sexta-feira, 6 março, 2026
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Médico assume culpa por fornecer ketamina a Matthew Perry antes de overdose

Matthew Perry -

Dr. Salvador Plasencia, médico acusado de fornecer ketamina ao ator Matthew Perry, se declarou culpado em 23 de julho de 2025, em Los Angeles, por quatro acusações de distribuição ilegal do anestésico, relacionado à morte do astro de “Friends” em outubro de 2023. A overdose de Perry, aos 54 anos, foi causada pelos efeitos agudos de ketamina, segundo o Instituto Médico Legal de Los Angeles, com fatores como afogamento e doença arterial coronariana. Plasencia, que atuava em uma clínica em Calabasas, forneceu 20 frascos de ketamina ao ator e seu assistente entre setembro e outubro de 2023, sem finalidade médica legítima. Ele enfrenta até 40 anos de prisão, com sentença marcada para 3 de dezembro, e anunciou a entrega de sua licença médica. O caso expõe uma rede de fornecedores que lucrou com a dependência de Perry, que buscava ketamina além do prescrito para tratar depressão.

O caso chocou fãs do ator, conhecido como Chandler Bing, e levantou debates sobre o uso de ketamina. Plasencia, um dos cinco réus, é o quarto a se declarar culpado, enquanto a investigação continua contra a suposta traficante Jasveen Sangha. A seguir, detalhes do caso.

  • Plasencia: Culpado por quatro acusações de distribuição de ketamina.
  • Perry: Morto em 28 de outubro de 2023, por overdose de ketamina.
  • Sentença: Até 40 anos de prisão, marcada para 3 de dezembro.
  • Rede: Cinco réus, incluindo assistente e outro médico, envolvidos.

A confissão de Plasencia marca um avanço na investigação sobre a morte do ator.

Detalhes da confissão de Plasencia

Dr. Salvador Plasencia, conhecido como “Dr. P”, admitiu ter fornecido 20 frascos de ketamina, totalizando 100 mg, além de pastilhas e seringas, entre 30 de setembro e 12 de outubro de 2023. Ele foi apresentado a Perry por um paciente que descreveu o ator como uma “pessoa de alto perfil” disposta a pagar milhares de dólares.

Plasencia visitou a casa de Perry em Pacific Palisades duas vezes para administrar injeções e, em uma ocasião, aplicou ketamina em um estacionamento em Long Beach. Ele também ensinou o assistente de Perry, Kenneth Iwamasa, a injetar a droga, apesar de saber que Iwamasa não tinha treinamento médico. Em 12 de outubro, Perry sofreu uma reação grave, com pico de pressão arterial, mas Plasencia deixou mais frascos com o assistente.

  • Fornecimento: 20 frascos de ketamina e pastilhas entre setembro e outubro.
  • Locais: Casa de Perry e estacionamento em Long Beach.
  • Reação: Perry teve pico de pressão em 12 de outubro.
  • Assistente: Iwamasa injetou ketamina sem treinamento médico.

A confissão expõe a negligência de Plasencia, que priorizou lucros.

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Contexto da morte de Perry

Matthew Perry, ícone de “Friends”, foi encontrado morto em 28 de outubro de 2023, flutuando em uma jacuzzi em sua casa em Pacific Palisades. O relatório do Instituto Médico Legal apontou que a causa principal foi a overdose de ketamina, com afogamento e buprenorfina como fatores contribuintes.

Perry usava ketamina legalmente para tratar depressão, mas buscava doses extras fora do tratamento. Ele pagou cerca de US$ 55 mil a Plasencia e outros fornecedores em um mês, incluindo US$ 12 mil em uma única visita. A investigação revelou mensagens onde Plasencia chamava Perry de “idiota” e planejava ser seu “fornecedor principal”.

O ator lutava contra o vício desde os anos 1990, conforme relatou em sua autobiografia de 2022, “Friends, Lovers, and the Big Terrible Thing”. Sua morte chocou o mundo, com tributos de colegas como Jennifer Aniston e Courteney Cox.

Rede criminosa envolvida

Cinco pessoas foram acusadas na morte de Perry, incluindo Plasencia, Kenneth Iwamasa (assistente), Mark Chavez (médico), Erik Fleming (intermediário) e Jasveen Sangha, chamada de “Rainha da Ketamina”. Todos, exceto Sangha, confessaram culpa.

Iwamasa admitiu injetar ketamina em Perry no dia de sua morte, enquanto Chavez forneceu o anestésico a Plasencia, obtendo-o ilegalmente de uma clínica. Fleming, amigo de Perry, entregou 50 frascos, sendo 25 quatro dias antes da morte. Sangha, acusada de fornecer a dose fatal, enfrenta julgamento em agosto de 2025 e pode pegar prisão perpétua.

  • Réus: Cinco acusados, quatro confessaram culpa.
  • Sangha: Única ré sem acordo, enfrenta julgamento.
  • Iwamasa: Injetou ketamina no dia da morte de Perry.
  • Pagamentos: Perry gastou US$ 55 mil em um mês.

A rede lucrou explorando a vulnerabilidade de Perry, segundo promotores.

Falhas na conduta médica

Plasencia, que operava a Malibu Canyon Urgent Care, usava sua licença da DEA para obter ketamina, mas agiu fora dos padrões médicos. Ele admitiu que as doses fornecidas não tinham propósito médico legítimo, violando normas éticas.

Em um episódio, após Perry sofrer um pico de pressão, Plasencia apenas disse ao assistente: “Não façamos isso de novo”. Mesmo assim, deixou mais ketamina, sabendo do risco. Ele também tentou abrir uma clínica de ketamina durante o período, indicando interesse em lucrar com o mercado crescente do anestésico.

Seus advogados expressaram remorso, afirmando que Plasencia reconhece ter falhado em proteger um paciente vulnerável. Ele planeja entregar sua licença médica antes da sentença.

  • Conduta: Fornecimento sem propósito médico legítimo.
  • Reação: Perry teve crise hipertensiva em 12 de outubro.
  • Licença: Plasencia entregará autorização médica.
  • Ética: Violação de padrões médicos reconhecida.

A confissão destaca a gravidade das ações do médico.

Repercussão pública e nas redes

A morte de Perry e as confissões geraram comoção global. Fãs usaram redes sociais para expressar tristeza e indignação, com hashtags como #JusticeForMatthewPerry ganhando força. Comentários criticaram a exploração do vício do ator, com mensagens como “lucraram com a dor de um ícone”.

A imprensa destacou a rede criminosa, com veículos como NBC e CNN detalhando as acusações. A história reacendeu debates sobre o uso de ketamina, que cresceu 35% nos EUA para fins recreativos entre 2020 e 2023. A tragédia de Perry serviu como alerta para os riscos do acesso descontrolado a medicamentos controlados.

  • Reação: Fãs pedem justiça nas redes sociais.
  • Hashtags: #JusticeForMatthewPerry viralizou.
  • Ketamina: Uso recreativo subiu 35% em três anos.
  • Debate: Riscos de medicamentos controlados em alta.

O caso reforça a necessidade de regulamentação mais rígida.

Próximos passos judiciais

Plasencia permanece em liberdade sob fiança de US$ 100 mil até a sentença em 3 de dezembro. Ele enfrenta até 40 anos de prisão, mas a colaboração com promotores pode reduzir a pena. Iwamasa e Chavez têm audiências marcadas para novembro e abril, respectivamente, enquanto Fleming coopera com a justiça.

Jasveen Sangha, acusada de fornecer a dose letal, enfrenta acusações mais graves, incluindo conspiração e posse de metanfetamina. Seu julgamento, previsto para agosto, será um marco no caso. A promotoria alega que os réus exploraram a fama e o vício de Perry para lucrar.

  • Sentença: Plasencia aguarda decisão em 3 de dezembro.
  • Sangha: Julgamento em agosto de 2025.
  • Penas: Até 40 anos para Plasencia, prisão perpétua para Sangha.
  • Colaboração: Três réus cooperam com promotores.

O desfecho do caso pode trazer mudanças na regulamentação de ketamina.

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