sexta-feira, 6 março, 2026
InícioEconomiaToffoli agenda para próxima semana depoimentos sobre o caso do Banco Master

Toffoli agenda para próxima semana depoimentos sobre o caso do Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, agendou para próxima semana, nos dias 26 e 27 de janeiro, os depoimentos do caso do Banco Master.  No despacho, o ministro “determinou à Secretaria Judiciária que adote as providências necessárias para a reserva de sala e a disponibilização de servidores para a realização das oitivas nas datas indicadas”. Toffoli também determina que “oficie a polícia, encaminhando o link de acesso das audiências para fins de intimação daqueles que serão ouvidos e dos seus respectivos advogados”.
No despacho da Polícia Federal (PF), o órgão apresentou as novas datas para realização das oitivas determinadas no bojo das diligências, sendo a primeira marcada para o dia 26 de janeiro e a última para 27 de janeiro. “As data sugeridas possibilitam que as defesas tenham acesso ao conteúdo da presente investigação, em especial, ao conteúdo dos depoimentos colhidos no dia 30/12/202”, diz o documento.
Confira as datas das oitivas 

Dário Oswaldo Garcia Junior – 26/01/2026
André Felipe de Oliveira – 26/01/2026
Henrique Souza e Silva Peretto – 26/01/2026
Adalberto Feliz de Oliveira – 26/01/2026
Robério Cesar Bonfim Mangueira – 27/01/2026
Luiz Antônio Bull – 27/01/2026
Angelo Antonio Ribeiro da Silva – 27/01/2026
Augusto Ferreira Lima – 27/01/2026

A decisão de Toffoli vem quatro dias depois dele ter mudado o cronograma de depoimentos do caso Master e diminuir o tempo para a PF ouvir os envolvidos. O prazo passou a ser de dois dias – diferente dos seis que havia sido solicitado -, o que interferiu diretamente na condução da investigação pela PF.
A decisão, entretanto, não foi a primeira. Em 14 de janeiro, o ministro havia determinado que bens e materiais apreendidos pelo órgão, no âmbito da Operação Compliance Zero, fossem armazenados no STF, em Brasília. Entretanto, mesmo dia ele retrocede e permitiu que os bens ficassem sob a custódia da PF. “Tendo em vista o êxito da operação realizada hoje, o material probatório colhido deve ser apreciado pelo titular da ação penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração”, afirmou o ministro na decisão.
Nesta terça-feira, em razão do desgaste envolvendo as investigações do Banco Master, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília. A interlocutores e pares da Corte, o ministro justificou a volta antes da abertura oficial do ano Judiciário com a avaliação de que “o momento exige” sua presença na capital.
O objetivo central de Fachin é gerenciar o desgaste na imagem do tribunal provocado pelos recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Leia também

Com adesão de Calheiros, proposta de CPI do Master no Senado tem 43 assinaturas

 

FALANDO NISSO
- Advertisment -

Em Alta