quinta-feira, 5 março, 2026
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Trump sugere contribuição de US$ 1 bilhão para membership permanente no Conselho de Paz para Gaza

O governo dos Estados Unidos, sob comando do presidente Donald Trump, divulgou detalhes sobre o Conselho de Paz destinado à administração transitória de Gaza. Um rascunho do estatuto do órgão sugere que países interessados em membership permanente contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão em fundos. A proposta integra a segunda fase do plano americano para estabilizar o território palestino após o cessar-fogo.

A Casa Branca rejeitou interpretações de que haveria cobrança obrigatória para participação. Autoridades americanas enfatizaram que o conselho oferece filiação a nações comprometidas com segurança e prosperidade regional. Convites foram enviados a diversos líderes internacionais nas últimas semanas.

O conselho será presidido pelo próprio Trump, com mandato inicial definido em estatuto. Países membros terão período de três anos, renovável conforme critérios estabelecidos pelo presidente do órgão.

Composição do conselho executivo

O Conselho de Paz conta com nomes de destaque na diplomacia e nos negócios internacionais. Figuras como o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff integram o núcleo principal. O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair também foi confirmado como participante.

Outros membros incluem o empresário Marc Rowan e assessores próximos a Trump, como Robert Gabriel. A estrutura prevê ainda um comitê executivo separado para apoiar a governança local em Gaza. Representantes de países árabes moderados participam dessa instância operacional.

Convites enviados a líderes globais

Diversos chefes de Estado receberam cartas oficiais de convite nos últimos dias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos contemplados, mas o governo brasileiro ainda avalia a resposta. Fontes próximas ao Planalto indicam que a decisão deve ocorrer apenas na próxima semana.

O presidente argentino Javier Milei confirmou publicamente o recebimento e manifestou interesse em participar. Milei destacou que considera honra integrar iniciativa liderada diretamente por Trump. Outros líderes, como os do Canadá e da Turquia, também analisam a proposta.

Convites alcançaram ainda representantes de nações do Oriente Médio alinhadas aos acordos de normalização. A seleção reflete esforço americano para ampliar base de apoio ao plano de reconstrução.

Trump – Reprodução/ Globo

Detalhes do rascunho do estatuto

O documento preliminar circulou entre cerca de 60 países nas últimas semanas. Nele consta cláusula que isenta do limite de três anos países que contribuam com valor superior a US$ 1 bilhão no primeiro ano. A medida visa garantir financiamento robusto para atividades do conselho.

O texto enfatiza que contribuições voluntárias demonstram compromisso profundo com objetivos do órgão. Autoridades americanas reforçam que não existe taxa mínima obrigatória para adesão inicial. A proposta busca atrair recursos para projetos de longo prazo em Gaza.

Fortalecimento da governança local

Reconstrução de infraestrutura destruída

Atração de investimentos privados

Mobilização de capital internacional

Treinamento de força policial palestina

Esses pontos constam como prioridades centrais do conselho.

Negação oficial da Casa Branca

Autoridades da Casa Branca classificaram reportagens sobre cobrança obrigatória como distorcidas. Em comunicado, afirmaram que o modelo apenas reconhece nações com contribuição significativa. O foco permanece na parceria voluntária para promoção da paz.

O Departamento de Estado remeteu consultas a publicações anteriores de Trump e Witkoff. Nelas não há menção explícita a valores financeiros como condição inicial. A ênfase recai sobre cooperação ampla para estabilidade regional.

Força internacional de estabilização

Paralelamente ao conselho, Trump designou o major-general Jasper Jeffers para comandar força multinacional em Gaza. A unidade terá missão de manter segurança durante transição e treinar policiais locais. A força substituirá gradualmente estruturas anteriores no território.

A nomeação ocorreu na sexta-feira anterior ao anúncio ampliado do conselho. Jeffers possui experiência em operações especiais americanas. Sua liderança visa garantir implementação efetiva do cessar-fogo vigente.

Contexto do plano americano para Gaza

O Conselho de Paz representa etapa avançada do plano de 20 pontos apresentado por Trump. A iniciativa ganhou respaldo em resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada em novembro anterior. O texto autoriza administração transitória e força de estabilização até 2027.

O plano prevê desmilitarização completa do território e governança técnica palestina supervisionada internacionalmente. Reconstrução econômica figura como prioridade para atrair investimentos estrangeiros. O conselho coordenará esses esforços em escala global.

Autoridades americanas destacam que o órgão pode expandir atuação para outros conflitos regionais. A estrutura permite flexibilidade conforme evolução das necessidades. Trump descreveu o grupo como o mais prestigiado já formado para fins semelhantes.

Reações internacionais iniciais

Líderes convidados adotam posturas variadas diante da proposta. Aceitações públicas permanecem limitadas até o momento, com Milei como exceção notável. Governos europeus e árabes consultam aliados antes de posicionamento oficial.

Analistas observam que o modelo levanta debates sobre financiamento de iniciativas multilaterais. Contribuições elevadas podem garantir influência maior aos doadores. A abordagem reflete estratégia americana de mobilizar recursos privados e estatais.

O conselho inicia atividades focado exclusivamente em Gaza, conforme resolução da ONU. Expansão futura dependerá de consenso entre membros fundadores. Trump mantém controle direto sobre rumos do órgão.

Objetivos de longo prazo

O estatuto preliminar lista metas ambiciosas para período transitório. Entre elas destaca-se criação de ambiente seguro para desenvolvimento econômico. Investimentos em infraestrutura visam recuperar áreas afetadas pelo conflito prolongado.

Treinamento de forças locais busca substituir estruturas anteriores por polícia profissional. Coordenação internacional garantirá padrões elevados de governança. O conselho supervisionará distribuição de recursos para evitar desvios.

Promoção de relações regionais estáveis

Financiamento em larga escala para projetos

Desenvolvimento de capacidade administrativa

Integração econômica de Gaza ao entorno

Essas diretrizes orientam planejamento inicial do órgão.

O Conselho de Paz avança como peça central da estratégia americana para o pós-conflito. Participação de líderes globais determinará alcance prático da iniciativa. Contribuições financeiras voluntárias poderão definir influência de cada nação membro.

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