Luciana Vieira, de 43 anos, fã do paraná da dupla Gian & Giovani, viveu neste sábado (31) um momento que carregava há anos no coração: conhecer de perto os artistas que a acompanharam desde a infância. Em cuidados paliativos por causa de duas síndromes genéticas raras associadas ao câncer, ela realizou o sonho durante o Verão Maior Paraná, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado.
Paralamas do Sucesso encerram shows de sábado no Litoral do Paraná com público de 153 mil; veja fotos
Arena de Pontal do Paraná recebe 32 mil pessoas para ver Gian e Giovani e Teodoro e Sampaio; veja fotos
Luciana convive com a síndrome de Li-Fraumeni e com a síndrome de Lynch, condições hereditárias que aumentam o risco de tumores. A ligação com os cantores se fortaleceu em 2015, quando sua filha precisou de um transplante de células-tronco após ser diagnosticada com leucemia.
“Eu escrevi uma carta e gravei um vídeo que enviei para a equipe deles. Eles nos ajudaram financeiramente e também emocionalmente. Graças a isso, minha filha conseguiu fazer o tratamento e hoje está curada”, conta. “Eu não queria partir sem agradecer pessoalmente.”
O encontro aconteceu nos bastidores do show realizado em Pontal do Paraná e foi marcado por emoção. “Minha mãe não pôde viver esse momento, mas sei que estaria feliz. Minha filha quebrou o ciclo da doença, e eles tiveram um papel nisso”, diz.
Fã paranaense vive em cuidados paliativos com qualidade de vida
Luciana já enfrentou câncer de boca, mama e intestino, e atualmente trata um câncer raro no pericárdio, membrana que envolve o coração. Paciente do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, também participa de tratamentos experimentais no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
“Cuidados paliativos não significam esperar a morte. Significam viver com qualidade. Eu amo viver e quero continuar realizando sonhos”, afirma. Entre eles, estavam voltar à praia, voar de parapente e conhecer novos lugares.
Novo ciclo
Além da filha hoje curada, Luciana é mãe de um menino de 6 anos que também não herdou as síndromes. O tratamento da filha foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o transplante realizado em Porto Alegre.
Durante o processo de fertilização in vitro, Luciana fez diagnóstico genético pré-implantacional, que permitiu selecionar embriões sem a mutação. “Eu perdi muitos familiares para o câncer. Em mim não consegui mudar a história, mas nos meus filhos, sim. Isso muda tudo”, conclui.
O post Fã em cuidados paliativos realiza sonho e conhece dupla sertaneja no Paraná apareceu primeiro em Bem Paraná.
