sábado, 7 março, 2026
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São Paulo sai na frente, mas Corinthians busca empate no clássico em Itaquera

Nome mais visado do Corinthians desde a conquista da Copa do Brasil, Breno Bidon evitou o que seria uma frustrante e rara derrota na Neo Química Arena para o São Paulo, onde os corintianos perderam para o rival tricolor apenas uma vez na história. O gol marcado pelo meio-campista aos 44 minutos do segundo tempo fez terminar empatado por 1 a 1 o clássico disputado neste domingo, válido pela terceira rodada do Paulistão.

Com o resultado, os dois times estão empatados com quatro pontos, na parte intermediária da tabela, mas o Corinthians está na frente, porque leva vantagem no saldo de gols.

O próximo compromisso dos corintianos é na Vila Belmiro, onde enfrentam o Santos na quinta-feira, 22, um dia depois do duelo com a Portuguesa que o São Paulo terá pela frente, quarta, no MorumBis.

Os são-paulinos foram a campo dois dias depois de o presidente do clube, Julio Casares, ter o impeachment aprovado pelo Conselho Delibartivo, na sexta-feira. Nas partidas anteriores, em meio à ebulição política tricolor, líderes do elenco, como Luciano, falaram abertamente que o ambiente conturbado estava chegando aos jogadores.

Jogar um clássico na casa do rival, portanto, adicionava mais drama e peso ao momento tricolor, contexto com o qual os corintianos têm bastante familiaridade, já que atravessaram forte crise política ao longo de 2025. Havia, de fato, certa insegurança do lado do São Paulo, e o Corinthians se aproveitava disso.

Com Yuri Alberto caindo bastante pela esquerda e Breno Bidon pisando perto da meia-lua para buscar a finalização ou o último passe, o time alvinegro conseguia ser incisivo quando tinha a bola nos pés, embora apresentasse menos posse. Uma falta sofrida por Bidon próxima à área gerou uma das melhores chances alvinegras, em cobrança de Matheus Bidu.

A troca de passes tricolor, por sua vez, era realizada durante a maior parte do tempo entre o campo de defesa e a intermediária. Erros de saída de bola, inclusive, chegaram a gerar oportunidades aos corintianos.

As falhas se apresentavam em todas as formas no São Paulo, a exemplo de um corte mal feito por Arboleda que encobriu Rafael e só não desencadeou um gol corintiano porque Yuri cabeceou para fora ao dividir com Alan Franco. Yuri também levou perigo em contra-ataque, ganhando na velocidade e batendo cruzado para defesa de Rafael.

O São Paulo teve seu melhor momento no final do primeiro tempo, quando conseguiu uma sequência de bolas alçadas à área rival, e fez bom proveito. Tapia abriu o placar ao subir de cabeça no meio de dois marcadores corintianos e colocar na rede.

Sem mudar a configuração do jogo, o Corinthians continuou bem e teve duas chances de empatar com Matheuzinho, primeiro em um belo chute de fora da área e depois em oportunidade desperdiçada, cara a cara com Rafael.

O segundo tempo começou com algum nervosismo para o time da casa, o que refletia a inquietude de parte da torcida, especialmente em razão de o jogo ter se tornado muito truncado, com muitas faltas e paralisações. Dessa forma, o São Paulo controlava a partida e corria bem menos riscos do que correu durante o primeiro tempo, ao ponto de Rafael mal ser acionado ao longo da primeira metade da etapa final.

Entre decisões precipitadas e lentidão para dar sequência em lances que poderiam ser mais agudos, o Corinthians passou muito longe de exibir o mesmo futebol mostrado antes do intervalo. Só nos minutos finais as coisas voltaram ao prumo para o lado alvinegro. De volta ao time depois de empréstimo para o Ceará e precisando se provar, Pedro Raul saiu do banco e foi importante ao participar de tabela que deixou Breno Bidon bem posicionado na área para vencer Rafael com um chute chapado.

*Estadão Conteúdo

FALANDO NISSO
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