sexta-feira, 6 março, 2026
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Atriz Suzana Alves detalha batalha contra ansiedade e pânico pós-Tiazinha

Suzana Alves -

Suzana Alves, famosa por interpretar Tiazinha no final dos anos 1990, revelou em julho de 2025, no podcast 6+1, que enfrentou transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e crises de síndrome do pânico durante e após o auge de sua carreira. A atriz, que alcançou notoriedade no Programa H, da Band, descreveu como a exposição midiática a levou a se esconder em público, usando roupas largas e boné para evitar ser reconhecida. Convertida ao cristianismo há mais de 20 anos, Suzana, agora estudante de psicologia, usa sua experiência para ajudar outras pessoas. A revelação, feita em São Paulo, coincide com o recente término de seu casamento com o ex-tenista Flávio Saretta, com quem tem um filho, Benjamin, de 8 anos. Sua história destaca os impactos da fama e a busca por superação.

A trajetória de Suzana reflete os desafios enfrentados por figuras públicas expostas à pressão da mídia. Sua luta contra transtornos mentais e a fé que a guiou são centrais em sua narrativa.

  • Diagnóstico de TAG e crises de pânico após a fama.
  • Uso de roupas para se esconder em público.
  • Conversão ao cristianismo como ponto de virada.
  • Estudo de psicologia para ajudar outras pessoas.

Impactos da fama como Tiazinha

Suzana Alves alcançou fama meteórica aos 20 anos como Tiazinha, personagem sensual do Programa H, apresentado por Luciano Huck na Band entre 1997 e 2000. A exposição, que incluiu capas de revistas como a Playboy, trouxe riqueza, mas também pressões intensas. Ela relatou que a constante atenção do público gerou paranoia, com medo de ser vigiada, a ponto de checar carros em busca de câmeras. A falta de privacidade a levou a evitar sair de casa, e, quando o fazia, cobria-se para não ser reconhecida. Essas experiências culminaram em crises de pânico, que ela só identificou como parte do TAG anos depois.

A transição para uma vida longe dos holofotes foi marcada por isolamento. Amigos e colegas não compreenderam sua mudança de comportamento, o que aprofundou seu sofrimento. A conversão ao cristianismo, há mais de duas décadas, trouxe esperança e um novo propósito, mas o processo de recuperação levou cinco anos.

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Transformação através da fé

A fé desempenhou um papel crucial na recuperação de Suzana. Antes de sua conversão, ela descreveu um estado de escuridão, sem perspectivas de futuro. O encontro com o cristianismo mudou sua mentalidade, oferecendo um senso de propósito e estabilidade. A decisão de abandonar a imagem de Tiazinha, que incluía queimar parte do figurino, simbolizou sua ruptura com o passado. No entanto, ela preservou a máscara como um lembrete de sua história, reconhecendo a dificuldade de se desvincular de um personagem tão marcante.

Hoje, Suzana equilibra sua vida entre a espiritualidade, a família e os estudos. Sua escolha por estudar psicologia reflete o desejo de compreender e ajudar outras pessoas que enfrentam transtornos semelhantes. Ela destaca a importância de superar a vergonha de buscar ajuda, algo que evitou por anos devido ao estigma associado à saúde mental.

  • Conversão ao cristianismo há mais de 20 anos.
  • Queima do figurino de Tiazinha, exceto a máscara.
  • Estudos em psicologia para apoiar vítimas de ansiedade.
  • Superação do estigma em buscar ajuda profissional.

Luta contra transtornos mentais

O diagnóstico de TAG e as crises de pânico de Suzana são parte de um quadro comum entre celebridades expostas à pressão midiática. Dados do Ministério da Saúde indicam que 9,3% da população brasileira sofre de transtornos de ansiedade, com maior prevalência entre mulheres. As crises de Suzana incluíam sintomas como medo intenso, sensação de perseguição e incapacidade de sair de casa. Ela também mencionou o diagnóstico de TDAH, que complicou ainda mais sua saúde mental na juventude.

A falta de apoio inicial agravou suas dificuldades. Suzana enfrentou os transtornos sozinha, com a mãe sendo sua única fonte de confiança. Hoje, como estudante de psicologia, ela realiza estágios e utiliza sua experiência para orientar outras pessoas, enfatizando a importância de redes de apoio e tratamento profissional.

Separação de Flávio Saretta

O término do casamento com Flávio Saretta, anunciado em julho de 2025, trouxe Suzana de volta às manchetes. Após 15 anos juntos, o casal, que tem um filho, Benjamin, de 8 anos, enfrentou uma crise intensificada nos últimos meses. Suzana deixou de seguir Saretta e o enteado, Felipe, nas redes sociais, sinalizando um rompimento mais profundo. Apesar disso, ela mantém laços com a família do ex-marido, como o sogro e a academia de tênis Saretta.

A separação coincidiu com dificuldades financeiras, levando Suzana a aceitar trabalhos como uma harmonização facial televisionada para pagar contas. Sua fé e o apoio de amigos da igreja e da escola de Benjamin têm sido fundamentais para atravessar esse período.

  • Fim do casamento com Flávio Saretta após 15 anos.
  • Dificuldades financeiras após o término.
  • Manutenção de laços com a família de Saretta.
  • Apoio da comunidade religiosa e escolar.

Contribuição para a conscientização

Suzana utiliza seu podcast 6+1, lançado em 2025, para compartilhar sua jornada e abordar temas como saúde mental e superação. O projeto, hospedado no YouTube, reflete sua transição de figura midiática para uma voz de apoio e inspiração. Ela fala abertamente sobre a vergonha que sentia ao admitir suas crises, incentivando outras pessoas a buscarem ajuda sem medo de julgamentos.

A escolha por estudar psicologia reforça seu compromisso com a conscientização. Suzana participa de eventos em igrejas evangélicas, onde compartilha testemunhos, e usa as redes sociais para promover mensagens de resiliência. Sua história ressoa com muitas mulheres que enfrentam transtornos de ansiedade, especialmente no contexto da fama.

  • Lançamento do podcast 6+1 em 2025.
  • Participação em eventos religiosos para conscientização.
  • Uso das redes sociais para promover saúde mental.
  • Estudos em psicologia para ajudar outras pessoas.

Cenário da saúde mental no Brasil

A luta de Suzana reflete um problema crescente no Brasil, onde a saúde mental ainda enfrenta estigmas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil lidera o ranking de transtornos de ansiedade na América Latina, com 18,6 milhões de casos em 2024. A falta de acesso a tratamentos psicológicos, especialmente em regiões menos favorecidas, agrava a situação. Programas como o SUS oferecem apoio limitado, com apenas 2,7 psicólogos por 100 mil habitantes, conforme dados do Conselho Federal de Psicologia.

Iniciativas como o Janeiro Branco, campanha nacional de conscientização, têm buscado mudar esse cenário, mas o acesso a terapias permanece um obstáculo. A história de Suzana destaca a importância de figuras públicas compartilharem suas experiências para reduzir o estigma e incentivar a busca por ajuda.

  • 18,6 milhões de casos de ansiedade no Brasil em 2024.
  • 2,7 psicólogos por 100 mil habitantes no SUS.
  • Janeiro Branco como campanha de conscientização.
  • Importância de figuras públicas no combate ao estigma.
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