sábado, 7 março, 2026
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Bruno Henrique enfrenta julgamento no STJD por manipulação de cartões em 2023

BH27

Bruno Henrique, atacante do Flamengo, enfrenta julgamento no STJD em setembro por suposta manipulação de cartões em jogo contra o Santos, em 2023. Acusado de forçar um cartão amarelo para beneficiar apostadores, ele pode ser suspenso por até dois anos e multado em R$ 200 mil. O caso, distribuído à 1ª Comissão Disciplinar, não afetará sua participação nas oitavas da Libertadores. Outros quatro envolvidos, incluindo seu irmão, também foram denunciados.

Denúncia por manipulação de cartões
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para o início de setembro o julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, acusado de forçar um cartão amarelo em partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023. A denúncia, baseada em investigações da Polícia Federal, aponta que o jogador teria agido para beneficiar apostadores, incluindo familiares. A 1ª Comissão Disciplinar, presidida por Marcelo da Rocha Ribeiro Dantas, conduzirá o caso, que pode resultar em até dois anos de suspensão, 24 partidas afastado e multa de até R$ 200 mil.
A acusação envolve artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de manipulação de resultados e condutas antidesportivas. Além de Bruno Henrique, outros quatro indivíduos, todos atletas amadores e ligados ao irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, também foram denunciados.

  • Artigos do CBJD aplicados: 243 (manipulação de resultados) e 243-A (conduta antidesportiva).
  • Punições possíveis: suspensão de até 720 dias e multa de até R$ 200 mil.
  • Envolvidos: Bruno Henrique, Wander Nunes, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Reis e Douglas Barcelos.
  • Jogo investigado: Flamengo x Santos, 1º de novembro de 2023, em Brasília.

Cronologia do caso
As investigações começaram em 2024, quando a Polícia Federal identificou indícios de manipulação no jogo entre Flamengo e Santos, ocorrido em 1º de novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha. Bruno Henrique recebeu um cartão amarelo por falta em Soteldo e, posteriormente, foi expulso após reclamação, lances considerados suspeitos. A Diretoria de Ética e Conformidade da Conmebol, em parceria com a Sportradar, alertou o STJD em agosto de 2024 sobre comportamentos atípicos.
O inquérito foi inicialmente arquivado por falta de provas, mas reaberto em abril de 2025 após novas evidências da Polícia Federal. Em maio, o STJD realizou audiências com Bruno Henrique e outras nove testemunhas, incluindo seu irmão. A procuradoria concluiu o relatório em julho, e a denúncia foi formalizada em 1º de agosto de 2025.

  • Agosto de 2024: Conmebol alerta STJD sobre cartão suspeito.
  • Abril de 2025: Inquérito reaberto com novas provas da Polícia Federal.
  • Maio de 2025: Audiência com Bruno Henrique e testemunhas.
  • Julho de 2025: Relatório finalizado e denúncia formalizada.

Impacto no Flamengo
O adiamento do julgamento para setembro garante que Bruno Henrique poderá atuar nas oitavas de final da Libertadores, contra o Internacional, nos dias 13 e 20 de agosto. O Flamengo, que defende a presunção de inocência do jogador, planeja utilizá-lo normalmente até uma decisão oficial. A diretoria rubro-negra, ciente da gravidade do caso, prepara uma defesa robusta, liderada pelos advogados Michel Assef Filho, Flávio Willeman e Marcos Motta.
O clube emitiu nota oficial em abril de 2025, destacando seu compromisso com o fair play, mas também a importância do devido processo legal. Internamente, o Flamengo considera a situação delicada, mas evita antecipar punições até a conclusão do julgamento.

Defesa e argumentos
A defesa de Bruno Henrique, conduzida pelo advogado Ricardo Pieri Nunes, argumenta que forçar cartões é uma prática comum no futebol, frequentemente usada como estratégia tática e não configuraria crime. Em maio de 2025, a defesa pediu o arquivamento do caso na 7ª Vara Criminal de Brasília, mas o pedido foi negado, e as provas foram compartilhadas com o STJD e a CPI da Manipulação de Jogos no Senado.
A investigação revelou mensagens entre Bruno Henrique e seu irmão, nas quais o jogador teria confirmado a intenção de receber um cartão contra o Santos. Apesar disso, a defesa sustenta que não há evidências de ganho financeiro direto pelo atleta, o que poderia atenuar a pena.

  • Argumento principal: forçar cartões é prática tática comum no futebol.
  • Pedido da defesa: arquivamento do caso por ausência de crime.
  • Provas: mensagens entre Bruno Henrique e Wander Nunes.
  • Decisão judicial: compartilhamento de provas com STJD e CPI.
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Repercussão e contexto esportivo
O caso de Bruno Henrique reacende o debate sobre manipulação de resultados no futebol brasileiro. A CPI do Senado, que investigou o tema em 2025, criticou o arquivamento inicial do STJD em 2024, classificando-o como precipitado. A entidade apontou a necessidade de maior rigor na apuração de casos de apostas esportivas, que têm crescido com a popularização das plataformas de apostas.
No âmbito esportivo, a possível suspensão de Bruno Henrique seria um golpe para o Flamengo, que conta com o atacante como peça-chave no elenco. O jogador, que segue em atividade, participou de partidas recentes, como contra o Ceará, pelo Brasileirão, e mantém o apoio do clube e da comissão técnica, liderada por Filipe Luís.

  • Declaração de Filipe Luís (novembro de 2024): “Partimos da presunção de inocência. Ele se diz inocente e está bem.”
  • Impacto no elenco: Bruno Henrique é titular e referência no ataque.
  • Contexto: aumento de casos de apostas no futebol brasileiro.

Próximos passos no STJD
A 1ª Comissão Disciplinar do STJD, responsável pelo julgamento, tem agenda lotada, o que levou à marcação para setembro. A audiência de 18 de agosto não incluirá o caso devido ao volume de processos, mas a data oficial, possivelmente 1º de setembro, será confirmada em breve. O tribunal avalia se haverá suspensão preventiva, mas a tendência é que Bruno Henrique siga jogando até o julgamento.
A procuradoria do STJD, liderada por Paulo Dantas, considera as provas robustas, incluindo mensagens e depoimentos. Contudo, a decisão final dependerá da análise dos auditores, que podem aplicar penas variadas, desde advertência até a suspensão máxima de dois anos.

  • Próxima audiência: prevista para 1º de setembro.
  • Possível suspensão preventiva: até 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
  • Auditores envolvidos: Marcelo da Rocha Ribeiro Dantas e Maxwell Borges de Moura Vieira.

Paralelo na esfera criminal
Além do STJD, Bruno Henrique é réu em um processo criminal na Justiça do Distrito Federal, acusado de estelionato e manipulação de resultados. A pena máxima, se condenado, pode chegar a 17 anos de prisão, embora a defesa acredite em absolvição ou pena reduzida. O caso envolve a casa de apostas Blaze, que teria recebido apostas relacionadas ao cartão de Bruno Henrique.
A Justiça negou sigilo ao processo e autorizou o compartilhamento de provas com o STJD e a CPI do Senado, ampliando a exposição do caso. A investigação criminal segue em paralelo, com foco nas mensagens trocadas entre o jogador e seu irmão, que intermediava as apostas.

  • Acusação criminal: estelionato e manipulação de resultados.
  • Pena máxima: até 17 anos de prisão.
  • Envolvidos: Bruno Henrique, Wander Nunes e familiares.
  • Empresa citada: Blaze, operadora de apostas.
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