sexta-feira, 6 março, 2026
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Herança de Marília Mendonça é bloqueada em disputa por guarda de seu filho

Marilia Mendonça

A disputa judicial pela guarda de Léo, filho de Marília Mendonça, tomou novos rumos em julho de 2025, com a Justiça de Goiânia concedendo a guarda provisória ao pai, Murilo Huff, em 30 de junho. A decisão, que alterou a guarda compartilhada com a avó materna, Ruth Moreira, resultou no bloqueio das contas da herança da cantora, falecida em um acidente aéreo em novembro de 2021. Léo, de 5 anos, é o único herdeiro de Marília, com 100% de seu patrimônio, estimado em R$ 500 milhões, mas os valores estão inacessíveis até a resolução do processo. A briga, que envolve acusações de negligência médica e alienação parental contra Ruth, também gerou polêmica sobre a divisão de uma indenização de US$ 2 milhões do acidente, com críticas de familiares das outras vítimas. A situação expõe tensões familiares e financeiras, enquanto Ruth planeja recorrer para retomar a guarda compartilhada.

A administração dos bens de Léo era feita conjuntamente por Ruth e Murilo, mas a disputa judicial mudou a dinâmica.

Principais pontos da disputa:

  • Guarda provisória: Concedida a Murilo Huff em 30 de junho de 2025.
  • Herança bloqueada: Contas de Léo estão congeladas até o fim do processo.
  • Indenização: US$ 1 milhão para a família de Marília, contestado por outras vítimas.
  • Recurso: Ruth planeja recorrer para recuperar a guarda compartilhada.

Guarda de Léo e bloqueio da herança

Em 30 de junho de 2025, o juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, da 2ª Vara de Família de Goiânia, concedeu a guarda provisória de Léo a Murilo Huff, limitando as visitas de Ruth Moreira a finais de semana alternados. A decisão, baseada em alegações de negligência médica e alienação parental, marcou o fim da guarda compartilhada estabelecida após a morte de Marília Mendonça.

A disputa levou ao bloqueio judicial das contas que contêm a herança de Marília, destinada exclusivamente a Léo. Os recursos, provenientes de royalties e outros recebíveis, eram usados para despesas como alimentação, saúde e lazer da criança. O advogado de Ruth, Robson Cunha, afirmou que o patrimônio do menino triplicou desde 2021, e uma ação de prestação de contas foi apresentada para comprovar a gestão responsável.

O bloqueio das contas visa proteger os bens de Léo até a resolução do processo, mas levanta questões sobre quem administrará o patrimônio no futuro. A advogada familiarista Deborah Mendes explicou que a guarda não implica automaticamente na administração da herança, que pode ser atribuída a um curador judicial.

A tensão entre Ruth e Murilo, que já foi marcada por trocas de acusações nas redes sociais, intensificou-se com a decisão judicial. Murilo alegou “situações graves” no convívio com a família materna, incluindo omissões sobre a saúde de Léo, diagnosticado com diabetes tipo 1.

Polêmica sobre a indenização do acidente

A morte de Marília Mendonça em um acidente aéreo em 5 de novembro de 2021, em Caratinga (MG), vitimou outras quatro pessoas: o piloto Geraldo Martins de Medeiros, o copiloto Tarciso Pessoa Viana, o tio e assessor Abiceli Silveira Dias Filho e o produtor Henrique Bahia. A indenização de US$ 2 milhões, paga pela empresa de táxi aéreo, foi dividida entre as famílias das vítimas, com a família de Marília recebendo cerca de US$ 1 milhão.

Familiares das outras vítimas, como Vitória Medeiros, filha do piloto, criticaram a divisão, argumentando que todas as vidas têm o mesmo valor. Ruth defendeu que a proposta partiu da empresa de táxi aéreo, não de sua defesa, e que o valor inicial para Léo foi reduzido para beneficiar a filha do piloto. Ela destacou que também perdeu seu irmão, Abiceli, no acidente, vivendo um “luto duplo”.

A controvérsia gerou debates nas redes sociais, com acusações de que Ruth teria pressionado por uma quantia maior. O advogado de Ruth negou as alegações, reforçando que a divisão foi determinada pela empresa responsável pelo voo.

Principais pontos da indenização:

  • Valor total: US$ 2 milhões divididos entre cinco famílias.
  • Parte de Marília: Cerca de US$ 1 milhão para Léo.
  • Críticas: Familiares questionam a equidade da divisão.
  • Defesa de Ruth: Proposta veio da empresa, não da família.
Marília Mendonça
Marília Mendonça – Foto: Instagram

Acusações de negligência e alienação parental

A decisão judicial que concedeu a guarda a Murilo Huff citou evidências de negligência médica e alienação parental por parte de Ruth. Documentos judiciais apontam que Ruth teria orientado babás a ocultar informações médicas de Murilo, como o uso de antibióticos por Léo. Frases como “Não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico” foram usadas como prova no processo.

O juiz entendeu que tais ações comprometeram a confiança entre os responsáveis e prejudicaram o desenvolvimento emocional de Léo. Ruth negou as acusações, afirmando que sempre manteve uma relação de respeito com Murilo e que a convivência era harmoniosa até o início do processo.

Murilo, por meio de nota, reforçou que nunca impediu o contato de Léo com a avó materna e que buscou um acordo amigável, sem sucesso. Ele destacou que a rotina da criança não foi alterada, já que Léo sempre conviveu diariamente com o pai.

A defesa de Ruth planeja recorrer, argumentando que a decisão fere o melhor interesse da criança. A advogada Jessika, consultada por veículos de imprensa, destacou que disputas de guarda envolvem camadas legais complexas, priorizando o bem-estar do menor.

Gestão do patrimônio de Léo

O patrimônio de Marília Mendonça, estimado em R$ 500 milhões, inclui royalties de músicas, contratos publicitários e outros recebíveis. Léo, como único herdeiro, tem direito a 100% dos bens, que eram administrados conjuntamente por Ruth e Murilo até o bloqueio das contas.

O advogado Robson Cunha afirmou que não houve dilapidação patrimonial, e os recursos foram usados exclusivamente para as necessidades de Léo, como alimentação, educação e saúde. Desde a morte de Marília, o patrimônio do menino triplicou, segundo a defesa, devido a investimentos e ao sucesso contínuo das músicas da cantora.

A administração futura da herança dependerá da decisão judicial sobre a guarda e da nomeação de um curador, caso necessário. A advogada Deborah Mendes explicou que o responsável pela guarda não assume automaticamente a gestão dos bens, que exige prestação de contas transparente para proteger o patrimônio até Léo atingir a maioridade.

Detalhes da gestão da herança:

  • Herdeiro único: Léo possui 100% do patrimônio de Marília.
  • Bloqueio judicial: Contas congeladas até o fim do processo.
  • Administração: Era feita por Ruth e Murilo, agora sob revisão.
  • Crescimento: Patrimônio triplicou desde 2021.

Repercussão nas redes sociais

A disputa judicial ganhou ampla repercussão nas redes sociais, com trocas de acusações entre apoiadores de Ruth e Murilo. Postagens de fãs de Marília Mendonça defenderam Ruth, destacando seu papel na criação de Léo desde a morte da filha. Outros apoiaram Murilo, citando seu direito como pai e as alegações de negligência contra Ruth.

O irmão de Marília, João Gustavo, manifestou apoio à mãe, enquanto a namorada dele, Iollanda Nunes, também defendeu Ruth publicamente. Murilo curtiu postagens que o favorecem, enquanto Ruth interagiu com conteúdos críticos ao cantor, intensificando o debate online.

A polêmica sobre a indenização também gerou críticas, com Vitória Medeiros, filha do piloto, afirmando que a divisão foi injusta. George Costa, pai do produtor Henrique Bahia, confirmou que aceitou o acordo extrajudicial por temer um processo prolongado, mas negou contato direto com Ruth durante as negociações.

Histórico da relação entre Ruth e Murilo

Antes da disputa judicial, Ruth e Murilo mantinham uma relação aparentemente cordial, compartilhando a guarda de Léo desde a morte de Marília. Ruth destacou que Léo sempre conviveu com o pai e que a família materna incentivava essa relação. No entanto, tensões surgiram com o tempo, culminando em trocas de indiretas nas redes sociais.

Murilo chegou a divulgar que gastava mais de R$ 15 mil mensais com Léo, refutando acusações de Ruth de que ele não contribuía financeiramente. A empresária, por sua vez, afirmou que o patrimônio de Léo estava protegido e submetido a prestação de contas no processo de inventário.

A decisão judicial de 30 de junho marcou um ponto de ruptura, com Ruth expressando que a perda da guarda compartilhada reacendeu o luto pela morte de Marília. Ela acredita que a situação será resolvida amigavelmente, mas insiste em recorrer para garantir o convívio com o neto.

Cronologia dos eventos:

  • Novembro 2021: Marília Mendonça morre em acidente aéreo.
  • 2021-2025: Guarda de Léo é compartilhada entre Ruth e Murilo.
  • Junho 2025: Murilo pede guarda unilateral na Justiça.
  • 30 de junho 2025: Guarda provisória concedida a Murilo.
  • Julho 2025: Contas da herança são bloqueadas.

O que esperar do processo judicial

A disputa pela guarda de Léo e a gestão de sua herança seguem em aberto, com a defesa de Ruth planejando recorrer da decisão liminar. O processo envolve não apenas questões emocionais, mas também a administração de um patrimônio significativo, que exige transparência e proteção até Léo atingir a maioridade.

A Justiça de Goiânia priorizará o interesse da criança, avaliando fatores como estabilidade emocional, saúde e convívio familiar. A possibilidade de um acordo amigável foi mencionada por ambas as partes, mas as tensões atuais dificultam a resolução extrajudicial.

Enquanto isso, o bloqueio das contas garante que os bens de Léo permaneçam protegidos, mas limita o acesso aos recursos para despesas diárias. A decisão final sobre a guarda e a administração da herança será crucial para o futuro do menino e para a relação entre as famílias de Marília Mendonça e Murilo Huff.

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