sexta-feira, 6 março, 2026
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Família de Preta Gil organiza repatriação após morte da cantora em Nova York

Preta Gil e Gilberto Gil em 1974 — Foto: Redes sociais

A cantora Preta Gil, filha de Gilberto Gil, faleceu aos 50 anos em Nova York, no domingo, 20 de julho de 2025, devido a complicações de um câncer no intestino, contra o qual lutava desde janeiro de 2023. A artista, conhecida por sucessos como “Sinais de Fogo” e pelo icônico Bloco da Preta no carnaval carioca, estava nos Estados Unidos para um tratamento experimental. A família, liderada por Gilberto Gil, organiza a repatriação do corpo, conforme anunciado em nota oficial nas redes sociais. O comunicado também pediu compreensão ao público em meio ao luto e prometeu detalhes sobre as despedidas em breve. A morte de Preta gerou comoção entre artistas, fãs e políticos, que destacaram sua trajetória vibrante e influência na música e na cultura brasileira.

A notícia abalou o cenário cultural do Brasil, onde Preta era reconhecida não apenas como cantora, mas também como empresária e figura de destaque no carnaval. Sua carreira, marcada por álbuns como “Prêt-à Porter” e eventos como o “Baile da Preta”, consolidou-a como uma voz eclética na música popular brasileira. A luta contra o câncer, que incluiu quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia em 2024, foi acompanhada por fãs que admiravam sua resiliência.

Preta Gil
Preta Gil – Foto: Instagram
  • Principais marcos:
    • Lançamento do primeiro álbum em 2003, com a polêmica capa de “Prêt-à Porter”.
    • Criação do Bloco da Preta, que chegou a reunir 500 mil foliões no Rio.
    • Participações em programas de TV, como “Vai e Vem” e “The Masked Singer”.
    • Parcerias musicais com nomes como Ana Carolina, Pabllo Vittar e Marília Mendonça.

A trajetória de Preta reflete sua versatilidade, indo do pop ao axé, e sua capacidade de conectar diferentes gerações por meio da música e do carnaval.

Trajetória musical de Preta Gil

Preta Gil começou sua carreira artística aos 29 anos, após trabalhar como produtora e publicitária. Seu primeiro álbum, “Prêt-à Porter”, lançado em 2003, trouxe o hit “Sinais de Fogo”, composto por Ana Carolina. A capa do disco, que exibia a cantora nua, gerou debates intensos na época, com críticas que Preta enfrentou com coragem. Em entrevista, ela revelou que o pai, Gilberto Gil, considerou a escolha “desnecessária”, mas a experiência a ajudou a amadurecer como artista. O álbum marcou o início de uma carreira que misturava ritmos brasileiros, do samba ao funk, com um toque pop.

O segundo trabalho, “Preta” (2005), trouxe faixas como “Muito Perigoso” e reforçou sua presença no cenário musical. Já em 2010, o álbum “Noite Preta” inspirou uma turnê que percorreu o Brasil por sete anos, consolidando sua popularidade. O “Baile da Preta”, show que misturava MPB, axé e sertanejo, tornou-se um marco por sua diversidade musical.

  • Momentos-chave da carreira:
    • Estreia com “Prêt-à Porter” e a polêmica da capa.
    • Turnê do “Noite Preta”, que rodou o país por sete anos.
    • Criação do “Baile da Preta”, com repertório eclético.
    • Lançamento de “Todas as Cores” (2017), com participações de peso.

Preta também se destacou como apresentadora em programas como “Vai e Vem”, onde discutia temas como sexualidade com humor e inteligência, reforçando sua versatilidade.

O impacto do Bloco da Preta no carnaval

O Bloco da Preta, criado em 2010, transformou o carnaval carioca ao atrair multidões com sua energia contagiante. Em 2017, o bloco reuniu mais de 500 mil pessoas no centro do Rio de Janeiro, com uma homenagem ao apresentador Chacrinha. O evento combinava ritmos brasileiros variados, da bateria “Black Power” a participações de artistas como Ivete Sangalo, Anitta e Lulu Santos.

Para Preta, o bloco era o “ápice” de seu ano, como ela mesma declarou em entrevistas. O planejamento intenso, que envolvia reuniões ao longo de meses, refletia sua dedicação. O sucesso do bloco consolidou sua imagem como uma das grandes embaixadoras do carnaval brasileiro, conectando diferentes públicos com sua alegria e carisma.

  • Características do Bloco da Preta:
    • Mistura de ritmos, incluindo samba, axé, funk e pagode.
    • Participações de artistas renomados, como Thiaguinho e Anitta.
    • Homenagens culturais, como a de Chacrinha em 2017.
    • Atração de até 500 mil foliões em desfiles no Rio.

O Bloco da Preta permanece como um dos legados mais marcantes da artista, celebrando a diversidade cultural brasileira.

Luta contra o câncer

Preta Gil enfrentou o câncer de intestino desde janeiro de 2023, quando foi diagnosticada. Inicialmente, passou por quimioterapia e radioterapia no Brasil, seguidas por uma cirurgia em agosto de 2024 para remover tumores. Apesar do sucesso inicial, a doença retornou, atingindo outras regiões do corpo. Determinada a buscar alternativas, Preta viajou aos Estados Unidos para um tratamento experimental em um centro médico em Washington, enquanto se hospedava em Nova York.

A cantora compartilhava atualizações sobre sua saúde com os fãs, mostrando otimismo mesmo diante dos desafios. A decisão de buscar terapias experimentais reflete sua força e esperança, mas as complicações do câncer levaram a seu falecimento. A família, em luto, pediu privacidade enquanto organiza a repatriação do corpo.

  • Etapas do tratamento:
    • Diagnóstico em janeiro de 2023, seguido por quimioterapia.
    • Cirurgia em agosto de 2024 para remoção de tumores.
    • Tratamento experimental nos EUA, iniciado em 2025.
    • Complicações que culminaram em sua morte em julho de 2025.

A luta de Preta inspirou muitos, que acompanharam sua coragem por meio de suas redes sociais.

Legado como empresária e personalidade

Além da música, Preta Gil se destacou como empresária, sendo sócia da agência Mynd, que representa artistas como Luísa Sonza e Pabllo Vittar. Sua visão empreendedora ajudou a moldar carreiras de influenciadores e músicos, consolidando sua influência no mercado cultural. Ela também participou de novelas e séries, como “As Cariocas” e “Vai que Cola”, mostrando sua versatilidade.

Preta era conhecida por sua autenticidade e por abordar temas como diversidade e aceitação. Sua participação em programas como “The Masked Singer” reforçou sua conexão com o público, que admirava sua energia e carisma. Como empresária, ela trouxe inovação ao mercado artístico, unindo música, mídia e marketing.

Repercussão da morte de Preta Gil

A morte de Preta Gil gerou uma onda de homenagens de artistas, políticos e fãs. Nomes como Anitta, Ivete Sangalo e Caetano Veloso expressaram pesar e destacaram sua importância para a cultura brasileira. Fãs lotaram as redes sociais com mensagens de carinho, relembrando momentos marcantes de sua carreira, como o Bloco da Preta e suas apresentações vibrantes.

  • Homenagens destacadas:
    • Anitta: “Preta trouxe alegria e representatividade ao Brasil.”
    • Ivete Sangalo: “Uma artista única, que transformou o carnaval.”
    • Caetano Veloso: “Minha sobrinha deixou um vazio na música.”
    • Fãs nas redes: “O Bloco da Preta vai ecoar para sempre.”

A família ainda não divulgou detalhes sobre o velório ou homenagens oficiais, mas a expectativa é de que eventos celebrem sua trajetória no Brasil.

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