Shemar Stewart, escolha de primeira rodada do Cincinnati Bengals no Draft da NFL de 2025, deixou o minicamp obrigatório da equipe em 12 de junho, intensificando uma disputa contratual que o impede de treinar desde abril. Selecionado como a 17ª escolha geral, o ex-jogador da Texas A&M exige que seu contrato de quatro anos, avaliado em US$ 18,9 milhões, seja totalmente garantido, sem a cláusula proposta pelos Bengals que permite anular garantias futuras em caso de infrações. A controvérsia, que também envolve o veterano Trey Hendrickson, reflete a tentativa do clube de estabelecer um novo precedente em contratos de novatos. Stewart, que treina nas instalações de sua universidade enquanto aguarda um acordo, expressou frustração, afirmando que busca apenas termos consistentes com os de outros draftados recentes do time. A situação pode impactar a preparação dos Bengals para a temporada, que começa em setembro.
A ausência de Stewart, combinada com a de Hendrickson, que também busca um novo contrato após liderar a NFL com 17,5 sacks em 2024, coloca pressão sobre a defesa do time. A equipe, que terminou a temporada de 2024 com 9 vitórias e 8 derrotas, enfrenta o risco de iniciar os treinos de julho sem seus principais pass rushers.
- Disputa contratual: Stewart exige garantias sem cláusula de anulação.
- Abandono do minicamp: Rookie deixou o campo no último dia, 12 de junho.
- Valor do contrato: US$ 18,9 milhões por quatro anos, per Spotrac.
- Trey Hendrickson: Veterano também ausente, buscando extensão contratual.
A seguir, detalhamos a origem do impasse, as declarações de Stewart, o impacto na equipe e as opções do jogador.
Origem da disputa contratual
O conflito entre Shemar Stewart e os Cincinnati Bengals começou logo após o Draft de 2025, realizado em abril. A equipe propôs incluir uma cláusula em seu contrato de novato que permitiria anular garantias futuras caso o jogador cometa infrações, como suspensões por incidentes em campo ou problemas fora dele. Essa linguagem, segundo Stewart, não estava presente nos contratos dos dois últimos escolhidos de primeira rodada do time, Myles Murphy (2023, 28ª escolha) e Amarius Mims (2024, 18ª escolha). O rookie, cujo contrato tem um valor pré-determinado de US$ 18,9 milhões por quatro anos, conforme a escala de salários da NFL, insiste em manter os mesmos termos de seus antecessores.
Stewart tem se recusado a participar de treinos, incluindo o minicamp obrigatório, enquanto o impasse persiste. Ele esteve presente nas instalações dos Bengals, participando de reuniões e estudando o playbook, mas optou por não assinar a renúncia de lesão que permitiria treinar sem um contrato assinado. Sua saída do minicamp no último dia, 12 de junho, foi um protesto contra a postura da equipe, que ele acusa de priorizar “ganhar argumentos” em vez de vitórias em campo.
- Cláusula polêmica: Bengals querem anular garantias futuras por infrações.
- Precedente anterior: Contratos de Murphy e Mims sem a cláusula proposta.
- Valor do contrato: US$ 18,9 milhões, totalmente garantido, é o ponto central.
- Renúncia de lesão: Stewart recusou assinar para treinar sem contrato.
O técnico Zac Taylor descreveu a situação como um “momento de aprendizado”, mas evitou prever quando o acordo será alcançado, mantendo o foco nos jogadores presentes.
Declarações de Stewart e apoio dos colegas
Shemar Stewart não escondeu sua frustração com os Bengals. Em 10 de junho, durante o minicamp, ele declarou estar “100% certo” em sua posição, enfatizando que não pede nada além do que foi concedido a outros novatos do time. Suas críticas à gestão, afirmando que o clube parece mais interessado em “ganhar argumentos” do que jogos, geraram repercussão. Apesar do tom contundente, Stewart negou que a disputa tenha prejudicado sua visão sobre o clube, destacando que ainda é cedo em sua trajetória na NFL.
A atitude de Stewart recebeu apoio de seus companheiros de equipe. O center Ted Karras afirmou que não há ressentimentos no vestiário, e o quarterback Joe Burrow reconheceu que disputas contratuais são parte da NFL, expressando solidariedade tanto a Stewart quanto a Trey Hendrickson. A postura do rookie reflete sua determinação em garantir um contrato justo, especialmente considerando que a escala salarial da NFL para novatos elimina disputas sobre valores, focando apenas na linguagem contratual.
- Declaração de Stewart: “Não peço nada que não tenham feito antes.”
- Apoio do vestiário: Karras e Burrow endossam a posição de Stewart.
- Frustração pública: Rookie critica gestão por priorizar “argumentos”.
- Sem rancor: Stewart mantém visão otimista sobre futuro com os Bengals.
A situação, no entanto, pode se prolongar, já que Stewart tem opções para pressionar o clube, incluindo a possibilidade de não assinar até 2026.
Impacto na preparação dos Bengals
A ausência de Shemar Stewart nos treinos, combinada com a de Trey Hendrickson, compromete a preparação da defesa dos Bengals para a temporada de 2025. Stewart, um edge rusher de 21 anos com 4,5 sacks em sua carreira universitária na Texas A&M, foi draftado para reforçar a linha defensiva, especialmente após a saída de jogadores como Jessie Bates III em 2023. Sem treinos práticos, ele perde tempo valioso para se adaptar ao sistema defensivo do técnico Zac Taylor e desenvolver sua técnica.
Hendrickson, que liderou a NFL com 17,5 sacks em 2024, também está ausente, exigindo uma extensão contratual antes de voltar. A falta dos dois principais pass rushers pode afetar a coesão da defesa, que foi a 22ª em jardas cedidas na última temporada. O minicamp de junho foi a última atividade antes do training camp, que começa no final de julho, aumentando a urgência para resolver os impasses.
- Defesa enfraquecida: Ausência de Stewart e Hendrickson prejudica treinos.
- Temporada 2024: Bengals terminaram com 9 vitórias e 8 derrotas.
- Training camp: Início em julho é prazo crítico para acordos.
- Sistema defensivo: Stewart precisa de treinos para se adaptar à NFL.
A equipe corre o risco de iniciar a temporada sem seus principais reforços defensivos, o que pode impactar o desempenho em um competitivo AFC North.
Opções de Stewart na disputa
Shemar Stewart possui algumas opções para pressionar os Bengals, conforme estipulado pelo Acordo Coletivo de Trabalho (CBA) da NFL. Ele pode continuar se recusando a assinar, mantendo-se fora dos treinos até que a equipe ceda. Outra possibilidade é exigir uma troca antes do prazo de 30 dias antes do início da temporada, em 7 de setembro. Caso não haja acordo, Stewart pode optar por não assinar até a semana 10 da temporada, em novembro, ou até mesmo reingressar no Draft de 2026, embora isso seja raro.
Essas opções dão ao jogador certo poder de negociação, mas também representam riscos. Não treinar pode atrasar seu desenvolvimento, enquanto reingressar no Draft poderia levar a uma escolha em uma posição mais baixa, reduzindo seu salário. A postura firme de Stewart sugere que ele está disposto a esperar, apoiado por seu agente, Zac Hiller, que busca manter a consistência com contratos anteriores dos Bengals.
- Recusa a assinar: Stewart pode manter holdout até acordo favorável.
- Demanda por troca: Possível até 30 dias antes da temporada.
- Reingresso no Draft: Opção extrema para 2026, mas arriscada.
- Apoio do agente: Zac Hiller reforça posição contra cláusula de anulação.
A resolução do impasse dependerá da disposição dos Bengals em ceder ou da pressão de Stewart até o training camp.
Histórico de disputas contratuais dos Bengals
Os Cincinnati Bengals têm um histórico de negociações contratuais difíceis. Além de Stewart, Trey Hendrickson, que busca uma extensão após uma temporada de destaque, também está ausente dos treinos. Em 2023, o safety Jessie Bates III deixou o clube após disputas contratuais, e os wide receivers Ja’Marr Chase e Tee Higgins enfrentaram negociações prolongadas antes de assinarem novos contratos em 2025. Esse padrão tem gerado críticas à gestão do clube, com alguns agentes descrevendo os Bengals como “confortáveis com o desconforto” nas negociações.
A tentativa de estabelecer um novo precedente com a cláusula de anulação de garantias reflete uma estratégia mais ampla da equipe para proteger seus interesses financeiros. No entanto, a resistência de Stewart, apoiada por exemplos recentes de contratos sem essa linguagem, destaca a dificuldade de implementar mudanças em um elenco que valoriza consistência contratual.
- Histórico do clube: Disputas com Bates, Chase e Higgins precedem Stewart.
- Trey Hendrickson: Ausente, busca extensão após 17,5 sacks em 2024.
- Estratégia da gestão: Bengals tentam novo padrão com cláusula de anulação.
- Críticas à gestão: Agentes apontam rigidez nas negociações.
A situação de Stewart é vista como um teste para a nova abordagem contratual dos Bengals, com implicações para futuros novatos.
Preparação de Stewart fora do campo
Enquanto o impasse persiste, Shemar Stewart mantém sua preparação física nas instalações da Texas A&M, onde treina regularmente. Ele participa de sessões de condicionamento e musculação, além de estudar o playbook dos Bengals para se manter atualizado. Sua presença nas reuniões do time durante o minicamp mostra comprometimento com o aprendizado, mesmo sem treinar em campo. Stewart enfatizou que continua se preparando para a temporada, trabalhando em sua técnica e condicionamento físico.
A decisão de treinar na universidade reflete sua estratégia de manter a forma enquanto pressiona por um contrato justo. No entanto, a falta de treinos com a equipe pode dificultar sua adaptação ao ritmo e à complexidade da NFL, especialmente em uma posição exigente como edge rusher.
- Treino na Texas A&M: Stewart mantém forma física na universidade.
- Estudo do playbook: Participa de reuniões para aprendizado tático.
- Comprometimento: Rookie se prepara apesar da disputa contratual.
- Risco de atraso: Falta de treinos em campo pode impactar adaptação.
A preparação fora do campo é crucial para Stewart, mas o tempo perdido com a equipe pode afetar sua estreia na NFL.
