transição energética global

A China consolidou sua posição como líder mundial na expansão de energia renovável ao instalar mais da metade das novas capacidades globais de eólica e solar em 2025. O país adicionou centenas de gigawatts em projetos de grande escala, transformando regiões áridas e costeiras em centros de geração limpa. Esse ritmo acelerado reflete políticas governamentais agressivas e investimentos maciços, que impulsionam a meta de neutralidade de carbono até 2060. Os avanços ocorreram em meio a desafios de integração na rede elétrica nacional, mas inovações tecnológicas ajudaram a mitigar parte desses obstáculos.

No primeiro semestre de 2025, o país registrou adições recordes de cerca de 210 gigawatts em solar e 50 gigawatts em eólica. Até novembro, a capacidade solar acumulada ultrapassou 1,16 terawatts. Esses números representam mais que o dobro das instalações do resto do mundo combinado em períodos semelhantes.

Recentemente, em janeiro de 2026, a China instalou a primeira turbina eólica offshore de 20 megawatts na província de Fujian. Essa unidade pode abastecer cerca de 44 mil residências por ano.

Expansão recorde em capacidade instalada

A China alcançou marcas históricas na instalação de energia solar e eólica ao longo de 2025. O país adicionou aproximadamente 275 gigawatts apenas em solar nos primeiros 11 meses do ano, elevando o total acumulado para níveis nunca vistos. Essa expansão ocorreu principalmente em províncias como Qinghai e Mongólia Interior, onde vastas áreas desertas foram convertidas em parques fotovoltaicos.

Projetos de grande porte integraram tecnologias avançadas, como painéis bifaciais que aumentam a eficiência em condições adversas. A capacidade total de renováveis superou a de fontes térmicas pela primeira vez, marcando uma transição estrutural no sistema energético chinês.

No segmento eólico, as adições chegaram a mais de 50 gigawatts no primeiro semestre. Instalações onshore em planaltos elevados e offshore nas costas orientais contribuíram para esse volume.

Avanços tecnológicos em turbinas offshore

A instalação da turbina de 20 megawatts offshore representou um marco técnico para a indústria chinesa. Desenvolvida por empresas como Goldwind e China Three Gorges, a unidade possui capacidade para gerar 80 milhões de quilowatts-hora anualmente. O projeto ocorreu nas águas da província de Fujian, demonstrando domínio em engenharia marítima.

Essa conquista posiciona o país à frente de competidores globais em potência unitária de turbinas. Testes em condições reais validaram o desempenho em ventos fortes típicos da região costeira.

Outras inovações incluem sistemas híbridos que combinam eólica com armazenamento em baterias. Esses complexos, como o de 6 gigawatts em Shanxi, utilizam antigas minas de carvão para implantação.

eólica – Foto: Andrejs83/Shutterstock.com

Desafios na integração à rede elétrica

A rápida expansão de renováveis trouxe aumento no índice de curtailment em algumas províncias durante 2025. Taxas de desperdício de energia solar chegaram a 6,6% no primeiro semestre, refletindo limitações na transmissão. Regiões como o noroeste enfrentaram dificuldades para escoar a produção excedente.

Investimentos em modernização da rede cresceram 22% no período, com foco em linhas de alta tensão e tecnologias inteligentes. Essas medidas visam reduzir perdas e melhorar a absorção de fontes variáveis.

Especialistas apontam que o equilíbrio entre oferta e demanda exige ajustes contínuos em políticas de despacho. Reformas recentes incentivam o consumo local de energia renovável em centros industriais.

Projetos híbridos em regiões desertas

Complexos integrados de eólica e solar ganharam escala em áreas áridas sob o 14º Plano Quinquenal. Bases com capacidade total próxima de 100 gigawatts transformam desertos em fontes produtivas de eletricidade. Esses empreendimentos incluem armazenamento para estabilizar a geração intermitente.

A abordagem híbrida permite operação contínua, reduzindo dependência de backups fósseis. Projetos em construção preveem geração equivalente ao consumo de países médios europeus.

Painéis solares com rastreamento automático aumentam rendimento em até 20%.

Turbinas adaptadas a ventos variáveis otimizam produção em planaltos.

Sistemas de baterias em escala gigawatt-hora garantem suprimento durante picos de demanda.

Investimentos em armazenamento de energia

O desenvolvimento de baterias em grande escala tornou-se prioridade para sustentar o crescimento renovável. Instalações de armazenamento ultrapassaram 3,4 gigawatts-hora em complexos específicos durante 2025. Essa infraestrutura ajuda a mitigar variações na geração eólica e solar.

Comparações com modelos internacionais, como o da Califórnia, inspiram estratégias chinesas. A expansão de storage reduz gradualmente a necessidade de usinas termelétricas como reserva.

Investimentos em novas tecnologias de baterias cresceram significativamente. Empresas locais dominam a cadeia global de suprimentos para esses componentes.

Implicações internacionais e comércio

A dominância chinesa na produção de equipamentos renováveis gerou tensões comerciais em 2025. Medidas europeias, como barreiras tarifárias, responderam ao volume de exportações de painéis e turbinas. Políticas internas ajustaram subsídios para equilibrar o mercado doméstico.

Apesar disso, investimentos chineses em projetos overseas ampliaram a capacidade renovável global. Parcerias em países em desenvolvimento aceleram a transição energética nessas regiões.

O país mantém mais de 80% da produção mundial de componentes chave. Essa posição fortalece sua influência na cadeia de suprimentos internacionais.

Progresso rumo à neutralidade de carbono

Os avanços de 2025 aproximaram a China de suas metas climáticas estabelecidas para 2030 e 2060. A capacidade instalada de eólica e solar ultrapassou 1,6 terawatts em alguns períodos do ano. Renováveis responderam por mais de 90% das novas adições de potência elétrica.

Geração limpa cresceu 25% em comparação com 2024 em meses específicos. Esse aumento reflete maturação de projetos iniciados nos anos anteriores.

Políticas de longo prazo continuam a priorizar a descarbonização gradual. A transição afeta positivamente setores industriais de alta intensidade energética.

A expansão renovável chinesa influencia diretamente o cenário global de emissões. O país contribui decisivamente para o cumprimento de acordos internacionais sobre mudança climática. Avanços tecnológicos desenvolvidos localmente beneficiam projetos em outras nações.

FALANDO NISSO
- Advertisment -

Em Alta