quarta-feira, 11 março, 2026
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‘Depois do Fogo’ debate memória e pertencimento em drama familiar emocionante

O que fazer quando você perde tudo? Por onde recomeçar? Essa é a premissa de ‘Depois do Fogo’ (Rebuilding), longa-metragem do diretor Max Walker-Silverman, que estreia dia 12 de março nos cinemas brasileiros. A obra acompanha o solitário caubói Dusty, interpretado por Josh O’Connor, que acaba de perder o rancho da família em um grave incêndio florestal e tenta recomeçar do zero.

Apesar da ótima atuação de O’Connor que entrega uma performance digna de quem é visto como um dos atores mais promissores de Hollywood, o grande protagonista do filme é o silêncio. Aquele silêncio que se instala quando você se sente perdido na vida, quando não sabe qual direção tomar.

De forma sutil, o longa traduz toda a angústia de Dusty por meio dos sons do ambiente, sem nenhum diálogo, mas também sabe elevar a trilha sonora nos momentos certos, principalmente quando o personagem percebe que é mais fácil se reerguer quando há pessoas por perto.

Depois do Fogo’ aborda temas como mudanças climáticas, as dificuldades de quem vive no campo e a falta de apoio do governo a vítimas de desastres. Ao mesmo tempo em que propõe reflexões sobre memória e pertencimento. Afinal, será que uma perda não pode nos fazer olhar para a vida de forma diferente? Às vezes, é apenas uma forma de renascer.

Também vale destacar a atuação da jovem Lily LaTorre, de 11 anos, que interpreta Callie-Rose, filha de Dusty, e acaba se tornando o coração da história. Chama atenção, inclusive, a semelhança da personagem com a mãe na trama, vivida por Meghann Fahy, um acerto de elenco. O filme ainda conta com a presença da veterana Amy Madigan, no papel da adorável Bess.

Se eu fosse você, não perderia a chance de ver esse filme no cinema.

FALANDO NISSO
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