O projeto do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) que vai ligar Curitiba a Colombo e Curitiba a Fazenda Rio Grande deve ser contratado ainda no primeiro semestre deste ano. Nesta primeira fase, o investimento previsto é de R$ 6,1 milhões para a elaboração do projeto. O edital já foi publicado e as propostas das empresas interessadas serão abertas no dia 25 de fevereiro.
A proposta é criar um dos maiores corredores de mobilidade da Grande Curitiba, conectando o eixo Norte-Sul com pistas exclusivas para ônibus, novas estações de embarque e desembarque e a construção de um novo terminal metropolitano em Fazenda Rio Grande. Ao todo, os trechos somam cerca de 23 quilômetros dentro da área urbana.
Corredor Norte vai ligar Curitiba a Colombo
Na ligação entre Curitiba e Colombo, o BRT parte da Estação Atuba e terá 5,9 quilômetros de faixas exclusivas na BR-476. O trajeto começa no trecho norte da Linha Verde e segue até as proximidades do Terminal Guaraituba, facilitando o acesso de quem mora na região norte da capital e em Colombo.
Corredor Sul vai conectar Curitiba a Fazenda Rio Grande
Já no eixo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, o corredor terá 17,5 quilômetros ao longo da BR-116. O início será no bairro Pinheirinho, logo após o último retorno operacional da Linha Verde, perto da passarela da Rua Engenheiro João Bley Filho, e seguirá até o bairro Estados, em Fazenda Rio Grande.
Esse trecho deve beneficiar milhares de passageiros que enfrentam congestionamentos diariamente no acesso sul da capital.
Promessa é mais agilidade e menos tempo parado
A proposta do BRT é dar mais velocidade às viagens, reduzir o tempo dentro do ônibus e oferecer mais conforto para quem se desloca entre Curitiba e as duas cidades mais populosas da região metropolitana. A ideia é transformar o corredor em uma grande artéria do transporte público.
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Além disso, o projeto já prevê possibilidade de inovação no futuro, como a adoção do Bonde Urbano Digital, modelo que já está em desenvolvimento entre Pinhais e Piraquara.
Etapas e estudos
O eixo Sul está dividido em quatro subtrechos: Pinheirinho/Campo de Santana (7,20 km); Campo de Santana/Rio Iguaçu (4,66 km); Rio Iguaçu/Terminal Fazenda Rio Grande (2,69 km); e Terminal Fazenda Rio Grande/Estados (3,26 km). O Norte está dividido em três subtrechos: Atuba/Rio Atuba (1,34 km); Rio Atuba/Alto Maracanã (1,80 km); e Alto Maracanã/Guaraituba (3,77 km).
O estudo de viabilidade será desenvolvido para todos os subtrechos considerando o funcionamento do sistema como um todo, desde seu início no ponto mais ao Sul até o ponto mais ao Norte.
No entanto, ele vai propor as melhores soluções e intervenções para a implantação das vias exclusivas para o transporte público levando em conta todas as particularidades de cada um dos trechos. A ideia é que as licitações das obras iniciem assim que os primeiros projetos fiquem prontos.
O estudo prevê alguns itens específicos. Para transposição dos Contornos Leste e Sul de Curitiba, por exemplo, deverá ser estudada a implantação de um novo viaduto, entre os dois viadutos existentes (atualmente o sistema conta com um viaduto por sentido da BR-116), com largura suficiente para acomodar as duas faixas de tráfego do BRT em canaleta exclusiva, além das barreiras de segurança, configurando uma passagem em desnível para o sistema. Como alternativa, deve ser estudado o alargamento dos viadutos existentes.
O projeto também prevê uma Estação de Integração no Ceasa e outras em alguns bairros das três cidades, como Pompeia, Caximba, Campo do Santana, Áustria, Nações, Gralha Azul, Parque Verde, Atuba, Rio Verde, Maracanã, Fátima, São Gabriel, intersecções em nível e desnível, requalificações fluviais, adaptações nos terminais existentes (Maracanã e Guaraituba), por exemplo, um eixo binário em Colombo, além de outras obras.
O estudo vai avaliar as concepções técnicas e financeiras necessárias e já será desenvolvido dentro da Metodologia BIM. Ele também trará impacto socieconômico e estudos específicos sobre rios, interferências urbanas, desapropriações e aspectos geológicos.
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