Vila Nova surpreende Paysandu com gol de ex-jogador e vence na Curuzu, em Belém, por 1 a 0, pela 21ª rodada da Série B, em 11 de agosto de 2025. O gol de João Vieira, ex-jogador bicolor, marcou a estreia vitoriosa do técnico Paulo Turra no comando do Tigrão. A partida, realizada sob forte chuva na primeira etapa, encerrou a sequência de oito jogos sem derrota do Paysandu, que segue na vice-lanterna com 21 pontos. O Vila, com 30 pontos, se aproxima do G4, ficando a quatro pontos da Chapecoense. O jogo foi decidido na segunda etapa, com mudanças táticas de Turra que exploraram falhas defensivas do adversário. A vitória dá novo fôlego ao Vila para o clássico contra o Goiás, enquanto o Paysandu enfrenta a Chapecoense na próxima rodada, buscando sair da zona de rebaixamento.
A noite de segunda-feira foi marcada por um confronto intenso no estádio da Curuzu. Apesar das condições adversas, o Vila Nova soube aproveitar as oportunidades criadas no segundo tempo. A torcida bicolor, que lotou as arquibancadas, viu o time da casa pressionar, mas sem efetividade. A derrota aumenta a pressão sobre o técnico Claudinei Oliveira, que enfrentou seu primeiro revés desde que assumiu o Paysandu.
O resultado reforça a importância de ajustes táticos e a capacidade do Vila em se recuperar após a goleada sofrida na final da Copa Verde. A seguir, detalhes do jogo e os fatores que definiram o triunfo goiano.
Estratégia de Turra faz a diferença
Paulo Turra, em sua estreia como técnico do Vila Nova, trouxe mudanças que alteraram o rumo da partida. O treinador optou por uma abordagem cautelosa no primeiro tempo, priorizando a solidez defensiva diante da pressão inicial do Paysandu. A chuva forte, que transformou o gramado da Curuzu em um desafio, limitou as jogadas de ambos os times.
No segundo tempo, as substituições de Turra foram decisivas. A entrada de André Luís trouxe velocidade ao ataque, criando a jogada que resultou no gol de João Vieira. O volante, que já defendeu o Paysandu, mostrou precisão ao finalizar um cruzamento rasteiro, surpreendendo a defesa bicolor.
- Mudanças táticas: Turra reforçou o meio-campo com jogadores de maior mobilidade, explorando contra-ataques.
- Aproveitamento de espaços: O Vila identificou falhas na marcação do Paysandu, especialmente após o intervalo.
- Controle emocional: Mesmo sob pressão da torcida adversária, o time goiano manteve a calma após o gol.
A estratégia de Turra não apenas garantiu os três pontos, mas também sinalizou uma nova fase para o Vila, que busca consistência na competição.
Lei do ex e o peso do gol de João Vieira
João Vieira, conhecido por sua passagem pelo Paysandu, foi o protagonista da noite. O gol, marcado aos 25 minutos do segundo tempo, veio após um cruzamento preciso de André Luís. A finalização de primeira, no canto do goleiro Halls, demonstrou a qualidade técnica do volante. Em respeito ao ex-clube, Vieira optou por não comemorar, gesto que foi aplaudido por parte da torcida.
O jogador, que deixou o Paysandu em 2023, já havia enfrentado o ex-time em outras ocasiões, mas nunca com tamanha relevância. Sua atuação foi marcada por equilíbrio, com desarmes importantes e participação na transição ofensiva. A “lei do ex”, fenômeno comum no futebol, voltou a se fazer presente, reacendendo debates sobre o impacto emocional de enfrentar antigos clubes.
O gol de Vieira não apenas decidiu a partida, mas também destacou a capacidade do Vila em explorar momentos-chave, mesmo em um jogo equilibrado.
Paysandu sente o golpe e perde força
O Paysandu entrou em campo embalado por uma sequência de oito jogos sem derrota, mas não conseguiu manter o ritmo. A forte chuva no primeiro tempo dificultou a criação de jogadas, e a equipe bicolor apostou em chutes de longa distância, sem sucesso. A anulação de um gol de Garcez, por impedimento de Leandro Vilela, foi um duro golpe na primeira etapa.
No segundo tempo, a pressão inicial do Paysandu não se converteu em chances claras. A falha defensiva no gol de Vieira expôs problemas na recomposição, algo que Claudinei Oliveira terá que corrigir.
- Falta de efetividade: Apesar da posse de bola, o Paysandu finalizou pouco ao gol de Halls.
- Impacto do gol sofrido: O time bicolor perdeu confiança após o 1 a 0, com dificuldade em reagir.
- Pressão da torcida: A Curuzu lotada não foi suficiente para impulsionar a equipe.
- Desgaste físico: A sequência de jogos pode ter influenciado o desempenho.
A derrota amplia a crise do Paysandu, que agora enfrenta a necessidade de reagir rapidamente para deixar a zona de rebaixamento.
Chuva e gramado como adversários extras
A forte chuva que caiu em Belém durante o primeiro tempo foi um fator determinante no ritmo do jogo. O gramado da Curuzu, embora tenha resistido bem ao volume de água, dificultou a troca de passes e as jogadas em velocidade. Ambos os times optaram por um jogo mais físico, com disputas intensas no meio-campo.
O Paysandu tentou tirar proveito do campo molhado, apostando em cruzamentos e chutes de fora da área. Já o Vila, mais adaptado às condições no segundo tempo, usou a velocidade de seus pontas para explorar os espaços. A arbitragem, liderada por Raphael Claus, teve trabalho para controlar as faltas, com nove cartões amarelos distribuídos.
A adaptação ao gramado encharcado foi um diferencial para o Vila, que soube usar as condições a seu favor na etapa final.
Próximos desafios e o impacto do resultado
A vitória coloca o Vila Nova em uma posição promissora na Série B. Com 30 pontos, o time goiano está a apenas quatro pontos do G4, liderado pela Chapecoense. O próximo compromisso é o clássico contra o Goiás, no estádio OBA, no sábado, 16 de agosto. O confronto, conhecido como o maior de Goiânia, promete ser decisivo para as ambições do Tigrão na competição.
Já o Paysandu enfrenta um momento delicado. Com 21 pontos, o time segue na vice-lanterna e terá um desafio fora de casa contra a Chapecoense, no domingo, 17 de agosto. A pressão sobre Claudinei Oliveira aumenta, especialmente após a quebra da invencibilidade.
- Clássico goiano: Vila Nova x Goiás será um teste de fogo para Turra.
- Luta contra o Z4: O Paysandu precisa de resultados imediatos para evitar o rebaixamento.
- Momento psicológico: A derrota pode abalar a confiança do elenco bicolor.
- Aposta em jovens: Ambos os times devem avaliar a inclusão de novos nomes.
O resultado na Curuzu reforça a imprevisibilidade da Série B e a importância de ajustes táticos em momentos cruciais.
Torcida e atmosfera na Curuzu
A torcida do Paysandu, conhecida como Fiel, compareceu em peso, mesmo com a chuva intensa. O público, estimado em cerca de 12 mil pessoas, criou uma atmosfera vibrante, mas não conseguiu impulsionar o time para a vitória. A frustração foi evidente nas arquibancadas, com vaias após o apito final.
Por outro lado, a pequena torcida do Vila Nova presente na Curuzu celebrou a vitória com entusiasmo. O resultado é um alento para os goianos, que ainda buscam consolidar o apoio da torcida na temporada. A rivalidade entre as equipes, intensificada pela final da Copa Verde, adicionou um tempero extra ao confronto.
Paulo Turra e a nova fase do Vila
A estreia de Paulo Turra no comando do Vila Nova foi um marco para o clube. O treinador, que já passou por equipes como Athletico-PR e Santos, trouxe uma proposta de jogo mais vertical, com transições rápidas. Sua experiência em competições nacionais pode ser um diferencial para o Tigrão na reta final da Série B.
A vitória na Curuzu é um sinal de que o trabalho de Turra pode render frutos. O treinador destacou, em entrevista pós-jogo, a importância de manter a equipe focada e explorar as fraquezas do adversário. A confiança do elenco parece renovada, especialmente após a goleada sofrida na Copa Verde.
- Estilo de jogo: Turra prioriza a posse com objetividade e contra-ataques.
- Gestão de elenco: Substituições bem-sucedidas mostram leitura apurada do jogo.
- Planejamento: O técnico já pensa no clássico contra o Goiás.
O desempenho na Curuzu é um primeiro passo, mas a consistência será fundamental para o Vila sonhar com o acesso.
