sexta-feira, 6 março, 2026
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Um caso a cada 77 minutos: Paraná foi um dos estados com mais vítimas de estupro em 2025

A cada uma hora e 17 minutos, um caso de estupro é descoberto no Paraná. Assim foi em 2025, ano no qual se registrou quase 7 mil desse tipo no estado. Foram 1.512 ocorrências de estupro e 5.342 casos de estupro de vulnerável – quando a vítima é menor de 14 anos ou, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato ou não pode oferecer resistência (por exemplo, por estar bêbada, desacordada, etc). Um número expressivo e que, apesar de apresentar queda em relação a 2024, mantém o Paraná como um dos estados com mais vítimas de estupro em todo o Brasil.

De acordo com os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, extraídos do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), ao longo de todo o ano passado o Paraná registrou 6.854 casos de estupro ou estupro de vulnerável. Foi o resultado “menos pior” desde 2021 (quando houve 6.452 registros de estupro). Além disso, na comparação com 2024, verifica-se uma queda de 47,7% nos registros. Naquele ano, houve 13.130 casos de estupro no Paraná, sendo que 6.249 desses casos envolveram estupro de vulnerável.

Paraná aparece com destaque no ranking nacional

Mesmo com a queda nos registros, porém, o Paraná segue como um dos estados com mais vítimas de estupro no Brasil. Não à toa, em 2025, sempre de acordo com os dados do Sinesp, apenas o estado de São Paulo registrou mais ocorrências que o Paraná, em número absoluto: 15.730. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (5.867), Pará (5.504) e Minas Gerais (5.448).

Em todo o Brasil, por sua vez, houve 83.012 casos do tipo no ano passado; Isso equivale a 227 estupros por dia no país, número 11,2% inferior aos 93.455 estupros de 2024. Ou seja, se num ano o Paraná respondeu por 14% de todos os casos no Brasil, no outro essa proporção já caiu para 8,3%.

Já quando considerada a taxa de ocorrências, temos que no Paraná há quase 58 casos por 100 mil habitantes. No ano anterior essa taxa foi de 111,04, a segunda maior do país (atrás apenas de Roraima, com 119,42). Já em 2025, o Paraná ficou na 7ª posição no ranking nacional, com 57,64 ocorrências por 100 mil habitantes. Apenas os estados de Roraima (92,18), Mato Grosso do Sul (91,87), Rondônia (90,76), Amapá (75,88), Pará (63,18) e Mato Grosso (60,02) tiveram mais casos por 100 mil habitantes.

14 casos de estupro de vulnerável por dia

Um dado que chama a atenção é que, em 2025, os casos de estupro de vulnerável representaram quase 78% do total de estupros no Paraná. Nessas situações, a vítima do crime sexual costuma ter menos de 14 anos. Outras situações, no entanto, também podem ser enquadradas, como quando a vítima não tem o necessário discernimento para a prática do ato ou não pode oferecer resistência (por conta de enfermidade, doença mental ou mesmo por estar bêbada, por exemplo).

Além disso, pessoas do sexo feminino são majoritariamente as vítimas dos casos de estupro no Paraná: 5.843 casos em 2025, ou 85,3% do total. O sexo masculino, por outro lado, apareceu como vítima em 993 ocasiões (14,5%), enquanto em outros 18 casos o sexo da vítima não foi informado. E entre os homens, a maior parte dos casos de estupro envolveram, na realidade, estupro de vulnerável. Foram 858 casos desse tipo, o equivalente a 86% das ocorrências com vítimas do sexo masculino.

Piloto é preso dentro de avião por comandar rede de pedofilia

Na manhã de ontem (9 de fevereiro), a Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) prendeu um piloto de 60 anos de idade, suspeito de comandar uma rede de pedofilia. Ele estava no aeroporto de Congonhas, dentro da cabine de um avião da Latam que seguiria para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando acabou preso pelas autoridades. A acusação é de que ele mantinha uma rede de abuso sexual de menores de idade há pelo menos oito anos. Durante a operação policial, batizada de Apertem os Cintos, uma mulher de 55 anos também acabou presa, suspeita de aliciar as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, bem como outra mulher, que teria cedido a filha ao piloto e mandado para ele fotos e vídeos da menina.

As investigações sobre o caso tiveram início há três meses. De acordo com a polícia, para conseguir acesso às meninas, o piloto usava diversos tipos de abordagem. Um deles era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia. Contudo, os investigadores já apontaram que há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.
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