sexta-feira, 6 março, 2026
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Alerta na BR-277: quatro trechos concentram mortes; confira antes de viajar

Em função da proximidade de um grande feriado, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou o Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui) para orientar motoristas que vão pegar a estrada. A publicação traz os pontos mais perigosos de todas as rodovias federais brasileiras. O Paraná é citado como estado que tem 16 pontos críticos e BR-277 é apontada como líder de acidentes e mortes.

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O estudo da CNT toma como base os dados de acidentes e mortes registrados em 2025. A rodovia com registrou 2.155 ocorrências em 2020 – 28,2% do total. A BR-277, conhecida como “Grande Estrada”, é uma rodovia federal transversal do Brasil. Inaugurada em março de 1969, concentra o maior número de mortes nos seus 732,2 km de extensão.

A rodovia começa no Porto de Paranaguá, no Leste, e termina na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste. A BR-277 é uma das poucas rodovias federais integralmente paranaenses.

Segundo os dados do Guia CNT, entre janeiro e dezembro de 2025, o Paraná teve 7.616 acidentes, com 582 mortes, ou seja, 8 mortes para cada 100 acidentes. Além disso, 8.525 pessoas ficaram feridas. Deste total de acidentes, a BR-277, no trecho da Serra do Mar, entre o km 0 e 10, registou 214 acidentes com 9 mortes – o maior do período.

No entanto, outros três trechos da mesma rodovia aparece entre os 10 pontos mais mortes e acidentes em 2025. São eles BR-277 km 110 a 120, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde houve 65 acidentes com 6 mortes. Na região de Palmeira, nos Campos Gerias, na altura do km180 a 190 foram 19 acidentes com 6 mortes e, por fim, entre os kms 670 a 680, já no Oeste do Estado, em Cascavel, foram registrados 40 acidentes com 6 mortes

Estradas do Paraná

16 pontos críticos51,4% da extensão das rodovias apresentam algum tipo de problema49,8% da extensão apresentam problemas no pavimento29,4% da extensãpo têm problemas na sinalização54,5% da extensão têm deficiência na geometria da pista

Transitar na contramão é a causa de mortes em acidentes mais recorrente, com um total de 92 ocorrências (15,5% do total).

Reação tardia ou ineficiente do condutor é a causa mais recorrente, com um total de 1.331 acidentes (17,5% do total).

Guia CNT e as estradas brasileiras

O guia traz ainda uma pesquisa que mostra que mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema, como pavimento danificado, sinalização insuficiente e trechos considerados críticos, o que aumenta o risco de acidentes.

O levantamento mostra que em 2025, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes, com 6.040 mortes e mais de 83 mil feridos — uma média de 198 ocorrências e 17 óbitos por dia.

As colisões foram o tipo de acidente mais comum, e a principal causa de mortes continuou sendo o tráfego na contramão.

Veja as principais recomendações da CNT para uma viagem segura:

Antes de iniciar a viagem

Documentação: certificar-se de que os documentos do veículo estão em dia e que a CNH está dentro da validade. Condutores das categorias C, D e E devem verificar se o exame toxicológico está vigente;

Inspeção mecânica: avaliar itens essenciais como o funcionamento dos freios, as condições e calibragem dos pneus, o sistema de arrefecimento, os níveis de óleo, e os sistemas de suspensão e direção;

Sistema de iluminação: conferir faróis, lanternas, setas, luzes de freio e de ré;

Veículos Elétricos/Híbridos: avaliar cabos, baterias de tração e planejar a rota considerando a localização de pontos de recarga;

Planejamento de rota: pesquisar as condições das rodovias para priorizar trechos em melhor estado e identificar antecipadamente pontos de parada para descanso e abastecimento.

Durante o percurso

Respeito às regras e sinalização: seguir rigorosamente os limites de velocidade e a sinalização vertical e horizontal;

Ultrapassagens Seguras: realizar ultrapassagens apenas em condições de máxima segurança, sempre pela esquerda, e exclusivamente onde a sinalização permitir (faixas seccionadas). O tráfego na contramão é apontado como a principal causa de mortes;

Atenção constante: manter foco total na via, abstendo-se do uso de celular, fones de ouvido, ou de comer e fumar enquanto dirige para evitar distrações. A ausência de reação do condutor é a causa mais recorrente de acidentes;

Descanso: respeitar os períodos de repouso, parando em locais seguros (como os Pontos de Parada e Descanso – PPD) sempre que houver sinais de cansaço ou sonolência;

Capacidade de carga: não trafegar com excesso de peso, o que amplia as chances de tombamentos e saídas de pista.

A Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui), a entidade oferece ferramentas como o Painel CNT de Acidentes Rodoviários (veja aqui), que permite avaliar as condições das estradas, identificar pontos perigosos e apontar os melhores trajetos com base em critérios de segurança e conservação.

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